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Mostrando postagens de Setembro, 2019

MG08 habitação flexível

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Habitar uma casa movimenta uma série de sonhos e emoções. Possuir uma casa evoca ancestrais desejos de segurança. Mas nem sempre as necessidades permanecem as mesmas. As situações de fora e de dentro se modificam e pedem espaços que sejam flexíveis. A Maria Guerrero, também conhecida como MG08 em Madri, projetada pelo Studio Burr , foi pensada para ser uma habitação que possa ser transformada de acordo com essas novas necessidades dos moradores.   María Guerrero é uma casa que nasceu dividida em duas. Para poderem arcar com os custos de aquisição e construção, os habitantes deste empreendimento iniciam a sua vida neste espaço ocupando metade da casa e alugando a outra metade como habitação independente. Apesar da narrativa interessante, me pareceu muito com essas casas geminadas onde se coloca uma parede no meio, que pode ser removível se houver interesse em unir os espaços. Algo que já vem sendo usado e que, com um nome interessante, chama mais a atenção.  Segundo o site dos arquiteto

Banheiros na China: um problema que o governo quer atacar

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Acordo de manhã e faço algo quase automático. Vou ao banheiro. Ao dar descarga no vaso e usar a água que sai das torneiras para lavar o rosto e escovar os dentes, não lembro que este é um privilégio que 60% da população mundial não tem. Segundo dados da ONU  cerca de 4,5 bilhões de pessoas não tem o luxo de ter um banheiro em boas condições para usufruto. Foi criado inclusive um Dia Mundial dos Banheiros, em 19 de novembro, para marcar o alerta sobre o tema. Nem sempre lembramos disso. Nossas preocupações com banheiros são mais estéticas e nossos maiores problemas são com um maior ou menor tamanho dessas peças. Nos damos ao requinte de termos vários espaços sanitários em nossas casas. Mas e se não fosse assim? Lembro de minha mãe contando sobre as casinhas de sua infância, os locais que ficavam afastados das casas e onde as pessoas satisfaziam suas necessidades fisiológicas. Em muitos locais do planeta essa ainda é a realidade. Mesmo naquela que todas as previsões apontam como

Courtyard House Plugin - uma casa dentro de uma casa

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Cidades antigas e densamente povoadas como Pequim necessitam de soluções criativas para resolver e reformular habitações antigas, garantindo que tenham padrões mais modernos e coerentes com a problemática energética de hoje em dia. É o desafio que o  Gabinete de Arquitetura do Povo (PAO), um escritório com equipe internacional de profissionais pretende resolver com o  Courtyard House Plugin . Um sistema modular pré-fabricado que  incorpora estrutura, isolamento, fiação, encanamento, janelas, portas, acabamentos internos e externos em uma peça moldada.  Painéis de fácil e rápida instalação, sendo ainda econômicos pela escala de produção, sendo bem mais baratos que a construção de uma casa nova ou de reformar uma antiga.  Um protótipo foi feito para teste e conta com espaço para escritório, dormitório e banheiro. Um dado interessante é a questão da preservação do patrimônio histórico chinês que pode ser implementada com mais consciência, transformando locais degradados em

7 diretrizes para construir o presente

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No final do século passado, o primeiro congresso virtual de arquitetura reuniu profissionais de 80 países, quando dois arquitetos da Synarqs fizeram uma pesquisa entre os participantes, produzindo um manifesto, que foi republicado em www.synapsis.org.br .  Na segunda edição do evento os organizadores pediram por uma continuidade interativa, que foi armada no Geocities, e recentemente recuperada. Este esforço foi intitulado "7 diretrizes para construir o presente"  "7 diretrizes para construir o presente" " A única coisa que permanece presente em todos os tempos é a mudança " Oscar Muller e Jorge Scatto Aprofundar os fundamentos de cada um dos conceitos que inicialmente denominamos como "7 diretrizes para construir um amanhã" ( "o ARQUITETO E A ARQUITETURA, NA ATUALIDADE E NO FUTURO" ) é o próximo passo proposto para continuar antes de abrir a discussão aos colegas e pedir seus aportes para

Micro habitação em bambu para falta de habitação em Hong Kong

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Uma cidade super povoada como Hong Kong e com uma escassa oferta de opções de moradia precisa de soluções emergenciais. Este abrigo de bambu é uma proposta econômica para abrigar pessoas e família enquanto procuram moradias permanentes. Projeto da AFFECT-T  Segundo os arquitetos, o nome do escritório encerra seu conceito de afetos arquitetônicos que sintetizam os princípios do design com a adequação à cada cliente, levando em conta seu impacto no espaço e sustentabilidade de materiais e execução.   Esta proposta de micro habitações de bambu entram dentro desse princípio de propiciar um abrigo temporário barato e funcional que possam ser construídos dentro de edifícios fabris abandonados, gerando verdadeiras comunidades para pessoas em situação de vulnerabilidade. O bambu foi escolhido por ser um material local, de fácil execução, rápido para construir e econômico. Os módulos básicos de 15 m2 possuem um quarto, uma cozinha e área de estar. E podem ser combinados para fa

Biblioteca em madeira revitaliza aldeia destruída por terremoto

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Um terremoto na província chinesa de Yunnan destrói casas e deixa espaços comunitários vazios. O arquiteto  Olivier Ottevaere e o diretor de uma ONG   John Lin  unem esforços com alunos da Universidade de Hong Kong e, juntamente com os alunos e comunidade, projetam e constroem três projetos em madeira como uma forma de revitalizar o local. Um deles é uma biblioteca e centro comunitário, The Pinch que mostramos aqui. As formas geométricas das treliças de madeira se unem em graciosas e fortes estruturas que abrigam espaços de convívio das pessoas da vila e ajudam a reconstruir suas vidas destruídas pelo terremoto. Os forros servem também de espaços de convívio e lazer, aproveitadas as inclinações do terreno onde se localizam.  A produção de madeira local foi aproveitada no processo de construção das estruturas. Processos simples que resultaram em estruturas adequadas à cultura local e muito simbólicas da mudança e reconstrução da comunidade.   Gostou? Compar

Visita à arte na cidade dos mortos

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Visitei a cidade dos mortos.  Poucas vezes fui a um cemitério por motivos outros que não a partida de alguém amado/conhecido.  Uma vez por desafio, era noite, em outro país. Outra a passeio, também em outro país. E agora para conhecer a arte funerária em um cemitério de minha cidade. O desafio desta veio de um almoço Clio onde a professora Dra Luiza Neitzke nos apresentou um panorama onde a " arte revela símbolos, conhecimento, poéticas de muitas eras e a história social e de nós mesmos." Passando pelas inspirações de cemitérios europeus onde a arte funerária vinha ornar os túmulos porto alegrenses, em cópias de maior ou menor rigor estético.  As cópias mais utilizadas, as histórias de amor e perda, e imagens simbólicas que retratam as saudades dos mais abastados que conseguiam se distinguir até na finitude. Leia aqui A melancolia e a arte cemiterial Após a palestra do almoço fomos em grupo ao mais antigo cemitério da cidade: o  Cemitério da Irmandade