Café Alta Política- Metamorfose da Vida

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No Café Alta Política, no dia 14 de agosto de 2026, tive a oportunidade de representar o Coletivo Metamorfose da Vida e falar sobre envelhecimento, autonomia e o papel que cada pessoa pode assumir na construção da própria longevidade. O Café Alta Política é organizado por Julio Pujol e Giselle Hubbe. Um encontro no belo café do Margs em Porto Alegre. Este foi o 60º e teve como tema Leituras do Envelhecer. Junto comigo para um bate papo, o ex-vereador e Secretário Adjunto de Inclusão e Des. Humano de Porto Alegre e Vinicius Kaster, Secretário Adjunto de Esportes de Porto Alegre. Falei sobre minha formação como arquiteta, mestre em Engenharia de Produção e integrante do coletivo Metamorfose da Vida, e como uma experiência mudou minha maneira de olhar para a vida e para a arquitetura: durante cerca de 20 anos, acompanhei o envelhecimento e o adoecimento dos meus pais. E aprendi como a sala de espera de uma UTI pode ser uma espécie de pós-graduação sobre a condição humana. A partir dessa ...

Dicionário da Arquitetura Brasileira de Corona e Lemos

Em um ano em que participei de várias iniciativas relacionadas à edição de livros, uma delas me deixa particularmente honrada: ser uma das apoiadoras da reedição do Dicionário da Arquitetura Brasileira que foi lançado inicialmente em 1973 (um depois de ter entrado para a Faculdade de Arquitetura). A obra pioneira na área, de autoria de Carlos Lemos e Eduardo Corona, foi resgatada pela Romano Guerra Editora em uma campanha de crowdfunding*. 

São 512 páginas com os mais variados verbetes sobre a Arquitetura Brasileira. Entre eles termos regionais e do dia a dia de quem milita a profissão.

Nele podemos saber que pé-de-moleque, além do doce, é também um calçamento de rua, geralmente de seixos rolados. E que torçado é a verga da porta. E ainda que o zimbório é a parte mais alta e exterior da cúpula de um edifício.   

Mas não é apenas de curiosidades que é feito um dicionário. Mesmo em épocas de pesquisa digital, é importante ter um local onde procurar os termos usados, sejam regionais, sejam nacionais. E aprender também com eles sobre a história da nossa arquitetura e do afazer construtivo. Assim como nomes de materiais utilizados, especialmente as variadas espécies de madeira da nossa flora.

O prefácio é delicioso de ler e cita as retificações feitas pelos autores, com várias colaborações. A mais famosa é sobre a origem do nome cobogó, objeto tão usado em nossa cultura arquitetônica modernista (e mesmo a mais recente). E consta desta edição, a carta de Geraldo Gomes da Silva à Carlos Lemos com a correta definição e origem.

Sabemos a utilidade de um dicionário: ser um valioso ajudante de pequisa com credibilidade. Já sei que o meu vai me acompanhar ao lado da mesa de trabalho e vai me render boas descobertas! 

CRÉDITOS DA CAMPANHA: Silvana Romano Santos e Abilio Guerra / Romano Guerra Editora
André Scarpa, Helena Guerra e Caio Guerra / produtores da campanha
Irmãos Guerra Filmes / vídeos e animações

Dicionário da Arquitetura Brasileira - Corona & Lemos - Encontra AQUI 

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