23 de out de 2018

Gaia, uma casa impressa em 3D com terra


A tecnologia tanto pode nos ajudar como nos prejudicar. Basta dar uma rápida pesquisada nas falas sobre IA que abundam a internet. A vida é muito mais complexa que nossos conceitos morais de bem e mal. Assim, me permito um olhar mais generoso sobre uma tecnologia que eu julguei que fosse estourar mais em termos de uso doméstico, mas que vem tendo interessantes usos na arquitetura. Aqui vejo um desses casos: Gaia, um projeto do WASP  de fazer uma casa de 100 m2 impressa em 3D com lama e materiais residuais de arroz. 
A casinha redonda com aparência de construção de tempos bem mais antigos, com impacto ambiental praticamente nulo, não precisa de aquecimento artificial e mantem um conforto térmico em todas as épocas do ano.
O lodo foi parte de um composto que também levou palha e casca de arroz e cal hidraulica.



Para recobrir o teto foi usada madeira e o isolamento foi feito em calcário e palha. 

As paredes de 40 cm contribuem para um bom conforto interno nesta construção rápida (10 dias), sendo que o custo dos materiais das paredes é de cerca de € 900.


Um experimento interessante que pode auxiliar em habitações mais sustentáveis e de emergência usando materiais baratos e com um bom resultado. 

Fonte

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22 de out de 2018

Minimalismo poético em apartamento parisiense

É tanto acúmulo de informação, é tanto sentimento acumulado, é tanto pau, pedra, é o fim do caminho que dá vontade de branquear a mente, limpar, limpar, deixar fluir o passado em forma de expurgo para que só sobre o essencial.

De certa forma é o que me transmite este espaço cujo título do artigo onde o achei falava em minimalismo poético e serenidade monocromática.


Foto de Matthew Donaldson

21 de out de 2018

Arquitetando ideias para o Halloween


Terminando outubro e já arquitetando maneiras de exorcizar os fantasmas naquela festa que tem tradição celta, passou ao novo mundo como foi chamado a América, mais especificamente aos Estados Unidos da América do Norte. Não esquecendo que o México também tem uma tradição grande na sua festa dos mortos.
O Halloween traz em si uma interessante maneira de brincar com algo que nos aterroriza: a finitude. A morte e tudo o que tem de mistérios e temores. Também a vida no que tem de mágica e celebração de mistérios. Lembrando que não somos unitários. Nem santos nem pecadores, todos temos em nós nossos monstros que tanto podem nos paralisar nos temores que trazem, como podem nos impulsionar no enfrentamento.
Um dia dedicado então aos mistérios que cada pessoa traz em si. E usando de simbolismos que, brincando, nos remetem aos seus valores originais: entre eles serpentes, símbolos tanto das pestilenciais sibilinas, mas também símbolo da renovação e ressureição. A caveira que mostra o fim de todos nós. Os fantasmas, tanto os internos como os que representam os espíritos dos que se foram. A abóbora que segundo li rapidamente vem de uma lenda celta da festa de Samhain. Na Irlanda usavam nabos acesos para relembrar um cara que teria morrido e era tão coisa ruim que foi barrado no céu e no inferno e passa a eternidade com os tais nabos acesos para iluminar sua alma. Na América as abóboras eram mais abundantes e por isso as usamos hoje nas festinhas do dia das bruxas.
Então seguem algumas ideias de como brincar com tudo aquilo que esteja muito sombrio na vida. O humor é arma de resistência, e das mais poderosas. Que nunca esqueçamos disso.
Das mais sofisticadas e assustadoras às mais fofas, algumas bem prosaicas, o que vale é lembrar que humanos somos, nascemos para sobreviver sim, mas também para pensar e refletir sobre a vida. Que haja sempre espaço para brincadeiras e poesias.


















Fonte das fotos: Halloween

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18 de out de 2018

Usando grão de café usado para abastecer uma casa com energia

Amo tomar café. Foi um hábito que adquiri na faculdade de arquitetura, entre noites insones e rádios barulhentas para me manter acordada. Foi consolidado assim que comecei meus estágios, naqueles momentos sagrados de parar, tomar um folego e recomeçar. Entre eles quem? O cafezinho amigo!

Também comecei a me preocupar com o meio ambiente muito cedo. Tive pais que me ensinaram a não desperdiçar nada, e não apenas por economia, mas para que a sociedade em geral não fosse prejudicada.

Sim, fui uma privilegiada. Tive pais que não apenas me ensinaram hábitos de leitura como me educaram para pensar na sociedade e não apenas no meu próprio umbigo (obrigada Pai e Mãe!)

Também sou admiradora da livre iniciativa, embora muitas pessoas confundam meu desejo de maior igualdade social e inclusão respeitosa como comunismo. Deve ser falta de aprimoramento em pesquisa para saber o que significa um e outro. Então os desculpo. 

Dito isso, digo também que achei bem inteligente esta proposta de uma empresa de unir seu produto café com a pesquisa de criar um biocombustível ecológico a partir de grãos de café usados e gerar assim energia limpa para abastecer uma casa projetada para mostrar esta tecnologia. E obviamente fazer propaganda para a marca. Propaganda inteligente, diria eu.

É o que fez a Dunkin 'Donuts com esta pequena casa abastecida com um biocombustível feito com 80% de óleo extraído da borra do café.


O projeto em si não me chama muito a atenção. Existem várias propostas de casas móveis bem pequenas que me parecem bem mais interessantes do ponto de vista arquitetônico. O que realmente me chamou a atenção foi o reaproveitamento de um produto bastante usado (inclusive por mim) e que normalmente é desperdiçado no lixo.
Segundo o site da empresa, eles fizeram uma parceria com uma empresa bioquímica, para fazer o biocombustível.

As etapas seguida são:

  • Extração do excesso de oleosidade no pó de café usado.
  • Mistura dos óleos extraídos com um álcool para produção do biodiesel e glicerina como subproduto.
  • Refino  
 O exterior da pequena casa transportável foi projetado para lembrar a marca tanto nos materiais utilizados como na forma que segundo eles, lembraria uma xícara de café.
O interior traz todos os confortos de uma casa principalmente com recantos para degustar um delicioso café. As cores usadas remetem à marca.

Faça um passeio pela casa AQUI 

Vi esta matéria AQUI.

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15 de out de 2018

Breve história da Arte - um guia de bolso

Aproximadamente 16000 anos separam as duas imagens.  
Wikipedia Commons
Pintura de Pablo Picasso

As pinturas rupestres da Grande Sala dos Touros em Lascaux na França, uma das primeiras representações humanas conhecidas e o Mural de Guernica, pintado por Pablo Picasso em 1937 e considerado como uma “declaração de guerra contra a guerra e um manifesto contra a violência”.

Desde que o mundo se fez mundo para seres humanos, procura-se saber mais sobre o que fizeram os homens e mulheres de antes e o que pensavam, talvez no intuito de nos sabermos mais como seres que pensam, sentem e reflexionam sobre o mundo. 

Seres humanos nos mostraram e mostram através dos séculos como sentiram suas épocas, suas inquietações, suas visões. Através de suas obras podemos, sem palavras ou com elas, não apenas sentir, mas nos instigar descobertas em nós mesmos. A isto chamamos Arte.

Arte serve para iluminar nossas vidas. Sinto que cada momento marcante, onde me sinto mais perdida ou destruída, a arte me traz de volta para mim mesma. Me humaniza. O olhar que fotografa. O traço do artista que surpreende. O modelo que já morreu faz tanto tempo em um tempo e uma época que só visitei em livros, me olha agora, vivo e real. Tempo deixa de existir. Tudo ali é atemporal. O sentimento do artista medieval que surpreende pelo surrealismo, a fé que dava recados, a ambiguidade do artista que pintava nobres para sustentar sua arte mais real, a que retratava a tristeza de sua gente (Elenara Leitão)
Confesso a vocês que não tive uma formação profunda em arte. Não saberia dizer porque existiu uma técnica, como os movimentos artísticos aconteceram e  evoluíram. Posso me debruçar encantada sobre obras, mas para saber mais sobre elas tenho que pesquisar em vários locais. 

Não mais. Acabo de ganhar um livro que em uma edição primorosa é uma guia de bolso para os iniciantes desta viagem incrível que é o conhecimento das realizações artísticas humanas. 
De maneira didática e muito amigável a autora nos leva pela história dos movimentos artísticos, mostrando de maneira resumida a época, locais, o que expressavam e fatos relevantes sobre eles. Enfim, um panorama que nos leva rapidamente a ter uma ideia de como a arte se expressava através dos tempos.
Após esta breve viagem pelo geral, ela nos convida para saber um pouco mais sobre algumas obras expressivas destes movimentos, nos abrindo a mente para maiores detalhes. (E aqui lhes digo que cada obra relevante mereceria quase um tratado para ser bem descoberta, tanta riqueza encontramos no sentir dos artistas). Mas mesmo uma breve visita (que perpassa 18000 anos de arte)  é um refresco na alma e uma porta aberta para que nos aprofundemos mais e mais.

E ainda vamos passar pela visão dos temas e em como são retratados por artistas de variadas épocas. E aqui uma frase citada no livro resume bem:
"Se eu pudesse expressar isso com palavras, não haveria razão para pintar" Edward Hopper  
E terminamos esta pequena imersão no mundo das artes sabendo mais sobre as técnicas usadas por artistas, sua evolução e materiais usados e vemos que elas, muitas vezes, são igualmente usadas por artistas de ontem e de hoje.   


Breve história da arteUm guia de bolso para os principais gêneros, obras, temas e técnicas - Susie Hodge
Breve história da arte é uma maneira inovadora de apresentar ao leitor o mundo da arte. Estruturado de maneira simples, o livro explora cinquenta obras fundamentais, das pinturas rupestres de Lascaux às instalações contemporâneas, relacionando-as aos movimentos, temas e técnicas artísticas mais importantes.
Em linguagem acessível, conciso e ricamente ilustrado, este livro explica como, quando e por que a arte mudou, quem introduziu determinadas coisas, o que eram elas, onde foram produzidas e qual é a sua importância. Ele desmitifica o jargão artístico, permitindo que o leitor possa compreender e apreciar de forma profunda e abrangente as mudanças da arte ao longo dos tempos.

Ilustrações:
  • Mural da Guernica - Papamanila (Wikipedia Commons)
  • Lascaux painting - Prof saxx (Wikipédia Commons)
  • Fotos do livro - GG Brasil
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