Quem o algoritmo vê? Gerontoarquitetura, desenho e os invisíveis do projeto
Quem o algoritmo vê? O que o desenho computacional ainda não aprendeu sobre envelhecer na cidade Cruzar gerontoarquitetura com design algorítmico levanta uma pergunta que nenhum software resolve sozinho: aging in place para quem? Quem entra nos parâmetros. Quem vira exceção. Quem nem chega a existir como dado. Começando com uma historinha imaginária, mas que poderia ser real. Imagine ver um pombo pousando na calçada Rua da Praia. A ave fica parada enquanto a cidade continua. Não tenta desviar das pessoas, apenas espera. Há algo de ancião no jeito como fica quieto no meio do movimento, seguro de si, sem pressa de provar nada. Pensei nisso enquanto pesquisava sobre ferramentas de parametric design aplicadas ao planejamento urbano. Softwares que geram plantas, otimizam fluxos de circulação, simulam incidência de luz, calculam acessibilidade. Promessas tecnológicas que chegam embrulhadas em palavras como "inclusivo", "resiliente", "centrado no usuário". E m...