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Casa na árvore sem árvore mas com muita diversão

Não seria bom ter um refúgio para momentos de brincadeiras, mesmo que a idade dos ocupantes fosse maior que dez anos? Foi o que pensei ao ver a Garrison Tree House, projetada por Sharon Davis Design em 2013. 
Uma casa na árvore que não é feita sobre uma árvore e foi executada por marceneiros. A estrutura que foi feita em outro local, foi montada sobre quatro pilares de aço.   
O acesso é feito por cordas e escadas e existe um imenso escorregador que faz as ligações internas para quem quer descer como se estivesse em um parque de diversões. E não está?

A casa brincadeira foi pensada com detalhes para que favorecesse a experimentação, a imaginação criativa e a escrita. Há espaços para movimentação, contemplação e até uma mesa para que as crianças de todas as idades possam escrever o que quiserem.


Uma proposta arquitetônica que brinca com os espaços de forma fluída e delicada, mas ao mesmo tempo dinâmica e faz com que se deseje usufruir dos níveis em todas as suas possibilidades. 


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Postagens recentes

Foto de arquitetura premiada

Um tempo atrás, não muito, mas antes da pandemia, li sobre um desafio para um concurso de fotografias arquitetônicas pelo portal Architizer. Era o 2020 One Photo Challenge.
Um adendo para falar sobre fotos e arquitetura. São lindas, é uma forma de expressão artística que valoriza as obras dos arquitetos, além de ser uma forma de venda impressionante. Mas se forem reparar bem, as fotos em sua maioria retratam espaços sem pessoas. É como se fossem maquetes 3D feitas na realidade. 
A presença das pessoas sempre traz o aspecto de humanidade, de mundo real, de escala às fotos. Desperta emoções que a simples presença dos prédios não o faz. Vejam o exemplo de uma das duas vencedoras que está acima. É da categoria Não Aluno: “Women Gather” de Bruce Engel ( BE_Design ).
O ângulo em que foi tirada e a presença das pessoas valorizam o projeto de Sharon Davis Design, o Centro de Oportunidades para Mulheres. Um centro multifuncional que ajuda mulheres vítimas de guerra em Ruanda. Os tijolos que confo…

Dicas baratas para automatizar sua casa

Bacana poder ligar uma luz ou um ventilador do celular, não? Uma possibilidade que já era estudada desde muito, com as primeiras pesquisas sobre as chamadas edificações inteligentes e a domótica.  o termo Domótica (residência automatizada) seria a residência unifamiliar que reuniria integradamente os controles de consumos de água, luz, segurança, comunicação, entre outros, que hoje são feitos isoladamente. A Domótica têm sido muito discutida na França,(Santin,1994), onde recebe o incentivo do governo, tendo este o objetivo de atuar no sentido de melhorar as condições de vida dos cidadãos, necessidades levantadas em pesquisa junto à população. Como o uso de sistemas interligados é ainda muito oneroso para grande parte da população, e tendo em vista o seu alto impacto social, em termos de reduções energéticas, auxílio para idosos e deficientes na sua ligação com vários locais, o governo tem atuado no sentido de fomentar a produção industrializada destes…

Projetando o Bom Lugar

Imagine-se morrendo e sendo recebido com todas as honras em um Bom Lugar, eufemismo para a nossa ideia de paraíso onde além de sermos brindados com mimos e momentos mágicos, ainda somos unidos à nossa alma gêmea, sem nem precisar azarar ou procurar! Parece bom demais para ser verdade, não é mesmo? Pois nem nas séries isso acontece.
É o mote da série The Good Place.
Me rendi aos streamings mais populares e ando a cata de coisas interessantes para ver em tempos de isolamento social. Devorei as quatro temporadas em uma semana. E já ando saudosa de algumas referências e questionamentos da comédia que fala coisas serias fazendo a gente achar que está apenas se divertindo. 
Primeiro:  Imagine ser arquiteto desse bairro modelo!!! Guardadas as proporções como vocês acham que os urbanistas e arquitetos se sentem ao planejar espaços para as pessoas? As ideias aparecem como as que melhor se adequem às pessoas para que cresçam e aproveitem a vida. As vezes a gente erra mesmo e o lugar de deleite…

Arquitetura como expressão do otimismo

"Arquitetura é um ato de otimismo." - Nicolai Ouroussoff Fico imaginando os primeiros seres que mais que se abrigarem em um refúgio, começaram a olhar com mais apuro para o espaço. Quem sabe se a fogueira ficar mais perto da entrada, a gente não vai se sufocar aqui dentro? Se o local de preparar a comida ficar mais isolado do local onde a gente se alivia das necessidades naturais parece mais limpinho...e esta parede, está tão vazia, uma imagem da caçada podia tornar o ambiente mais bacana.

Daí para se pensar em cavernas individuais, um espaço para cada família, um compartimento para cada pessoa, passaram alguns milhares de anos em que as necessidades humanas foram mudando de acordo com as sociedades e seus costumes e valores.


Se os egípcios e romanos gostavam de se banhar, seja no rio Nilo, seja em termas públicas, os da chamada idade média já se amontoavam em espaços únicos. Estudar as funções dos espaços ao longo dos tempos é ter uma ideia mais clara de como os seres humanos…

Tachos de cobre e a reflexão sobre a vida

Sou uma entusiasta de pesquisar o passado, e também sou acumuladora. Gosto de guardar objetos que me digam algo, uma máquina de escrever onde meu pai ganhou a vida, um relógio de sol que mostrava o tempo passado, gosto de chamar esse resgate de sustentabilidade afetiva.

Tenho notado em minhas pesquisas sobre espaços como essa apropriação de objetos com história vem calando fundo nas pessoas. Já mostrei vários espaços, inclusive comerciais, que mostram como valorizar o passado faz o presente mais bonito.
Mas eis que, no meio de uma pesquisa sobre crônicas dos anos 40, encontro uma pérola de Rubem Braga chamada O Funileiro

Rubem Braga (1913/1990) é considerado um dos grandes cronistas brasileiros. Talvez o mais fiel e melhor. A crônica, esse gênero de escrita que se aproxima ao jornalismo tem muito a ver com o que se faz em blogs. Alguns melhores que os outros, alguns com fina maestria como Rubem. 

Em maio de 1949, ele narra o encontro com um funileiro, vindo do sul, em sua rua, na zona s…

Os grandes desafios do home office em tempos de quarentena

Uma pandemia nos coloca o dilema de trabalhar em casa, não apenas como opção, mas como uma alternativa de segurança em termos de saúde. Nessas horas é importante pensar não apenas nas melhores condições de espaço, mas em como vamos encarar esses novos desafios. 

Seguindo a política de parcerias do blog, trazemos um texto que fala sobre outros grandes desafios nos trabalhos em casa.



Nenhum engarrafamento de horas. Nenhum colega de trabalho ou chefe pairando sobre seu ombro. Ninguém rouba seu almoço da geladeira do escritório. O trabalho remoto é maravilhoso. Mas não é sem seus desafios.

Pergunte a qualquer um que trabalha remotamente como teletrabalhador ou em casa administrando seu próprio negócio: nem tudo é arco-íris e unicórnios. Um relatório da Organização Internacional do Trabalho das Nações Unidas descobriu que, embora os funcionários sejam mais produtivos quando trabalham fora do ambiente de escritório, eles também são mais vulneráveis a trabalhar mais horas e num ritmo de trabalh…