MG08 habitação flexível

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Habitar uma casa movimenta uma série de sonhos e emoções. Possuir uma casa evoca ancestrais desejos de segurança. Mas nem sempre as necessidades permanecem as mesmas. As situações de fora e de dentro se modificam e pedem espaços que sejam flexíveis. A Maria Guerrero, também conhecida como MG08 em Madri, projetada pelo Studio Burr , foi pensada para ser uma habitação que possa ser transformada de acordo com essas novas necessidades dos moradores.   María Guerrero é uma casa que nasceu dividida em duas. Para poderem arcar com os custos de aquisição e construção, os habitantes deste empreendimento iniciam a sua vida neste espaço ocupando metade da casa e alugando a outra metade como habitação independente. Apesar da narrativa interessante, me pareceu muito com essas casas geminadas onde se coloca uma parede no meio, que pode ser removível se houver interesse em unir os espaços. Algo que já vem sendo usado e que, com um nome interessante, chama mais a atenção.  Segundo o site dos arquiteto

Focando na qualidade do espaço urbano

 A Arquitetura em sua função social de planejar os espaços, sejam individuais e/ou coletivos, trabalha em várias escalas. Do micro ao macro. Do particular ao social. Do luxo às necessidades mais prementes e básicas do seres que habitam este planeta. De dois em dois anos, acontece um encontro dos mais importantes da área, a chamada Bienal de Veneza que aponta rumos do afazer arquitetônico.

Em 2018, com a curadoria das arquitetas irlandesas Yvonne Farrell e Shelley McNamara, do premiado escritório Grafton Architects, o principal tema será a qualidade do espaço urbano. 

Já falamos da importância do planejamento urbano e dos espaços coletivos em as premissas do Urbanismo e da importância de reconquistar os espaços das cidades,


A 16ª Bienal Internacional de Arquitetura (de 26 de maio e 25 de novembro) vai focar a "qualidade do espaço público e privado, do espaço urbano, do território e da paisagem como os principais fins da arquitetura. " Esta pauta vai ao encontro da Nova Agenda Urbana das Nações Unidas. 

Veremos abaixo o que os curadores da Bienal de Veneza de 2018 conceituaram como "Freespace" em suas palavras:
"Freespace comemora a capacidade da arquitetura de encontrar generosidade adicional e inesperada em cada projeto - mesmo dentro das condições mais privadas, defensivas, exclusivas ou comercialmente restritas".
"Freespace oferece a oportunidade de enfatizar os presentes gratuitos da luz - luz solar e luar, ar, gravidade, materiais - recursos naturais e artificiais".
Arsenale 2010. Imagem © Giulio Squillacciotti, cortesia de La Biennale di Venezia
"Freespace pode ser um espaço de oportunidade, um espaço democrático, não programado e gratuito para usos ainda não concebidos. Existe um intercâmbio entre pessoas e edifícios que acontece, mesmo que não seja planejado ou projetado, de modo que os próprios edifícios encontrem formas de compartilhar e envolvendo pessoas ao longo do tempo, muito depois que o arquiteto deixou a cena ".
"A arquitetura tem uma vida ativa e passiva. Freespace abrange a liberdade de imaginar, o espaço livre do tempo e da memória, unindo passado, presente e futuro juntos, construindo sobre camadas culturais herdadas, tecendo o arcaico com o contemporâneo".

Espaços de convívio, onde as pessoas possam compartilhar vivências, usufruir encontros, vivenciar o mundo de maneira digna, prazerosa e generosa. Que a Arquitetura e os arquitetos possam dedicar seus conhecimentos e bagagem profissional e cultural para fomentar mais e mais essa fruição. Que possamos dizer que arquitetamos espaços mais ricos em conteúdo de vida e dignidade.

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