Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Micro habitação em bambu para falta de habitação em Hong Kong

Uma cidade super povoada como Hong Kong e com uma escassa oferta de opções de moradia precisa de soluções emergenciais. Este abrigo de bambu é uma proposta econômica para abrigar pessoas e família enquanto procuram moradias permanentes. Projeto da AFFECT-T 
Segundo os arquitetos, o nome do escritório encerra seu conceito de afetos arquitetônicos que sintetizam os princípios do design com a adequação à cada cliente, levando em conta seu impacto no espaço e sustentabilidade de materiais e execução.  


Esta proposta de micro habitações de bambu entram dentro desse princípio de propiciar um abrigo temporário barato e funcional que possam ser construídos dentro de edifícios fabris abandonados, gerando verdadeiras comunidades para pessoas em situação de vulnerabilidade.
O bambu foi escolhido por ser um material local, de fácil execução, rápido para construir e econômico. Os módulos básicos de 15 m2 possuem um quarto, uma cozinha e área de estar. E podem ser combinados para famílias maiores.


A infra estrutura de banheiros, aquecimento e resfriamento será aproveitada dos edifícios abandonados existentes, fazendo com que um problema se torne uma solução.

Os espaços gerados são ricos não apenas em formas, mas na possibilidade de interação de grupos, fazendo com que essas pessoas que os habitem, possam gerar relações de amizade e convivência. Uma proposta por isso, muito rica em conteúdo e possibilidades. 


Fonte: Arch Daily

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