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Mostrando postagens de Maio, 2019

Torre feita com novo processo de madeira auto-moldada

Madeira curvada sempre foi uma maneira fascinante de se usar este material. Agora a Universidade de Stuttgart, através de dois departamentos, projetou a Torre Urbach, uma bela estrutura feita com um novo processo de auto-moldagem.


Os estudo usa um processo natural de deformações por umidade como vantagem. Segundo os pesquisadores, "a madeira é programada e organizada de tal forma que a deformação natural desencadeia um comportamento de auto-modelagem projetado."(fonte)

Ao invés dos antigos métodos mecânicos de deformação, os pesquisadores usaram simulações de computador para previsão de como se daria a deformação da madeira. Com isto conseguiram formar peças curvas laminadas maiores e com elas montar esta torre de aparência elegante e leve.

As 12 peças que compõem a torre são bastante finas (90 mm de espessura) e recebem proteção contra fungos e radiação UV.
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Calungas, a representação da escala nos desenhos

Embora as fotografias de Arquitetura raramente tenham seres humanos, as representações gráficas dos projetos as tem. As calungas. Este nome esquisito foi o que aprendi a nominar a representação humana nos desenhos, a tal da escala humana, que mostra de maneira mais clara como os espaços se conformam em proporção aos nossos corpos. 
Hoje é muito comum que tenhamos blocos de seres humanos, animais e plantas em todos os programas gráficos. E há sites onde podemos buscar figuras das mais diversas etnias e movimentos para humanizar nossas plantas e perspectivas.
Me lembrei das calungas ao falar com um colega arquiteto, bem mais jovem que eu, que me mostrou fotos de projetos da década de 80, com simpáticas figuras, simulando movimentos. E, para minha surpresa, ele nunca tinha ouvido falar do termo calunga. Como eu nunca tinha parado para pensar sobre isso, fui dar uma rápida pesquisada e achei que o termo tem origem africana e talvez tenha vindo em função das bonecas de madeira, usadas nos co…

Merdacotta - material disso mesmo que você leu

Nesses tempos extremados de trocas de farpas muito aguerridas entre pensamentos divergentes é até emblemático que se possa construir objetos úteis e até belos com o excremento. É o caso da Merdacotta, cerâmicas feitas de esterco de vaca e argila. Uma criação do Museu Della Merda.

Foi um fazendeiro italiano que concebeu a ideia de aproveitar os abundantes excrementos de suas vacas para algo produtivo. Coisas de empresário, fazer dinheiro com algo que as pessoas jogam fora e ainda com cara feia. Gianantonio Locatelli chamou o arquiteto e designer Luca Cipelletti e iniciou o seu museu. Museu da Merda.
Misturando o esterco seco com argila, palha e resíduos agrícolas, eles conseguem a Merdacotta que pode ser traduzida por merda cozida. Obviamente que os odores são trabalhados em processos que os tornam inodoros. E o metano e a ureia extraídos ainda são reaproveitados para energia e produção de plástico. 
O material resultante é a matéria prima para vários objetos, desde azulejos, canecas até …

Rede de pesca reciclada vira luminária

Um grande problema a causar poluição nos mares são as redes de nylon. Já falei sobre uma forma de reaproveitamento em forma de objetos em De redes fantasmas a conchas. Agora soube de um novo projeto, dos designers portugueses André Teoman e Ana Rita Pires, chamado RE_DE, que dá um novo uso ao material descartado na forma de luminárias.
O nome do projeto faz um jogo com as palavras rede (que também denomina a web) com o prefixo RE para demarcar uma ação repetida. Reusar, reciclar estão no foco de muitos projetos que se preocupam com o excessivo uso de materiais e o seu correto descarte.

Usando os fios de nylon das redes que coletaram nas praias, os designers as teceram com outros plásticos e formaram dois tipos de luminárias: horizontais e verticais.



Fonte DesignBoom e Material District  Fotos e Video - AT Studio
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Caixa de espelho é o norte do projeto

Uma reforma de um apartamento antigo, com 65 m2, em Barcelona, onde uma caixa de espelhos, estrategicamente colocada, revela novas paisagens foi o grande mote do projeto Parlament19 de Miel & Studio P10.


Duas janelas foram o ponto inicial do conceito do projeto, onde os arquitetos procuraram levar a luz natural e a bela imagem das árvores da rua para o interior do apartamento, causando o que eles definem como "a surpresa que é a melhor ferramenta para redescobrir o cotidiano"

foto: Jose Hevia & Asier Rua 
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Reedição: RINO LEVI - arquitetura e cidade

Sempre conto para vocês que apoio causas que me entusiasmam com aplausos, com postagens nos meus espaços de fala e com verbas financeiras quando é o caso de financiamento coletivo como este que estou compartilhando com vocês sobre a Reedição do livro: RINO LEVI - arquitetura e cidade.

Segue o release que recebi Está aberta a campanha de financiamento coletivo no Catarse para reedição de um dos livros mais solicitados (e queridos) da arquitetura brasileira, editado pela Romano Guerra Editora em 2001: é o monumental "RINO LEVI – arquitetura e cidade", livro esgotado há mais de 10 anos.




O escritório de Rino Levi foi responsável pela construção de diversos edifícios icônicos como o Teatro Cultura Artística, FIESP, Ed. Prudência, Ed. Guarani e Banco Sul-americano, entre outros. Até 2000, como o Estadão escreve na manchete abaixo, não se sabia quantos eram os projetos realizados pelo escritório, mas, graças à pesquisa feita para o livro, agora sabemos!


Finalmente temos a chance de tr…

18 ideias para usar Mapa Mundi na decoração

O fascínio pelos mapas e representações dos caminhos humanos vem de longa data. Imagino os homens mais antigos, desenhando com gravetos na terra, os locais mais importantes e as rotas de sobrevivência.
O primeiro mapa que representasse a Terra de forma mais integral que lembro de ter lido, foi o  feito por um tal de Piri Reis. Na época deveria ter sido um assombro e houve quem o atribuísse à seres de outros planetas naquela onda dos anos 70 em que tudo o que não fosse ocidental, deveria ser de fora da Terra.
De lá para cá, os mapas se tornaram mais precisos e nosso conhecimento real do planeta também. As fronteiras do mundo, seja por viagens, seja por imagens tomou uma forma na nossa cabeça. Essa imagem foi obra de um geógrafo, matemático e cartógrafo, que viveu de 1512 a 1594, chamado Gerardus Mercator. Sua representação do planeta ajudou bastante os navegadores a cruzarem os mares com mais precisão. E é essa a ideia mais comum de mapa mundi que conhecemos até hoje. 

Mas como Mercator e…