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Mostrando postagens de Janeiro, 2018

MG08 habitação flexível

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Habitar uma casa movimenta uma série de sonhos e emoções. Possuir uma casa evoca ancestrais desejos de segurança. Mas nem sempre as necessidades permanecem as mesmas. As situações de fora e de dentro se modificam e pedem espaços que sejam flexíveis. A Maria Guerrero, também conhecida como MG08 em Madri, projetada pelo Studio Burr , foi pensada para ser uma habitação que possa ser transformada de acordo com essas novas necessidades dos moradores.   María Guerrero é uma casa que nasceu dividida em duas. Para poderem arcar com os custos de aquisição e construção, os habitantes deste empreendimento iniciam a sua vida neste espaço ocupando metade da casa e alugando a outra metade como habitação independente. Apesar da narrativa interessante, me pareceu muito com essas casas geminadas onde se coloca uma parede no meio, que pode ser removível se houver interesse em unir os espaços. Algo que já vem sendo usado e que, com um nome interessante, chama mais a atenção.  Segundo o site dos arquiteto

Pavilhão de cura

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Tem alguns momentos da vida que precisamos de um algo que nos leve para longe da realidade, um espaço de meditação, de recolhimento , de estar com a parte mais saudável de nós . Então imagine se estiver por longos períodos em um hospital . Já passei por esta experiência com pessoas queridas e posso lhes garantir que não são momentos fáceis para os acompanhantes. Imaginem então para os pacientes. Foi exatamente pensando em ajudar os pacientes a esquecerem suas doenças que o P avilhão de Cura do  Ball-Nogues Studio  foi projetado. E como ele funciona? Como uma concha feita de tubos de aço minuciosamente dobrados e controlados por computador que formam padrões e sombras que pretendem auxiliar no relaxamento e descanso da mente dos pacientes. (Gostaria de ver um vídeo para ver como funcionam e se tem música ambiente também). A estrutura é uma das finalistas do  FABRICATE  2017 e foi projetada para o  centro médico de Cedars-Sinai em Los Angeles.  Fotos: Sibylle Allgaier Veja ta

Reinvenção da arquitetura africana

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"não é mais hora de resistir, agora é re-existir!" Zé Celso Muitas das melhores inspirações surgem em conversas casuais. Em uma delas, via telegram, o colega  Oscar Muller me saiu com essa máxima quando o grupo falava sobre um clima de desesperança reinante. E essa expressão RE Existir me remeteu à REinventar.  E foi quando vi este vídeo TEDX sobre a próxima geração de arquitetos e designers africanos onde o arquiteto  Christian Benimana fala sobre a sua experiência de estudante fora do continente africano e de sua volta para casa. E do surgimento da ideia de " construir uma rede de arquitetos que possam ajudar as cidades de África a crescer de forma sustentável e equitativa - equilibrando o crescimento com valores que são exclusivamente africanos para que no futuro as  cidades africanas possam aspirar ser os lugares mais resistentes e socialmente inclusivos na Terra " . Uma reinvenção da arquitetura africana, uma resistência dos valores e culturas const

546 vassouras revestem um micro escritório

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Tantas e tantas vezes vontade de encontrar uma nova dimensão, um local todo especial onde se possa delirar, sossegar ou mesmo trabalhar. Pois foi o que estes arquitetos britânicos planejaram e executaram em um jardim de Nottingham ao projetar o seu micro escritório . Não apenas ocupa exatamente o lugar do antigo galpão como é todo revestido de vassouras. Sim, é coisa meio de bruxa, vassoura para transportar para outro mundo, "um de calma, silencioso e de foco" segundo os autores. O sonho de todo criador, um lugar fora do contexto, um local calmo e tranquilo para criar. Feito com uma magia de bruxa. Não, feito com a perícia de arquitetos que pensam e resolvem colocar ali o seu cabedal de conhecimentos e experiências.  Criar nosso micro-escritório  Mission Control   foi uma ótima oportunidade para experimentarmos muitas das tecnologias que implementamos em nossos projetos maiores, como materiais naturais, pré-fabricação, construção de respiração e  técnicas de  auto

Arquitetando ideias

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Joaquim Cardozo Quando nem o nome parece único, é complicado falar de arquitetar ideias. Será possível se criar ainda algo novo, ou vamos viver de "inspirações" e tendências que nos levam à ambientes belos, mas cada vez mais iguais. Parecem únicos, mas se repetem como fórmulas de bolo.  Os estilos se repetem e quando um industrial toma conta do gosto popular, pululam paredes de tijolos. Tijolos fakes, tijolos adesivos, tijolos pintados e até de verdade! Os móveis esquecem as linhas retas de combinação de madeiras e cor e usam e abusam de ferro. Todos com a mesma estante. Parecem diferentes. Mas todas iguais. Antes eram as paredes cinzas. Antes ainda eram banheiros escuros. Cada época, uma receita. Cada dia menos poesia. Menos diferenças.  “Arquitetura do Cais”, de Matheus Torres Mas e se fosse poetar? Se largasse de mão os modismos e as imagens que bombam, seria lá muito diferente?  O que cada um de nós quer de fato para nossas casas? Elas são feitas para nós? O

Dicionário da Arquitetura Brasileira de Corona e Lemos

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Em um ano em que participei de várias iniciativas relacionadas à edição de livros, uma delas me deixa particularmente honrada: ser uma das apoiadoras da reedição do Dicionário da Arquitetura Brasileira que foi lançado inicialmente em 1973 (um depois de ter entrado para a Faculdade de Arquitetura). A obra pioneira na área, de autoria de Carlos Lemos e Eduardo Corona, foi resgatada pela Romano Guerra Editora em uma campanha de crowdfunding*.  São 512 páginas com os mais variados verbetes sobre a Arquitetura Brasileira. Entre eles termos regionais e do dia a dia de quem milita a profissão. Nele podemos saber que pé-de-moleque, além do doce, é também um calçamento de rua, geralmente de seixos rolados. E que torçado é a verga da porta. E ainda que o zimbório é a parte mais alta e exterior da cúpula de um edifício.    Mas não é apenas de curiosidades que é feito um dicionário. Mesmo em épocas de pesquisa digital, é importante ter um local onde procurar os termos usados, sejam reg

Bancadas de cozinha cheias de charme

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Cada vez mais o prazer de cozinhar acompanha nossas vidas. E os espaços para comportar essa atividade também vão ao encontro dessa tendência de comportamento. Por mais que alguns defendam a ideia da volta da cozinha fechada , o que vemos é ainda uma enorme quantidade de ambientes cada vez mais abertos e espaços fluídos, onde o ato de cozinhar possa ser compartilhado entre muitos. E com espaços abertos voltamos a ter bancadas que funcionam como as antigas mesas grandes nos centros das antigas cozinhas que tanto auxiliavam para fazer os alimentos. Como as modernas cozinhas ficam em geral junto às salas, o ideal é que essas bancadas sejam muito bem planejadas para enriquecerem os ambientes, sem perder em funcionalidade.  Abaixo seguem algumas inspirações de bancadas. Para saber mais sobre elas, basta verificar no link abaixo da postagem. Procurei reunir projetos que tenham uma diversidade de materiais e que traduzam conforto, funcionalidade, beleza e aconchego. E algumas

Focando na qualidade do espaço urbano

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 A Arquitetura em sua função social de planejar os espaços, sejam individuais e/ou coletivos, trabalha em várias escalas. Do micro ao macro. Do particular ao social. Do luxo às necessidades mais prementes e básicas do seres que habitam este planeta. De dois em dois anos, acontece um encontro dos mais importantes da área, a chamada Bienal de Veneza que aponta rumos do afazer arquitetônico. Em 2018, com a curadoria das arquitetas irlandesas  Yvonne Farrell e Shelley McNamara, do premiado escritório Grafton Architects , o principal tema será a qualidade do espaço urbano.   Já falamos da importância do planejamento urbano e dos espaços coletivos em as premissas do Urbanismo  e da importância de reconquistar os espaços das cidades , A 16ª Bienal Internacional de Arquitetura (de 26 de maio e 25 de novembro) vai focar a "qualidade do espaço público e privado, do espaço urbano, do território e da paisagem como os principais fins da arquitetura. " Esta pauta vai ao encontro