A cidade também envelhece. E a casa, às vezes, envelhece antes de nós

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Como arquiteta, tenho uma certa implicância com a ideia de que minha profissão seja apontada como algo que começa, e as vezes termina, essencialmente na estética. Talvez porque, depois de tantos anos de prática, trabalhando com espaços internos e externos, e as pessoas que ali vivem e circulam, tenha ficado cada vez mais evidente para mim que uma porta, uma escada, uma calçada ou uma janela podem interferir muito mais na vida de alguém do que aquilo que aparece nas fotografias dos projetos. Quando falamos de envelhecimento, isso fica ainda mais evidente. A realidade nos mostra que o Brasil está envelhecendo rapidamente. Aquela pirâmide etária que aprendemos a desenhar nos livros de geografia já não representa o país que temos. E ainda estamos tentando entender o que isso significa para as nossas casas, para as nossas cidades e para o sistema de saúde. Eu costumo pensar que há uma pergunta simples por trás de tudo isso: onde queremos envelhecer? A resposta da maioria das p...

Micro habitação em bambu para falta de habitação em Hong Kong

Uma cidade super povoada como Hong Kong e com uma escassa oferta de opções de moradia precisa de soluções emergenciais. Este abrigo de bambu é uma proposta econômica para abrigar pessoas e família enquanto procuram moradias permanentes. Projeto da AFFECT-T 
Segundo os arquitetos, o nome do escritório encerra seu conceito de afetos arquitetônicos que sintetizam os princípios do design com a adequação à cada cliente, levando em conta seu impacto no espaço e sustentabilidade de materiais e execução.  


Esta proposta de micro habitações de bambu entram dentro desse princípio de propiciar um abrigo temporário barato e funcional que possam ser construídos dentro de edifícios fabris abandonados, gerando verdadeiras comunidades para pessoas em situação de vulnerabilidade.
O bambu foi escolhido por ser um material local, de fácil execução, rápido para construir e econômico. Os módulos básicos de 15 m2 possuem um quarto, uma cozinha e área de estar. E podem ser combinados para famílias maiores.


A infra estrutura de banheiros, aquecimento e resfriamento será aproveitada dos edifícios abandonados existentes, fazendo com que um problema se torne uma solução.

Os espaços gerados são ricos não apenas em formas, mas na possibilidade de interação de grupos, fazendo com que essas pessoas que os habitem, possam gerar relações de amizade e convivência. Uma proposta por isso, muito rica em conteúdo e possibilidades. 


Fonte: Arch Daily

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