Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

De redes fantasmas a conchas - transformando o lixo plástico dos mares

Redes de pesca que pousam no fundo do mar são um grande problema ambiental e, dentre os plásticos nos oceanos, é considerado o detrito mais mortal, muitas espécies marinhas se enrolam em seus fios e perecem. O projeto Segunda Natureza (Second Nature) do estúdio holandês The New Raw desenvolveu, com materiais recolhidos do mar, uma série de objetos por impressão 3D para aumentar a conscientização sobre esse grave problema.

O processo começou na Grécia onde uma equipe conjunta de designers e mergulhadores e pescadores recolheu material descartado no mar. Eles foram separados e transformados em filamentos para serem usados na impressão 3D.


“Por natureza, a geometria de conchas se adapta aos métodos de camada por camada das tecnologias de impressão 3D. Em vez de replicar suas formas naturais, a versão impressa em 3D representa sua entidade geograficamente deslocada e incorpora os desafios ambientais atuais.” (fonte)



O processo foi mostrado em um curta metragem (que pode ser visto AQUI) e além das conchas, foram criados outros objetos para mostrar como o lixo que atrapalha a vida nos mares, pode se transformar em objetos belos e mais úteis.

Fotos: site The New Raw

PS: Uma prima me mandou um link precioso de uma artesã que faz trabalhos lindos com redes de pesca em Santa Catarina. Vai lá ver!!! Nara Guichon Têxtil

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