MG08 habitação flexível

Imagem
Habitar uma casa movimenta uma série de sonhos e emoções. Possuir uma casa evoca ancestrais desejos de segurança. Mas nem sempre as necessidades permanecem as mesmas. As situações de fora e de dentro se modificam e pedem espaços que sejam flexíveis. A Maria Guerrero, também conhecida como MG08 em Madri, projetada pelo Studio Burr , foi pensada para ser uma habitação que possa ser transformada de acordo com essas novas necessidades dos moradores.   María Guerrero é uma casa que nasceu dividida em duas. Para poderem arcar com os custos de aquisição e construção, os habitantes deste empreendimento iniciam a sua vida neste espaço ocupando metade da casa e alugando a outra metade como habitação independente. Apesar da narrativa interessante, me pareceu muito com essas casas geminadas onde se coloca uma parede no meio, que pode ser removível se houver interesse em unir os espaços. Algo que já vem sendo usado e que, com um nome interessante, chama mais a atenção.  Segundo o site dos arquiteto

Processo da Arquitetura

Como é o processo projetual de um/a Arquiteto/a? 

Difícil de mensurar. Me lembro quando estava no mestrado, tinha gente pesquisando os tais processos de qualidade. Para mim, mensurar quantitativamente o processo de projetar, na época, me parecia surreal. 

Já escrevi aqui um chamado sobre "Como você projeta? "   onde expliquei mais ou menos como funciona o meu processo. 

E agora achei um guia rápido falando sobre isso nesse site, descrevendo exatamente o Processo de Projetar. Vale a visita para visualizar a quantidade de material gerado por um projeto.

Vamos passear por ele?Passo 1: Entrevista e discussões iniciais
Esse passo é fundamental. Na minha experiência profissional já posso até dizer quando um projeto vai dar certo ou não. É preciso empatia com o proprietário. Não, não se precisa pensar igual, nem quer dizer que vamos ficar amigões, mas é preciso uma cumplicidade e empatia para atingir um objetivo comum.
E, fundamental, é a etapa onde vai se compreender o problema alvo. Se partirmos de uma premissa mal estudada, a base do projeto, o resto vai ficar capenga. Ou se perde tempo para reparar ou se perde o cliente.

Passo 2: A coleta de informações + documentação
Sejam projetos pequenos ou enormes, é preciso estudar o estado da arte. São medições, são documentos, são plantas pré-existentes, são normas, decretos, leis. São convenções, atas ou planos diretores que tem que ser estudados, digeridos e entendidos. Visitas ao local, fotografias, pesquisas. Tudo a respeito do terreno, prédio ou situação precisa ser levantado.

Passo 3: Desenho esquemático e Viabilidade
De posse dos condicionantes, e com a sua bagagem cultural e profissional, cada arquiteto vai delinear umas possibilidades de solução. São ideias esquemáticas (ou sejam sem detalhes) mas que contém a ideia básica. O ideal é que a escolha seja feita junto com o cliente.

Uma observação: muitos clientes não entendem que essa etapa é inicial. Imaginam que já seja a solução final...O ideal é fazermos com que ele perceba que essa é uma das etapas da elaboração do planejamento. Uma das mais importantes, mas não é nela que vamos discutir detalhes e sim os planos gerais e as linhas básicas do projeto proposto. 

Passo 4: Desenvolvimento do Projeto com plantas básicas
Nessa etapa, definida a opção mestre, começa a definição do projeto, com seu detalhamento mais geral, definição da estrutura, materiais usados, inclui plantas cotadas, cortes com especificação de materiais.

Aqui o arquiteto mostrará uma gama de opções em acabamentos, discutirá a conveniência com bases técnicas de seu uso, explicitará a relação custo/beneficio das escolhas possibilitando que o cliente possa decidir com mais conhecimento e mais de acordo com as suas necessidades.

Passo 5: Documentos de Construção + Aquisição Alvará
Etapa legal. Teoricamente mais simples porque as plantas geradas para os órgãos oficiais são bem mais enxutas que as usadas para construção. Na prática em pequenas construções, o que se vê é muita obra sendo feita sobre essas plantas o que leva a que muitas indefinições sejam resolvidas na obra, ou pelo construtor, que nem sempre entende ou sabe o propósito do autor do projeto.

Passo 6: Seleção de um empreiteiro geral
Esse é um passo fundamental e alguns clientes o elencam em primeiro lugar. Me ligam, já com empreiteiro e com prazo de uma semana para começar uma obra de reforma, por exemplo. Não que não dê para fazer, mas com certeza se os passos forem seguidos nessa ordem, a probabilidade de haver problemas na obra diminui bastante. 
Eu sempre digo que uma obra é feita de um tripé - um bom arquiteto, um bom cliente, um bom construtor. Isso significa que deve haver sintonia. Em obras maiores, mais importante ainda se torna uma boa escolha.

Passo 7: Administração da Construção 
O acompanhamento da obra é uma etapa crucial para que ela seja executada como foi planejada. Sem contar que a sua presença no canteiro ajuda a sanar algumas alterações que sempre acontecem e precisam de um olhar mais global sobre o projeto. A isso chamo de execução. Há também a possibilidade de administrar os custos, se o cliente optar por não estar tão ligado ao processo.

E não é que o site listou os passos direitinho  Eles casaram com a minha descrição do processo. Gol.

Portanto, veja que contratar um profissional pode ser bem mais interessante que pular etapas e se assessorar com algum construtor ou com pessoas leigas. Uma construção é um processo caro e economias impensadas podem gerar consequências desastrosas no futuro.





Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ideias de como usar nichos para decorar seus espaços

Gavetas e detalhes que fazem diferença na cozinha

10 motivos para NÃO fazer arquitetura