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Mostrando postagens de janeiro, 2023

Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

Baldes de sorvete sobrando ajudam a construir uma micro biblioteca

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  Uma proposta de micros bibliotecas na Indonésia para resgatar o hábito da leitura me parece um projeto  bastante interessante para mostrar por aqui. Embora tenha o apoio de organizações, a meta é que a própria comunidade a organize de maneira independente. Uma excelente maneira para que os usuários se apropriem da ideia, a usem da melhor maneira que lhes aprouver e a mantenham viva.   Com uma estrutura metálica, o prédio foi construído como uma cobertura de uma praça, mantendo o espírito de local de encontro. Os arquitetos procuraram usar materiais que fossem baratos e pudessem ajudar a manter um micro clima interno sem precisar usar de meios artificiais de refrigeração. A solução foi o reaproveitamento de baldes de sorvete. Nada menos do que 2000 baldes de sorvete foram usados como um lego que mostrasse uma mensagem binária. No caso a sugestão foi a frase que que livros são uma janela para o mundo.  Os baldes de sorvete são inclinados para que a água da chuv...

DIREITO À PAISAGEM

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DIREITO À PAISAGEM Adeli Sell “O belo é o esplendor da ordem” - Aristóteles Os campos, as montanhas, as colônias são lugares abertos, há poucos obstáculos feitos pela mão humana; logo, quando falamos de DIREITO À PAISAGEM, estamos falando de cidades, de espaços construídos, obstruídos, que mudaram a paisagem original. Por isso temos que falar do DIREITO À CIDADE. É uma relação sujeito-objeto. O mundo e os seres humanos se afetam mutuamente. DIREITO Á CIDADE O Direito à Cidade é um direito difuso e coletivo, de natureza indivisível, de que são titulares os habitantes da cidade, as gerações presentes e futuras. É o direito de habitar, de usar, de participar da produção de cidades justas, inclusivas, democráticas e sustentáveis. Alguns falam de cidades inteligentes, pois estas teriam o condão de serem efetivamente mais justas. É na Lei n° 10.257, de 10 de julho de 2001 que temos a Regulamentação dos artigos 182 e 183 da Constituição Federal, estabelecendo diretrizes gerais da po...