Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Reinvenção da arquitetura africana


"não é mais hora de resistir, agora é re-existir!" Zé Celso
Muitas das melhores inspirações surgem em conversas casuais. Em uma delas, via telegram, o colega Oscar Muller me saiu com essa máxima quando o grupo falava sobre um clima de desesperança reinante. E essa expressão RE Existir me remeteu à REinventar. 

E foi quando vi este vídeo TEDX sobre a próxima geração de arquitetos e designers africanos onde o arquiteto Christian Benimana fala sobre a sua experiência de estudante fora do continente africano e de sua volta para casa. E do surgimento da ideia de "construir uma rede de arquitetos que possam ajudar as cidades de África a crescer de forma sustentável e equitativa - equilibrando o crescimento com valores que são exclusivamente africanos para que no futuro as cidades africanas possam aspirar ser os lugares mais resistentes e socialmente inclusivos na Terra" . Uma reinvenção da arquitetura africana, uma resistência dos valores e culturas construtivas com uma visão global. Surgiu assim o African Design Center.


E ele nos fala de um crescimento sem precedentes da população africana, com uma tendência de mais de 55% da população vivendo nas cidades. Isso significa uma necessidade de habitações, escolas e centros de saúde como nunca.

E como fica a participação de arquitetos e outros profissionais africanos nessa empreitada? Há que se prever e fomentar cursos e maneiras que as pessoas não tenham que importar ou que os africanos tenham que estudar fora para voltar reproduzindo o que aprenderam em suas escolas estrangeiras. E sim que possam responder às necessidades locais. 

Página em rede social
Resistir e re-existir também significam antever as possibilidades. Das carências surgem as necessidades e os nichos de oportunidade. Se preparar para eles exige visão de futuro e esperança de acrescentar em respostas que possam melhorar a vida das populações. E resgatar o papel fundamental da Arquitetura. Além de aumentar um campo de trabalho promissor.
Centro comunitário em Ruanda




Fiquei bastante orgulhosa de ter aqui no blog vários exemplos da Arquitetura Africana atual que podem ser vistos AQUI.

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