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Mostrando postagens com o rótulo Acessibilidade

Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

O espaço que envelhece com você: o que a arquitetura tem a ver com os seus próximos 30 anos

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Imaginemos uma manhã comum em qualquer cidade por aí: alguém acorda, vai ao banheiro no escuro, tropeça no batente que nunca incomodou tanto antes, segura a parede porque não há barra de apoio, e pensa que está ficando velho. Não está. Está vivendo num espaço que nunca foi pensado para o corpo que ele tem hoje. Esse é o ponto que me interessa. Envelhecer todos (os que tiverem sorte) vão. Mas até que ponto a arquitetura ignora estes processos? As projeções nos dizem que o Brasil vai ter 58 milhões de pessoas com mais de 60 anos em 2060. E o que estamos construindo para receber esse contingente? Apartamentos com corredores de 80 centímetros. Banheiros onde dois adultos mal conseguem se virar. Entradas sem rampas. Calçadas que parecem ter sido projetadas para testar equilíbrio. A cidade, como eu costumo repetir por aqui, nunca te viu. E a maioria dos lares também não. "Aging in place" não é um conceito de design escandinavo importado para Instagram. É o direito de permanecer no ...

Calçadas que cuidam: quando o chão da cidade decide quem tem o direito de sair de casa

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A imagem nos mostra uma condição ideal, mas a realidade nos traz outra verdade. Quantas vezes sentimos medo ao andar em nossas calçadas urbanas? Falta de manutenção, pontos de buracos e ficamos pensando se vamos conseguir atravessar sem cair. Esse cálculo silencioso acontece todos os dias em Porto Alegre, a cidade onde moro. E, com raras exceções, acontece nas cidades desse país, sejam grandes ou pequenas. E muitas vezes a população, que passa apressada, não se apercebe. Principalmente os jovens.  Mas calçadas não são apenas calçamentos e materiais. Elas são a primeira decisão urbana sobre quem pode participar da cidade e quem fica para trás. Em um momento em que quase 40% da população do Centro Histórico de Porto Alegre já tem 60 anos ou mais, esse chão virou questão de saúde pública. Os dados do Rio Grande do Sul confirmam o que qualquer arquiteto atento já viu nas ruas: as quedas de idosos crescem, e boa parte delas acontece fora de casa, no espaço que deveríamos chamar de públ...

Cidades para todos: Como incluir pessoas atípicas

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Tenho me debruçado sobre a questão da inclusão nos espaços privados e públicos com mais afinco nos últimos anos. Faço parte de um coletivo que se dedica ao estudo dos processos de envelhecimento, com livros, cursos e palestras em três anos de atividade. Além do Metamorfose da Vida , também apoio o Movimento Sociedade sem Idadismo , que se propõe a debater e combater a cultura do preconceito de idade. Acompanho também, como interessada, as lutas das consideradas pessoas atípicas. E por isso esta mensagem de uma colega me abriu um grande ponto de interrogação:    “Sei que teu tema é idadismo,mas as cidades são projetadas para os típicos. Pessoas atípicas acabam excluídas. Seriam as  cidades eugenistas? Só uma reflexão.” Na madrugada, quando a li, fiquei pensando no quão pouco sabia sobre o que se pesquisa e o que se faz na prática com essa camada da população, que vem crescendo. Minha resposta para a Marília foi: "Cidades refletem a sociedade onde estão. A nossa sociedade ...

Caminhar é um direito: cidades seguras e acessíveis são mais humanas e mais inteligentes

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  Na Semana do Caminhar 2025 (03 a 09/08), celebramos o gesto mais humano e simples: o de mover-se com os próprios pés. Desde 2017 ela é realizada, incluindo o Dia Mundial do Pedestre, no dia 8 de agosto. O tema de 2025 será sobre “Ruas abertas para pessoas”. Mas será que realmente temos algo a celebrar? Se formos olhar a realidade de nossas cidades, este gesto se tornou um privilégio. Na maioria delas o que vemos são falta de acessibilidade.  Em Porto Alegre, minha cidade, a chamada revitalização do Centro Histórico revela uma ferida cruel: a arquitetura da exclusão. O que deveria ser espaço de reencontro com o urbano, como sempre se caracterizou o centro da cidade, com seus edifícios e espaços históricos, virou campo minado para pessoas cegas, com calçadas niveladas ao asfalto, pisos táteis mal posicionados e lixeiras cortantes que ferem corpos e dignidades. Tudo isso em nome de uma “modernização” que ignora os princípios básicos do desenho universal. Esta não é apenas ...

O Impacto do Envelhecimento Populacional no Brasil e os Desafios Arquitetônicos

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Nos últimos anos, o Brasil tem vivenciado um fenômeno demográfico que impacta diretamente várias áreas da sociedade: o envelhecimento acelerado da população. De acordo com o Censo 2022, atualmente mais de 32 milhões de brasileiros têm 60 anos ou mais, representando cerca de 15,8 % da população total. Este crescimento demográfico, impulsionado por avanços na medicina e na qualidade de vida, coloca em destaque a necessidade de adaptações em diversos setores, incluindo a arquitetura. O Censo de 2022 também registrou que o número de pessoas com 65 anos ou mais cresceu 57,4% em 12 anos e que a idade média da população brasileira aumentou 6 anos desde 2010 e atingiu os 35 anos em 2022. O número de centenários registrados pelo censo eram de 37.814 pessoas e as regiões com maior número de pessoas idosas são o Sudeste ( 17,64%)  e o Sul (17,60%), sendo os estados de Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais os com maior número de pessoas idosas.  Os desafios ...

Espaços que Cuidam: A Importância da Gerontoarquitetura no apoio a pessoas idosas acumuladoras

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Você já reparou como, em algumas casas, tudo parece ter uma história? Aquele cantinho cheio de objetos acumulados, que aos olhos de uns pode parecer bagunça, mas para quem mora ali carrega memórias, afeto e até um certo conforto. Agora, imagine quando esse apego aos objetos ou o descuido com o lar e a própria aparência passam do ponto e começam a afetar a qualidade de vida de alguém, especialmente de uma pessoa idosa. Isso é mais comum do que pensamos e pode estar relacionado a questões como a Síndrome de Diógenes ou o Transtorno de Acumulação. Não estamos falando apenas de “gostar de guardar coisas”, mas de situações que podem trazer muitos desafios para quem vive e para quem convive. Como arquitetos e apaixonados por transformar espaços, acreditamos que o ambiente tem um papel fundamental na qualidade de vida – mesmo (e principalmente) em casos tão delicados como esses. Vamos explorar como o design de interiores e a arquitetura podem ajudar a criar espaços mais funcionais, acolhedore...

Como Agilizar Cidades Inclusivas: Um Olhar pelos 6 Chapéus do Pensamento

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Transformar nossas cidades em ambientes mais inclusivos não é apenas um desejo; é uma necessidade urgente. Basta caminharmos a pé em ruas de nossas urbes para notar que existem vários obstáculos para os pedestres.  Sabendo disso, fiquei pensando em como planejar ações simples e imediatas que pudessem ajudar a alcançar essa meta de forma estratégica e eficaz. Pensei então aplicar uma ferramenta chamada a técnica dos 6 Chapéus do Pensamento, de Edward de Bono. Na arquitetura e urbanismo, ela pode ser um recurso valioso para projetar espaços mais inteligentes e humanizados. Ao considerar aspectos como a funcionalidade, a estética, o impacto ambiental e as necessidades da comunidade, podemos criar soluções arquitetônicas que vão além das expectativas. A técnica dos 6 Chapéus, criada por Edward de Bono, é uma ferramenta poderosa para estimular o pensamento inovador na resolução de problemas. Com ela podemos, de  uma maneira prática, organizar o pensamento, nos ajuda a tomar decisõe...