Café Alta Política- Metamorfose da Vida

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No Café Alta Política, no dia 14 de agosto de 2026, tive a oportunidade de representar o Coletivo Metamorfose da Vida e falar sobre envelhecimento, autonomia e o papel que cada pessoa pode assumir na construção da própria longevidade. O Café Alta Política é organizado por Julio Pujol e Giselle Hubbe. Um encontro no belo café do Margs em Porto Alegre. Este foi o 60º e teve como tema Leituras do Envelhecer. Junto comigo para um bate papo, o ex-vereador e Secretário Adjunto de Inclusão e Des. Humano de Porto Alegre e Vinicius Kaster, Secretário Adjunto de Esportes de Porto Alegre. Falei sobre minha formação como arquiteta, mestre em Engenharia de Produção e integrante do coletivo Metamorfose da Vida, e como uma experiência mudou minha maneira de olhar para a vida e para a arquitetura: durante cerca de 20 anos, acompanhei o envelhecimento e o adoecimento dos meus pais. E aprendi como a sala de espera de uma UTI pode ser uma espécie de pós-graduação sobre a condição humana. A partir dessa ...

Walkability, estudos para um caminhar com mais acessibilidade

Caminhar faz bem e é recomendado por quase todos os médicos e manuais de boa saúde.

Caminhar nas grandes cidades nem sempre é um exercício assim tão saudável.

Desde a questão segurança que nos tolhe a vida cotidiana até as condições das calçadas urbanas que nos fazem ter torcicolos e perder o hábito de andar de cabeça erguida para não corrermos o risco de um acidente urbano. 


Construir cidades saudáveis com ruas e equipamentos urbanos que auxiliem na promoção da saúde é uma necessidade dos planejamentos urbanos atuais. Estamos cada vez mais conscientes de que não podemos depender tanto dos meios de transporte individuais tanto pela questão da poluição e gasto energético, como pela necessidade de praticar exercícios mais regulares, entre eles a caminhada.

Existem várias práticas sendo propostas como exercícios de conhecimento da cidade que usam a caminhada como ferramenta, vejam em caminhar e parar como se dá esse aprendizado de reconhecer não apenas a cidade, mas o outro que a habita. Eu já relatei também minhas experiências em divagações de uma caminhante solitária por um parque de minha cidade, Porto Alegre.


Mas o falar em caminhar envolve mais que apenas escolhas de exercícios. Envolve acessibilidade, o estudo de como as cidades facilitam ou tolhem o deslocamento das pessoas a pé e o quão amigável é uma cidade, a tal da Walkability . Já há vários estudos a respeito que respaldam não apenas decisões de planejamento, como escolhas individuais das pessoas. 

Uma delas é uma maneira de medir a acessibilidade de pedestres via Ciência de Dados. Descobri um blog bem interessante com essa postagem que pode ser lida na integra AQUI
"Como poderíamos medir e mapear a capacidade de locomoção usando ferramentas de ciência de dados? Este blog sugere uma abordagem baseada no Pandana , uma excelente biblioteca Python desenvolvida por Fletcher Foti."

O Google também está desenvolvendo uma nova funcionalidade para mapear locais com maior ou menor acessibilidade, o que pode facilitar a vida de inúmeras pessoas, desde cadeirantes, passando por pessoas com mobilidade reduzida, crianças, gestantes e mesmo pessoas que queiram caminhar bastante e contar com rotas mais amenas. Veja o artigo onde falo sobre isso AQUI.


Há relatos de experiências corajosas e baratas que mudam cidades e uma delas,mostrada na imagem abaixo, fala do caso de Los Angeles onde um plano coeso e focado procura mudar a realidade da cidade para uma mobilidade mais acessível.


Arquitetando nossas cidades com ideias que promovam o bem estar e a saúde de sua população mostra uma evolução na mentalidade dos governantes e habitantes.

Que deixemos de ser analfabetos urbanísticos


Imagens: Pixabay

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