Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Rede de pesca reciclada vira luminária

Um grande problema a causar poluição nos mares são as redes de nylon. Já falei sobre uma forma de reaproveitamento em forma de objetos em De redes fantasmas a conchas. Agora soube de um novo projeto, dos designers portugueses André Teoman e Ana Rita Pires, chamado RE_DE, que dá um novo uso ao material descartado na forma de luminárias.

O nome do projeto faz um jogo com as palavras rede (que também denomina a web) com o prefixo RE para demarcar uma ação repetida. Reusar, reciclar estão no foco de muitos projetos que se preocupam com o excessivo uso de materiais e o seu correto descarte.

Usando os fios de nylon das redes que coletaram nas praias, os designers as teceram com outros plásticos e formaram dois tipos de luminárias: horizontais e verticais.



Fotos e Video - AT Studio

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