11 de set de 2018

13 ideias para quem mora em espaços pequenos

Aproveitar pequenos espaços com macetes que os façam crescer e comportar tudo o que precisamos neles é um coringa a ser explorado nesses casos.

Nem sempre são soluções caras, as vezes uma divisória, um armário bem posicionado. Em outras talvez seja preciso realmente um projeto especial que tire partido de uma marcenaria feita especialmente para ele.

Vale se debruçar sobre cada necessidade e por isso reuni 13 ideias para que sirvam de inspiração para quem está arquitetando uma morada em locais bem pequenos. 

1- Entrada : Quanto mais fluidas as paredes, melhor. Se for possível derrubar paredes, as divisórias podem servir de meio armário e garantirem a luminosidade com vidro ou algum outro material que garanta a transparência.   
 2- Bancadas móveis: um grande auxiliar em cozinhas pequenas. Vale a pena pensar e gastar com este tipo de móvel que pode ajudar bastante nas tarefas domésticas.
3- Marcenaria especial: Todos já vimos exemplos de "apertamentos" com projetos milagrosos que criam espaços do nada. Aqui no blog já mostrei vários deles AQUI.

4- TV giratória: Um recurso clássico para aproveitar o mesmo eletrodoméstico de maneira rápida e eficiente. 
 5- Bancada com múltiplos usos: Um efeito bastante interessante para apartamentos com pé direito mais alto. A cama elevada permitiu criar uma bancada que abriga a cozinha quando aberta.
 6- Painel atrás da cama ou sofá: um estrado estreito pode fazer as vezes de mesa de cabeceira e ainda abrigar tomadas. Pode ser feita em mdf ou gesso acartonado.
 7- Estante divisória: Um recurso muito usado para dividir ambientes sem tirar a luminosidade. Pode-se comprar estantes prontas por preços bastante atraentes. É um recurso bom em apartamentos alugados.
 8- Nichos bem localizados: Nas cozinhas e banheiros são auxiliares para guardar muitas coisas, ocupando espaços que ficariam quase inúteis.  
 9- Cortinas divisórias: Outro recurso bem em conta para dividir ambientes.
 10- Aproveitamento de todos os espaços: Literalmente. Inclusive ao redor de portas.
 11- Corredor biblioteca: Além de aproveitar corredores para guardar os livros, pode-se fazer divisórias para formar minúsculos quartos.
 12- Versatilidade de usos: Projetar para que o mesmo espaço possa ter mais de um uso. Imaginar que o espaço seja como um barco ou mesmo um motor home onde os móveis se transformam com o correr das horas e das necessidades.
13- Divisórias móveis (literalmente): Fazer das divisórias não apenas portas, mas portas que comportem objetos. 

Fontes das imagens: Pinterest, Casa Claudia, Simples Decoração e Decorfacil

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10 de set de 2018

13 abrigos feitos por arquitetos para gatos sem teto

Em um mundo tão cheio de desigualdades e onde uma parcela bem pequena da população detém uma grande quantidade de bens e privilégios, soa até como provocação que arquitetos sejam chamados para projetar abrigos de gatos sem teto.
 
Mas a paixão pelos pets parece ser uma tendência de nossos tempos e é bom que assim seja. Cuidados com animais revelam compaixão com a vida e que essa compaixão se estenda mais e mais. Para mais bichos e humanos. 

O evento Arquitetos para Animais busca arrecadar fundos para a FixNation que ajuda na castração e pulverização dos gatos desabrigados. E há colônias imensas desses bichanos pelas cidades, sendo que em Los Angeles se encontram das maiores delas.  

Vários escritórios de arquitetos famosos foram mobilizados e chegaram às treze soluções que mostro aqui abaixo:

Abramson Teiger Architects 

A primeira das soluções deste escritório são três tubos cruzados que formam abrigo e brinquedo para os felinos. 

A segunda solução é uma imensa bola de barbante como se fosse aquela brincadeira de correr atrás da linha.

 CallisonRTKL 


Um triângulo que eles dizem se inspirar em catedrais. Para mim parece uma inspiração estelar, algo meio Star Trek, não concordam?

Uma proposta de reciclagem com ar de pegada industrial. Um duto de ar condicionado usado que forma labirintos e uma cama suspensa no meio. Inusitado.

Esteticamente interessante, um origami em forma de gato, feito de madeira compensada com uma cor chamativa. Tem abrigo interno. Minha dúvida é se os felinos irão gostar.... 

Associação de Formação , Terremoto Landscape 

Um elemento que parece ter saído da natureza com uma estrutura em plástico reciclado fibroso que absorve água preenchido com musgo espanhol e grama coreana. Uma proposta deveras universal para os bichanos. Mas algo me diz que eles serão atraídos.

HKS 


Bastante obvio, um abrigo que lembra um peixe de madeira compensada. Lúdico, sem dúvida e com casinhas para atrair passarinhos. Sei não, mas este detalhe de chamar os penantes me pareceu meio cruel. 

HOK 

Uma solução simples e eficaz se bem conheço a psicologia felina. Tubos forrados com feltro e empilhados juntos por uma material térmico fazendo com que o ambiente fique quentinho. Já estou ouvindo os ronrons. E vocês? 

Knowhow Shop 

Uma base de penas com uma estrutura esquisita por cima. Pode que funcione. Gatos são esquisitos mesmo.

Kollin Altomare Architects

Impactante. Um grande W colorido com um bastão de arranhar.

Perkins + Will 

Bobinas coloridas que podem assumir variadas formas. Parece divertido. Mais brinquedo que abrigo.

Stantec 

Simpático. Uma lira sobre uma tábua de madeira. Não entendi a função do abrigo, mas de repente pode sair um bom som...

Standard Architecture

Aliens gatos se preparando para dominar o planeta Terra!!! Ou apenas duas metades de uma estrutura em concreto com pernas de latão e uma espécie de brise de madeira que pode ser aberto ou fechado conforme a necessidade.

E aí? Gostaram? Vi a reportagem AQUI

Fotos: Meghan Bob Fotografia

Veja também:


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9 de set de 2018

O mito da vida e morte e a Primavera nas nossas casas

Conta a lenda que uma jovem chamada Perséfone, filha dos Deuses, corria célere pelos jardins, espalhando flores e beleza pelo mundo. E dizem também que tudo era uma eterna primavera, cheia de poesia e candura. Como todo ciclo de leveza leva à outro de escuridão, tanta maravilha encantou um ser das trevas que por ela se apaixonou. Um tal de Hades que era Deus dos mundos subterrâneos e usou de um estratagema não apenas para atrair a jovem Perséfone para o seu reino de escuridão, como usou de outro para mante-la cativa lá para sempre.
Ele, em seu sentimento egoísta não se deu conta que levara trevas ao mundo exterior, que necessitava da leveza e liberdade que a jovem espalhava com a sua existência. E não apenas ela, mas sua mãe que irrigava a vida. Tal caos se espalhou que o grande Deus Zeus, que tinha feito um acordo secreto para que Hades ficasse com Perséfone, intercede para que ela volte. Mas e sempre há um mas nessas histórias, não se brinca com a escuridão impunimento e resta à Perséfone uma pena: volta uns tempos para alegrar a terra de fora e fazer com que sua mãe Deméter a encha de vida. E em outros tempos iguais volta às trevas para aprender a não brincar com o mal.
Desse mito contado de forma bem livre por mim vemos a dualidade da vida e morte e da passagem das estações como contada na tradição grega e romana.
Uma excelente representação do caso é feita por pelo escultor Gian Lorenzo Bernini em O Rapto de Proserpina, cujos detalhes magníficos em mármore vemos abaixo. 
 Em nossas vidas e casas o simbolismo da primavera também se faz presente em forma de mais cores e plantas que remetem à renovação e fertilidade que traz sempre uma esperança de novas colheitas e novos tempos de fartura e felicidade. Como os que apresento como inspiração abaixo. 
Sainsburys Home Spring Summer 2018 preview collection.  
NY Now Spring 2018 show



Cores em acessórios fazendo a diferença em um ambiente primaveril

Uma cadeira com estofamento floral e apoio colorido faz o efeito de frescor na decoração

Wabi sabi sempre representando a continuação e transição entre o que foi e o que continua

Sainsburys Home Spring Summer 2018 preview collection
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6 de set de 2018

O fogo e as botas do gigante


Não tive muito ânimo de escrever por esses dias. Muito trabalho na vida real (o que é bom), muita polêmica na vida virtual (o que nem sempre é bom dependendo do acirramento e falta de argumentos dos debates). Uma gripe em função de tudo isso, mais cansaço e mais umidade. E para coroar a semana, vem o fogo.

Por ironia estava vendo o início da segunda temporada de O Conto da Aia. (Falei sobre o impacto deste livro em mim em "da fobia social às distopias") quando passei os olhos distraída nas redes sociais e vi uma imagem tenebrosa. Um prédio pegando fogo.

Não apenas um prédio comum, mas um museu que abrigava uma das maiores riquezas em memória das Américas. 

E para variar, nesse país que deixa até o símbolo máximo de sua paixão nacional, a taça Jules Rimet, conquistada em plena ditadura militar em 1970, ser cremada porque sua réplica estava em um cofre. E o original às mãos de quem a pegasse.

E fiquei lembrando da minha história com museus. Por sorte eu morava ao lado de um. Não me lembro se a primeira vez que entrei fui levada pelos meus pais. Creio que sim. Eles eram sábios na maestria de despertar a curiosidade intelectual de seus filhos. Mais uma armadilha do bem que me capturou.    

Na Rua Duque de Caxias, no Centro Histórico de Porto Alegre, ao lado do edifício onde eu morava fica o Museu Júlio de Castilhos, a primeira instituição museológica do estado.  

 Costumava visita-lo sozinha várias vezes. Gostava de ver os móveis e vestidos de época. Mas o que realmente me fascinava eram as botas do gigante!
 Pergunte a qualquer adulto da minha faixa etária o que associava ao Museu Júlio de Castilhos. Todos vão falar daquelas botas que eram imensas aos nossos olhos e alturas de crianças. Dizem que o cara media mais de 2,15 e foi parar em um circo como se fosse uma aberração. Era comum naquelas épocas de pouco conhecimento se encarar diversidades como algo para se olhar, rir e algum esperto ganhar dinheiro. Dizem que ele morreu de desgosto por isso. Pode ser que seja lenda, não sei. Mas ver como se dá tão pouca importância à memória e tesouros que não tem preço muito se assemelha à não dar importância aos sentimentos de outros.
No Rio de Janeiro, o Museu Nacional da URFJ ardeu em chamas. Agravadas pelo pouco aparelhamento dos bombeiros. Há anos se alertava para a falta de manutenção. A última obra pelo que li foi em 2009. Não houve interessados nas captações de recursos via Lei Rouanet. Ainda se pensa cultura em termos de gastos e não como um alto investimento no futuro. Escrevo sem muita preocupação com os links que corroboram o que falo, mas posso afirmar que li muito sobre o fato. O que preciso agora é mais desabafar. O fogo, o descaso, a desimportância da história e da memória corroem nosso futuro.  

E mais que nunca fica o alerta
Não deixe que esses bastardos te reduzam as cinzas. O Conto da Aia

Leia mais sobre MUSEUS aqui 



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