18 de ago de 2018

Guardando livros com amor

Ontem estive em um lançamento de um livro de uma amiga. 

Sim, as pessoas escrevem livros impressos. E sim, pessoas leem livros de papel. E debatem sobre eles. Há clubes e rodas de leituras para impregnar as pessoas de outras visões, outras sensibilidades, outros universos que passam ao largo em nossas vidas atribuladas e domadas em bolhas de convívio social, seja real, seja virtual.
"O livro não pertence a ninguém, só a si mesmo: é mais adorniano do que o próprio Adorno imaginou. "Gustavo Melo Czekster
Um dos aspectos mais fascinantes da leitura é que proporciona um mergulho que poucas criações mobilizam em forma de sentidos humanos. Nossa visão, nossa capacidade de imaginação, nossas memórias e vivências são tocadas. E muitas histórias passam a ter uma nova percepção: a do leitor que se apropria. Quem já não se pegou tentado a brigar com o autor pelo rumo de um personagem ou enredo? Quem já não se sentiu descrito pelas palavras e comportamento quase como se "poderia ter escrito isso!".

Por isso talvez o fascínio pelas rodas de debates onde se pode entender não apenas o processo criativo, mas transcender o livro e questionar certezas, em uma troca generosa de visões, certezas e dúvidas. E isso gera crescimento.

"Livro, quando te fecho, abro a vida". Pablo Neruda
Com essa ode ao livro passamos aos locais onde podemos armazena-los. Sim, porque indubitavelmente, muitos leitores ávidos são também acumuladores.

Corredores: não são apenas passagens. São caminhos que podem levar à outros mundos...
Acumuladores com pouco espaço necessitam de recursos especiais. Há quem tenha condições de até comprar imóveis só para a sua biblioteca. Outros podem optar por um projeto especial para guardar seus livros. 
Renovação e sustentabilidade com reaproveitamento de objetos usados. Aqui uma escada serve de suporte à biblioteca.
Memória afetiva - antigas molduras servindo como prateleiras em paredes, preservando não apenas quadros ou fotos, mas palavras de pessoas que fizeram e fazem sentido. 

Espaços pequenos - Um canto qualquer do caminho pode guardar tesouros
Espaços grandes - pés direitos altos podem ser aproveitados com escadas móveis para guardar livros que não se lê todo dia.

E escadas podem ser usadas como simpáticas prateleiras. A imaginação, como nos livros, não tem limites.

Fontes das imagens : Pinterest, Allwillsee

Mais ideias de como guardar livros AQUI 

PS : O livro do lançamento se chama Zona de Desconforto e recomendo a leitura. 


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11 de ago de 2018

Pavilhão premiado usa tecnologia biônica inovadora e sustentável

Um pavilhão que mais parece uma escultura e é feito com uma tecnologia que insufla ar em elementos de aço recebeu o prêmio de projeto arquitetônico mais inovador de 2017 na Polônia. 


O projeto do pavilhão NAWA, feito com 52 toneladas de aço polido, e a tecnologia usada, chamada de FIDU, são obras do arquiteto Oskar Zięta.




Começando com objetos menores, o projetista pensa esta tecnologia para maiores estruturas, a exemplo deste pavilhão, sua maior obra em tamanho. E quem sabe até em aplicações espaciais.


Potencialidades a FIDU apresenta com a união de durabilidade e estabilidade das peças em aço com a leveza, sendo necessário para isso um mínimo de pressão. 

A biônica ou biomimética são as fontes de inspiração para Zieta.


Exemplo de aplicação do FIDU em uma cadeira

Ar sendo insuflado na peça de aço 

Fotos: Zieta Prozessdesign Studio


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5 de ago de 2018

Arquitetos constroem atelier ao redor de árvores e com aproveitamento de materiais

Quando arquitetos projetam e executam para o seu próprio atelier podemos ter soluções muito interessantes, que aliam criatividade, uso de poucos materiais e orçamentos enxutos, além do respeito à natureza existente no local.

É o caso da Caixa de Terra, um cubo de 45 m2 feito de terra, madeira e vidro, que abriga o escritório da Equipo de Arquitectura, um estúdio com jovens arquitetos no Paraguai.

O processo de construção passou por peneirar a terra do local para a construção das quatro paredes de taipa que foram erigidas em torno de duas árvores existentes. 

O uso da iluminação zenital e a simplicidade dos espaços o tornam rico e acolhedor. 

"Si la luz construye el tiempo, y la gravedad construye el espacio, la atmósfera de la Caja de Tierra se construye mediante el sonido del jazz, el olor a incienso y el sabor a café recién molido."


Portas e móveis foram feitos de madeira reaproveitada da obra.
Vi este projeto AQUI em primeiro lugar.

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31 de jul de 2018

Casa sobre caixa d'água com espaços muito charmosos

Uma escada florida levando à vários espaços em uma casa que foi construída sobre uma antiga caixa d'água com 86 anos. Um complexo projeto para uma residência em uma vila simples numa cidade chinesa. 

Um projeto de baixo orçamento, com pouco tempo para execução e tolhido pelos códigos de construção em um bairro muito apertado e que resultou em um pequeno espaço de 34 m2, mas cheio de conteúdo para uma família de seis pessoas. 



Nas fotos das áreas internas se percebe a delicadeza do projeto e como os espaços se conformam fazendo com que o proprietários possa ter felicidade e dignidade. Como os arquitetos descrevem em seu site: 
Quando a porta fechasse, ele seria rei como desejasse.
Pequenos detalhes como a pintura clara que diferenciaram o volume do resto das construções marcou o volume de forma harmoniosa e fez diferença no projeto.








Fotos e projeto @Wutopia Lab
Local: Xangai, China - 2015

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29 de jul de 2018

Cinco bares restaurantes cheios de charme

O escritório de arquitetura australiano Biasol é responsável pelo projeto dos cinco charmosos bares e restaurantes que mostramos a seguir. 

O Feast of Merit é um restaurante que oferece alimentos eticamente sustentáveis em um ambiente criativo com reaproveitamento de materiais e mobiliário em Richmond, na Austrália. O desafio foi transformar o que era um café decadente em um ambiente charmoso e com um serviço de qualidade.




Bang Bang é um bar e restaurante com inspiração asiática. Sua fachada é considerada como patrimônio e no interior os arquitetos primaram pelas texturas ricas que transmitissem um ambiente de alto astral e diversidade. 


Little Hugh situado em Melbourne tem toques geométricos gerados pelo computador e estilo mais minimalista. A paleta de cores é um dos pontos altos do projeto, combinando madeira clara com tinta azul-petróleo.   


O Little Oscar é um restaurante bar com comidas americanas e coreanas. Esse estranhamento é também reproduzido na escolha dos materiais, onde o frio concreto se coaduna com as cordas (símbolo da marca) e materiais mais crus e quentes. 
O restaurante Milton une "elementos antigos e novos, materiais orgânicos e manufaturados, texturas duras e macias, todos harmoniosamente balanceados." Materiais reaproveitados, expostos de forma aparente ao lado de materiais nobres criam um clima de refinado e atual bom gosto. 

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