Visita à fábrica verde em Maceió

Participei, juntamente com vários blogueiros, de uma visita à moderna fábrica verde da Coca Cola em Maceió. Ela foi concebida dentro de todos os requisitos para garantir uma certificação LEED, usando conceitos sustentáveis que vão desde a escolha do terreno, passam pelo uso de materiais reciclados e recicláveis, iluminação natural, tratamento e reaproveitamento das águas. Essa preocupação ambiental faz parte dos desafios de sustentabilidade para a indústria. 


Fábrica da Coca Cola em Maceió - foto Elenara Leitão
Me lembro que meu pai, um homem de visão adiante do seu tempo, sempre falava da responsabilidade social das empresas e que os negócios eram bons quando todos ganhavam. Muitos anos depois, ao fazer meu mestrado na Engenharia de Produção tive a oportunidade de conhecer mais a fundo práticas de produção industrial e conhecer conceitos como produção enxuta, sustentabilidade e algo se chamava de relação de "ganha-ganha". E gostei demais dessa ideia de que um bom processo é aquele que serve a todos - produção, fornecedores, consumidores e meio ambiente.


Nessa visita tivemos a oportunidade de ter uma conversa online com o VP da Coca Cola, Marco Simões que nos falou sobre a fábrica, a política da Coca Cola e respondeu perguntas dos blogueiros. Todos bastante curiosos por sinal.


Bate papo com Marco Simões VP da Coca Cola
Um dos conceitos que achei bem interessante foi o do Eu, Nós e o mundo. O Eu é representado pelos cuidados com a saúde (e tenho participado de alguns eventos que a Coca está promovendo visando essa relação das pessoas com o cuidados com a sua saúde). O Nós pelo bem estar social, enfocando o cuidado com os fornecedores e com toda cadeia produtiva. E o Mundo pela responsabilidade com a sustentabilidade ambiental. Nos falou sobre vários programas da empresa de incentivo à reciclagem, seja têxtil, seja com a criação de tecnologias de reutilização de pet nas embalagens. Trabalhos com as cooperativas e também com prefeituras para capacitar para a coleta, citando o exemplo de Itu, em SP, que já conta com 100% de coleta.  
Blogueiros no bate papo com o VP da Coca Cola
Outro dado que me chamou a atenção foi com os cuidados com fontes de água e a preocupação em utilizar cada vez menos água na produção. Disse que a meta é chegar a utilizar 1,5L por cada bebida. Eu tinha lido em um blog que era infinitamente maior e achei bem interessante quando ele disse que a fábrica mais eficiente no mundo é a de Jundiaí que usa 1,35 L. 

Foto : Divulgação
Mas e a planta? A gente chama de planta a fábrica. Todos curiosos para ver a tal de fábrica verde. E o processo de produção de refrigerantes em pet e retornáveis. Mesmo quem não curte refrigerantes deveria um dia visitar as fábricas pela curiosidade de ver aquele maquinário imenso e ver como tudo é feito com a maior eficiência e limpeza. Eu já tinha visitado um chão de fábrica  e ficado fascinada pelo alto grau de automatização. Quer ir também? Se informe no telefone  0800-021-2121


Foto : Divulgação
Nós não pudemos fotografar por questões de segurança, mas um fotografo oficial nos acompanhava e tirou fotos que mostravam a visita.

Foto : Divulgação

    Área de lazer dos funcionários usando material reciclado - paletes e garrafas pet no piso 
Alguns diferenciais da fábrica que a qualificam a ser qualificada com a certificação LEED de acordo com o site da empresa 
  1. Terreno próximo para que os usuários possam ir a pé, de bicicleta ou transporte público reduzindo dessa forma a emissão de gases.
  2. Adoção de grande área plantada no terreno, promovendo, entre outros, gerenciamento mais eficiente das águas pluviais, maior biodiversidade e redução do efeito ilha de calor.
  3.  Cobertura do galpão de produção com cor clara e pé direito alto, diminuindo o efeito “ilha de calor”, em função da maior reflexão solar e também da utilização de telhas com isolantes térmicos, propiciando maior conforto aos colaboradores.
  4. Iluminação natural em todo galpão industrial.
  5. Uso eficiente de água e redução de uso de água potável em necessidades secundárias:
  6. Paisagismo com o uso de plantas nativas ou adaptadas, diminuindo a necessidade de irrigação.
  7. Instalação de equipamentos economizadores de água, como válvulas “Dual-flush” e reuso de água dos chuveiros para as bacias sanitárias e torneiras com temporizadores.
  8. Instalação de sistema de captação e reuso de águas do processo produtivo para a irrigação.
  9. Restrição das instalações consumidoras de energia como ar condicionado e iluminação artificial.
  10. Diversas soluções para a redução de consumo de energia, como tanque de acumulação, baixa Densidade de Potência Instalada de Iluminação (LPDI) e vidros eficientes.
  11. Utilização de gases refrigerantes sem a presença de CFC no bloco industrial. iluminação natural, utilização de telhas translúcidas e sistema de ventilação.
  12. Utilização de materiais locais na construção, diminuindo a distância do transporte e consequentemente a liberação de CO2 na atmosfera.
  13. Instalação de área para captação e gerenciamento de resíduos (reciclagem) na planta do edifício.
  14. Uso de madeira certificada (FSC) garantindo a origem de área de manejo florestal.
  15. Uso de tintas com baixo índice de VOC.
  16. Sistema de monitoramento de CO2 nos ambientes internos, garantindo uma boa qualidade interna do ar.
  17. Equipamentos de controle de poluição, como capachos, instalados nas entradas dos edifícios, reduzindo a entrada de partículas contaminantes.


Blogueiros ao final da visita
Mais visões sobre a visita à fábrica da Solar nos blogueiros abaixo. Recomendo porque cada um tem uma visão diferente e interessante sobre o tema
 Chris do http://inventandocomamamae.blogspot.com @alinekelly do Sustentável 2.0, @andersoncosta do Movebla, @clauchow do Ecodesenvolvimento, @anamariacoelho do Lounge Empreendedor, @renatoguimaraes do Sustenta News, @smiletic do Porque minhas opiniões não cabiam na telinha da TV, @sustentavell do Sustentabilidade Corporativa, @gnsbrasil do Conversas de Cozinha, @daianevv do Vivo Verde, @claudiamidori do Aventuras Gastronômicas, @elfinha Elfinha, @biosustentavel do Autossustentável, @cozinhapequena Cozinha Pequena, @claudiagiane do Bolsa de Novidades, @lucianakotaka do Comportamento Magro, @kitaferreira do Inventando com a mamãe, @regianeDesign do Casa com Decoração, @senalaila do Xô, Bacon, @inagaki do Pensar Enlouquece e@samegui, do A Vida Como A Vida Quer.

Cozinha americana - reforma

Uma proposta de reforma em sala de estar de jovem casal. O programa pedia uma abertura da cozinha para a sala já que eles curtem cozinhar e queriam estar na companhia dos amigos. Não havia a possibilidade de abrir toda a parede da cozinha. A primeira solução previa uma abertura mais estreita e cores mais fortes. 


Prateleiras em madeira, papel de parede imitando tijolo e cores suaves faziam parte da proposta.



Eles pediram uma abertura maior em altura para que pudesse ter uma visão mais ampla. E cores mais brandas. A opção caiu em um azul em alto brilho.

Etapa da obra com abertura do vão que acabou ainda maior.

Sala quase pronta, faltando ainda o papel de parede que ficará para outra etapa.
 Projeto : Arquiteta Elenara Stein Leitão 

ARQUITETANDO IDEIAS em Maceió

Já faz algum tempo que fiz um compromisso pessoal de blogar todo dia. E faço isso porque me dá muito prazer, óbvio. Mas tem uns dias em que isso é impossível. E as vezes é por um bom motivo...

Bom? Não! Maravilhoso motivo! 
 Passei três dia em Maceió (!!!!) para me encontrar com pessoas incríveis que conheci através do Viva Positivamente e de quebra, ainda visitei a moderna fábrica da Coca Cola que foi projetada e construída para ter condições de obter a certificação LEED. Depois eu falo bem sobre isso. Hoje deixa eu lembrar de Maceió. Eta cidade gostosa!!!
 Eu tinha visitado Alagoas em 1980 (!!!). Não me lembrava de Maceió, na verdade tinha ficado com a imagem das praias de Alagoas que considerei desde então as mais lindas do Brasil. Imaginem o que era a praia do Francês naquela época... 
 Mas hoje, em 2013, curtir esse mar azul meio esverdeado, andar pela areia, sentir o clima de uma cidade que é capital, que tem 500.000 habitantes, mas passa um quê de cidade pequena e calma na orla não tem preço!
 A educação dos motoristas que param nas faixas (sem semáforos ou sinaleiras) me fez ter uma inveja boa. Ah! Se isso fosse assim em Porto Alegre. Me senti na Europa! Não é assim que as pessoas falam quando acham algo bom??? Pois parabéns, adoro povo educado. E que gente tranquila, isso me acalmou bastante, a gente aqui no Rio Grande do Sul é muito agitada.  
Essa imagem aí de cima é da janela do hotel, olhando em direção à cidade. Dá para ver que em Pajuçara ainda predomina muita casa, pouco adensamento. Isso garante também que se mantenha esse clima praieiro tão gostoso.
 Assim gente, hoje o assunto não é Arquitetura. Hoje o assunto é: Como é bom viajar! Pensando bem, uma das melhores lições de todo grande arquiteto é viajar, viajar, viajar...
Fotos Elenara Stein Leitão

Permacultura na cidade - é possível?

Um dos nós da sustentabilidade é que muitas práticas parecem impossíveis de serem usados em grandes centros urbanos. Esse vídeo tenta mostrar que essa utopia é possível. Cada um fazendo um pouco, na medida do possível, já ajuda bastante. Veja algumas experiências no vídeo abaixo.

Utopia no Quintal - Permacultura e Cidade from Fernando Moura on Vimeo.

Casa Guarda Chuva solar

Após uma semana de chuvas só podia achar inspiração nessa casa inspirada em um guarda chuva, não é verdade? 

Situada na Califórnia, ela faz uma releitura de princípios modernistas com toques de sustentabilidade. 

Uso de energia solar e materiais reciclados são algumas dessas escolhas que fazem essa casa bastante contemporânea. 

Começando pela orientação solar bem aproveitada, o projeto usa os painéis solares como proteção, como captação de energia, fornecendo 100% da sua eletricidade e ao mesmo tempo sendo um elemento marcante de sua concepção estética e formal.

Amplos espaços entremeados com áreas abertas garantem muita luminosidade e ventilação.
Materiais foram aproveitados e usados de maneira a realçar os espaços.


O resultado? Uma casa agradável, super atual e que não agride (tanto) o meio ambiente. Gostei. Vi AQUI




Motéis e suítes - considerações

Não pensem que projetar motéis e suas suítes seja uma atividade muito fácil. Basta ver as existentes. Essa ideia da postagem me veio de uma leitura de madrugada. Uma amiga tuitou uma matéria que fez em um blog seu. Tecia comentários - super divertidos - sobre suítes de motéis de Porto Alegre. 

Fui fazer uma rápida pesquisa no Google e realmente, é quase tudo o que ela descreve. Algo não tão "moteloso" como a toda rosa abaixo. Que ganhou um prêmio aliás como design mais ousado numa casa cor da vida. Me desculpem a franqueza mas ela me parece reproduzir todos os clichês de um local de encontros....
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Só por curiosidade descobri que existe até motel para cachorros. Mas para que existem esses locais de alta rotatividade? Além dos motivos óbvios, de encontros amorosos, eles representam uma fuga do cotidiano. Por isso o apelo da fantasia.
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Mas por trás de todo apelo erótico, existem condicionamentos no projeto para que seja funcional e rentável. Manutenção é uma palavra mágica. Móveis, revestimentos, cortinas, devem ser duráveis e de fácil limpeza. Lembrem que são lavados quase de hora em hora. Sem falar nas atividades que são executadas no seu interior e que muitas vezes acabam danificando alguma coisa....
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Além dos condicionantes que os órgãos públicos estabelecem, há a questão estética. Em geral eles são feitos baseados em um apelo erótico meio clichê. Camas redondas - do tipo que não se usa em casa. Muito espelho para que as pessoas possam se ver. E ao parceiro. Ou aos parceiros. Luzes, pistas de dança, vários tipos de cenários para que as pessoas possam esquecer o dia a dia. 
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Mais bonitos ou mais caricatos, eles devem transparecer exatamente essa fantasia. Uma colega me disse que lhe foi pedido em um projeto de motel que ele parecesse ser luxuoso para agradar as mulheres. E ao mesmo tempo de custo enxuto para agradar aos homens. Bem machista. A bem da verdade isso esse comentário já tem um tempo. Hoje os tempos são outros.
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Motéis já contam com economia de energia através de energia solar, tem suítes com acessibilidade, alguns tem apelo ecologico  

Digamos que seja uma tendência de enxugar despesas e tornar o negócio mais rentável. Apesar da alta rotatividade, um motel tem muitas despesas. O uso de condicionadores artificiais é alto, o consumo de água também. A manutenção é bem complicada também. Essa equação entre renda e despesa é vital em qualquer negócio.
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Por isso vale tudo para chamar os clientes. Colocar um céu como pista de dança ou um campo de futebol para os aficionados. Vender fantasia é afinal o grande diferencial. Vale a pena investir nele. Veja AQUI dicas se quer montar um motel.
Fonte
Autor : Elenara Leitão

Le Corbusier e a Arquitetura Moderna

Quem aprendeu Arquitetura no século XX teve de alguma maneira uma influência de mestre Corbu. Seja para amar ou odiar. Me recordo de um enterro simbólico dele na faculdade de Arquitetura nos anos 80 como símbolo de libertação de certos dogmas que a sua influência tinha deixado nos mestres e no seu ensino...
 

Mas quem foi esse francês/suiço de óculos redondos chamado Charles-Edouard Jeanneret-Gris, mas mais conhecido como Le Corbusier? Foi um homem que mudou a Arquitetura de sua época. Viajante, conseguiu sintetizar suas ideias em grandes influências socialistas ou funcionalistas se preferirem. Acho complicado rotular gênios. Eles na verdade expressam suas verdades. Os que vem atrás é que cristalizam, criam teorias e acabam por mimetizar e copiar até levar a uma saturação. 
 
Modulor

Ele teve uma grande influência em grandes arquitetos nacionais, como podemos ver nesse estudo Le Corbusier no Brasil 
 
"O que a gente consumia à época (anos SO e 60) de forma incrível era Le Corbusier. A gente bebia a coleção de suas obras completas. Lia-se, discutia-se, sabia-se de cor trechos inteiros. Toda a linguagem da arquitetura moderna se rebatia aqui no Ministério da Educação." Carlos M. Fayet



Suas considerações sobre arquitetura podem ser sintetizadas em cinco pontos básicos que se tornaram sinônimos da Arquitetura Moderna

Planta Livre: Esse é um clássico. E um clássico bom ao meu ver. Continua atual porque permite uma grande flexibilidade nos ambientes internos. Hoje parece comum, mas imaginem a revolução que isso significou na época.
Fachada Livre: Outro avanço. As grandes fachadas envidraçadas (essas nem tanto avanço) são resultado dessa independência da estrutura. Hoje poderiam ser substituídas por panos de vegetação, por exemplo.
Pilotis: Essa é clássica. Prédios sendo levantados e permitindo que as pessoas passassem por baixo deles, misturando espaço privado e público. Muitos de nossos prédios urbanos usam um simulacro dessa ideia, apenas que hoje são cercados de grades. Outros tempos. Outras ideias de mundo tinha Corbusier, com certeza.
Terraço Jardim: "recupera" o solo ocupado pelo prédio, "transferindo-o" para cima do prédio na forma de um jardim. Um pouco parecido com os telhados verdes de hoje. Mas creio que a ideia dele era que esses espaços fossem mais compartilhados e não que virassem as coberturas de hoje que acrescentam casinhas sobre edifícios, com um resultado estético bastante duvidoso.
Janelas em fita: Uma ideia boa para a Europa me parece, mas que resultou em uma monotonia incrível em muitos prédios. 

Ou seja, o problema não eram as ideias de Le Corbusier, mas o que foi feito com as ideias dele. Acho que há muitas coisas bem interessantes na chamada Arquitetura Moderna e que foram enterradas simbolicamente quando uma nova onda (ou novas ideias) vieram a tona. Assim como na vida em geral, as teorias são tratadas pelos seguidores como coisas fechadas e, como tal, perdem a força criativa que as tornou significantes. Inovação é estar aberto às mudanças, sem esquecer das conquistas e das boas ideias. 


Le Corbusier 2.0 VOST from Alix A.K.A L'intrépide on Vimeo.

Banheiro para as crianças - como fazer ?

Os banheiros infantis exigem algumas adaptações para que sejam seguros e bem funcionais para as crianças.Nem sempre dá para fazer algo tão customizado, afinal banheiros são peças caras. Então que tal pensar em alguns "truques"? 

Cores alegres, por exemplo, podem dar uma cara mais alegre e mais infantil aos banheiros. Adesivos podem dar essa mudança sem gastar muito. E prateleiras coloridas, que podem ser feitas com tinta ou papel de contato, também ajudam bastante.
Fonte
E para os bebês? Existem charmosas banheirinhas que podem ser adaptadas em boxes. Depois de crescido o bebê, é só tirar o móvel e o banheiro fica pronto para a criança maior.
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Se não dá para usar o box, que tal essa ideia de acoplar uma banheira na bancada? Esses são móveis prontos, mas nada impede que você faça uma adaptação em uma bancada. E depois de crescido o bebê, também pode-se tirar a banheira e aproveitar o espaço para guardar várias coisas. Não gostou aberto? Faça uma tampa que possa ser removível. Gostei dessa ideia.
Fonte

Fonte
Elementos que tornem o banho algo super lúdico são super bem vindos! Aqui vemos um protetor de torneira super divertido que é ao mesmo tempo seguro para a criança. Quando pequena, me lembro que a hora do banho era muito especial. Minha mãe fazia bolhas de sabão e tudo era uma enorme brincadeira. Talvez por isso até hoje a hora do banho seja tão especial e prazerosa para mim. 
Fonte


Fonte
Além de bonito, o projeto de um banheiro infantil deve cuidar dos aspectos de segurança. Piso antiderrapante, nada de cantos vivos, uso de vasos peniquinhos enquanto a criança é pequena, prover acessos à bancada por meio de escadinhas ajudam muito para que os pequenos possam usa-lo com autonomia, segurança e prazer.

Falei AQUI sobre como projetar quartos para bebês inspirado pelo método de Montessori, então clique no link para ver algumas dicas sobre banheiro montessoriano.

Eco Cabana

Quero uma casa de campo, lugar calmo para ficar...e que tal se ela for desse jeitinho, toda em madeira, pequena, fácil de transportar?

Pois foi o que o arquiteto italiano Flavio Galvagni do Lab Zero bolou e que pode ter múltiplas utilidades. Inclusive servir de ponto de contemplação em um jardim, ser um local de repouso, um quarto de pousada, etc.


Um cubo. Uma enorme abertura. Simples e funcional. E com princípios ecológicos. Tem mini cozinhas e banheiro, usa água da chuva tratada e as águas cinzas são recolhidas em um tanque. Usa módulos fotovoltaicos, iluminação LED e conta com isolamento no piso.





O Lab Zero tem um trabalho super interessante, vale a pena dar uma olhada no site. Vejam outros trabalhos deles 


Muitos trabalhos com habitações temporárias e na verdade eu cheguei até eles pelo projeto abaixo, que é um cubo mágico. Um módulo que vai se abrindo e revelando espaços com toda a infra estrutura. Muito bom para os espaços pequenos de hoje.
Magic Box

Magic Box

Open House
 Fonte

O que saber antes de fazer sua reforma

O que ter em mente quando se quer fazer uma reforma? Em geral as pessoas sabem que algo não funciona e tem que ser mudado, mas como colocar isso em um papel e poder dizer para o seu arquiteto? Foi o que achei garimpando blogs na Shelter Architecture 

1. Tire um tempo para definir a (s) questão (s)

Belo conselho. Em geral os clientes vem com uma lista de ideias que também garimparam na web e já pensam em soluções. Não, o processo começa com perguntas. Ao invés de pensar em aumentar peças que tal pensar em como otimizar as existentes para as necessidades que você tem. Peça por peça, faça uma lista de questões de tudo o que você tem necessidade em cada uma delas.



2. Tenha em mente as possibilidades financeiras

Condicionante básico para qualquer projeto. Definidas as perguntas, defina o quanto vai ser gasto com as soluções. Não se atole em dívidas e leve em conta que toda reforma tem surpresas, reserve uns 20% a mais para elas. Pelo menos.   





3. Medidas, medidas, medidas

É super importante fazer uma medição completa do imóvel para saber o que existe de verdade ali. Saber como é a estrutura também ajuda a não fazer fantasias com o que não pode ser feito, ou vai exigir mais gastos do que o item dois definiu. 




 4. Não tenha pressa

É super comum as pessoas pensarem em reformar, contratarem a mão de obra e aí saírem atrás de um planejamento. Isso se chama correr atrás dos bois. Um bom projeto, que evita problemas em obras, leva tempo. Segundo os autores da postagem, "dependendo do escopo e complexidade do projeto levam de 3 a 6 meses a partir do início do projeto para o início da construção. Projetos maiores, podem demorar ainda mais do que isso." Pegar obras andando ou com o mestre na porta esperando nem sempre consegue os melhores resultados. 


5. Época do ano


Tenha em mente que mudanças climáticas podem influir no tempo da obra. Portanto se houver previsão de mexer em telhados, leve isso em consideração. Assim como a pintura e gesso em tempo úmido demora bem mais para secar. Planejamento é importante.


Projeto Arq. Elenara Stein Leitão
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Fonte

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