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Robôs no lugar de operários na construção civil. Não é futuro

Ao ler uma reportagem sobre os canteiros de obras sem operários e sobre as inovações na execução na construção civil, não posso deixar de lembrar da célebre foto de Charles C. Ebbets de 1932. Operários comendo tranquilamente sobre uma viga no 69º andar das obras do GE Building, em Nova York. Montagem (o que parece não ser) ou verdade, a imagem nos dá calafrios ao imaginar construções sem o mínimo aparato de segurança. 

Pensar que, menos de cem anos depois desta foto, estaremos debatendo não apenas construções mais gigantescas que as do início do século XX, mas a utilização de aparatos de robotização em projetos e execução que saem cada vez mais do campo da ficção para a realidade.

Contar com drones nos canteiros de obras, conectados à tablets ou smartphones, não apenas facilita como agiliza os serviços que antes contavam apenas com trabalho humano braçal. E muitas vezes com a sorte já que se localizam em locais mais inacessíveis ao olhar.
Segundo o artigo citado no primeiro parágrafo, &q…
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10 ideias para adiantar o Natal

Quando tinha uns dez anos (faz tempo...) fiz um trabalho escolar de arte e propaganda. Minha ideia foi um Papai Noel adiantado, que vinha pela metade do ano para aproveitar um xis produto que não lembro qual era. Meu pai, como todo pai babão, super me elogiou e nunca esqueci por isso. Nem lembro a nota que tirei na escola. Naquela época, década de 60, o Natal começava em dezembro. Meados de dezembro. Quando eu iria imaginar que estava sendo profética e que talvez, daqui uns tempos, o Natal nem passe. Emende com outras festas. Agora já convive o tal de ralouin que é em outubro.



Natal me lembra luz. Um paradoxo entre verão, calor e imagens de muita neve e comidas quentes. Me lembra canela, bolachinhas alemãs que minha mãe fazia e que eu podia cortar as massinhas e ajudar a confeitar. Árvore sendo montada e presépio

Separei dez ideias que achei bem bacanas de enfeites e árvores que podem ser montadas de forma simples e vem criativa.


1- Do blog da Renata Tomagnini achei estas charmosas dob…

O que seria o tal conceito no projeto de arquitetura?

Uma das coisas mais importantes para que uma edificação possa ser considerada arquitetura é ter um conceito, uma proposta. E isso só é possível se existir um programa para AQUELE problema, AQUELE cliente, AQUELE terreno. É a partir desses condicionantes que o arquiteto pode gerar uma solução que seja a mais adequada possível. Elenara Leitão - arquitetura é mais que desenho.Tenho para mim que um dos maiores desafios da profissão arquitetura seja definir com consistência um conceito e segui-lo com coerência até o resultado final. 
Mas o que seria exatamente o conceito de um projeto arquitetônico?Há quem o defina como a ideia mestra que vai nortear as decisões projetuais. Aquela ideia que surge da reflexão sobre os condicionantes estudados para muitos. Ou um insight milagroso que surge da mente do projetista e que vai gerar formas ou padrões que tragam algum significado, para outros.

Podemos ver pelas frases de arquitetos muitas de suas ideias mestras que geraram os conceitos de seus proje…

Banco em madeira com assento em vidro moldado

Acho fascinante o processo de transformação do vidro, a matéria que passa pelo fogo, assume formas, vai se moldando até atingir o ponto exato que a mente criativa concebeu. Por isso quando vi este vídeo de um Workshop da Escola de Design da WantedDesign, em 2016, no Brooklyn, Nova York, do que o designer Maxime-Louis -Courcier chamou de "brincadeira" fiquei encantada.



Ele e sua equipe trabalham com dois materiais de diferentes forças. Um volátil, fluído e difícil de moldar, o vidro. Outro mais duro, rígido, porém mais fácil de trabalhar. O que resulta dessa união? É o que vemos nos bancos em tudo inquietantes.
Objetos utilitários? Talvez nem tanto. Belos? Sem dúvida. Instigantes, com certeza!




Veja aqui uma postagem sobre vidro líquido e suas aplicações.


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Restrições e regras no afazer arquitetônico

Restrições são nos impostas desde que vemos a luz da vida na hora do parto. Sair do bem bom do útero materno, cheio de regalias e cair na vida real significa assumir responsabilidades por nos manter vivos. Seja ao respirar pela primeira vez, seja ao aprender a conviver em sociedade. Seja ao exercer nossas profissões. Com a Arquitetura isso não é diferente. Ao contrário.

Já me perguntaram como se dá o meu processo de projeto e sempre respondo que um passo muito importante é a análise dos condicionantes. As restrições fazem com que eu consiga formatar melhor o problema que, de outra forma, poderia se tornar muito vasto em soluções.

Ao reler o livro Palavra de Arquiteto  separei três frases sobre regras e restrições. Como todo posicionamento humano, são contraditórias e nos trazem visões bem diferentes sobre o mesmo tema. Enquanto alguns apreciam, como eu, algumas regras que fazem com que se foque mais nas soluções, outros já as enxergam como inibidoras da criatividade.



Há regras para defin…

Casa familiar que conecta pessoas e natureza

Uma casa de aproximadamente 136 m2, que abriga três gerações de uma família, dentro de um projeto de moradias com materiais econômicos e de fácil manutenção, que ofereçam espaços verdes em bairros muito densificados, era o desafio do arquitetoVo Trong Nghia e sua equipe na série "House for Trees", em Ho Chi Minh, no Vietnã.

A Binh House com suas diferenças de níveis, jardins entre os pavimentos, esquadrias deslizantes permite que tanto a ventilação como a iluminação possam ser as melhores para os habitantes. Ao mesmo tempo que origina espaços dinâmicos e ricos para que as famílias tenham sua área de privacidade, sem perder a interação entre os membros.  




Os ambientes se interconectam para a visão e a diferença de níveis ajuda na ventilação natural e faz com a casa sempre tenha um micro clima agradável em um clima tropical.
Justificando o nome do projeto das casas, as árvores nos jardins na cobertura ajudam a manter a temperatura interna da residência. E os espaços verdes podem …

A linguagem das cidades - indicação de livro

Os livros nos ajudam a compreender o mundo através das viagens que fazemos em suas palavras e, principalmente, nos questionamentos que nos abrem. Um livro que nos faz refletir sobre as cidades onde vivemos, seus significados, suas ideias, monumentos e como nós, seres que as habitam, nos relacionamos com elas, que nos faz viajar pelo fascinante mundo real urbano e do que nos faz sentir pertencentes ou não à uma cidade. Esta a sensação que tive ao devorar O Linguagem das cidades, de Deyan Sudjic. Mas já lhes digo que é um livro que desperta curiosidades. Como e por que mudam ou não mudam as cidades foi um dos motes iniciais do autor que é escritor e diretor do Design Museum de Londres.



O que é uma cidade?Muitos de nós podemos responder de variadas formas, um amontoado de casas, um núcleo urbano com relações significativas, um lugar onde viver em comunidade. O autor dedica um capítulo para nos falar do significado de cidade. E destaca que "uma verdadeira cidade oferece aos seus cida…