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Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Cabana refúgio aberta para a natureza

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Uma tiny house ou cabana minúscula que vi no DWELL  me chamou a atenção pela leveza da estrutura ao mesmo tempo que abre o interior à luz. Não achei muitos detalhes a respeito, creio que faz parte do projeto Ochoalcubo de 2014, uma iniciativa que reuniu vários arquitetos. Essa cabana é projeto do arquiteto chileno Guillermo Acuña, do stúdio ACAA e professor da Universidade Católica do Chile.  Fotos de Cristóbal Palma Guillermo Acuña, GAAA Arquitectos: Vegetal Nos siga também nas redes sociais Twitter   Flipboard   Facebook   Instagram   Pinterest

Construir uma piscina com ducha com as próprias mãos

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A gente passa anos em uma faculdade de Arquitetura, aprende teoria, aprende alguma prática, mas e se houvesse necessidade de construir algo com parcos recursos e usando nossas mãos e cérebro para a execução? Como nos sairíamos? O colega Oscar Muller me indicou uns vídeos bem legais sobre sobrevivência selvagem ou de como as pessoas usam de tecnologia primitiva para construir umas coisas bem legais. Aqui um vídeo com um exemplo de como fazer uma ducha (que banho é uma das necessidades básicas da vida) e com uma piscina por baixo!!!! E com o mundo ficando meio esquisitão, confesso que a vontade de me esconder no mato, ou em uma ilha bem longe de tudo, me bate com certa frequência. Então já é bom eu ir me abastecendo desse repertório de tecnologia de sobrevivência. Vai que precise, não é verdade???   . Nos siga também nas redes sociais Twitter   Flipboard   Facebook   Instagram   Pinterest

Arquitetura para ser "Instafriendly" e a obra de Bjarke Ingels

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Nossa maneira de projetar estará sendo diretamente influenciada pela massiva exposição das imagens em redes sociais? É a indagação que faz um texto muito interessante que acabei de ler e que chama-se " O instagram está mudando a maneira como projetamos o mundo? "   E ele alerta que o design tanto de espaços como de objetos, mesmo de comida, está tomando lugar como preocupação e foco dos empreendedores preocupados em atrair não apenas mais clientes, mas também garantir uma propaganda as vezes gratuita das pessoas que postam essas imagens nas suas redes sociais. É o que denominam de espaços "Instafriendly". E lembremos dos painéis preparados para as fotos de muitos locais. Ou mesmo de espaços urbanos que garantem que a localização vai ser vista e reconhecida com grandes letreiros.  E não apenas locais ou cidades, mas a própria maneira de vivenciar arte está sendo modificada pela intensa exposição que nos colocamos na vida digital. Há estudos que mostram ...

Mães que descobrem e ajudam a vocação dos filhos arquitetos

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Sou arquiteta também graças à minha mãe. Foi ela quem, me vendo desenhar, sugeriu que Arquitetura era mais profissão de mulher que Engenharia Civil. Olhando hoje parece uma opinião machista. E é. Mas entendo o mundo onde vivíamos e conhecendo o potencial criativo de sua filha, creio que ela acertou em cheio! Como aliás o fazem todas as mães. Em geral. Podem ser possessivas, super protetoras, se meterem em nossas vidas, mas tem um conhecimento inato de quem somos e de nosso potencial. Muitas vezes bem mais que nós mesmos. 

Reinvenção da arquitetura africana

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"não é mais hora de resistir, agora é re-existir!" Zé Celso Muitas das melhores inspirações surgem em conversas casuais. Em uma delas, via telegram, o colega  Oscar Muller me saiu com essa máxima quando o grupo falava sobre um clima de desesperança reinante. E essa expressão RE Existir me remeteu à REinventar.  E foi quando vi este vídeo TEDX sobre a próxima geração de arquitetos e designers africanos onde o arquiteto  Christian Benimana fala sobre a sua experiência de estudante fora do continente africano e de sua volta para casa. E do surgimento da ideia de " construir uma rede de arquitetos que possam ajudar as cidades de África a crescer de forma sustentável e equitativa - equilibrando o crescimento com valores que são exclusivamente africanos para que no futuro as  cidades africanas possam aspirar ser os lugares mais resistentes e socialmente inclusivos na Terra " . Uma reinvenção da arquitetura africana, uma resistência dos valores e culturas const...

8 exemplos de uso de contêineres - você vai gostar

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Conversas entre arquitetos sempre geram boas dicas e uma delas foi o vídeo lá de baixo que o Oscar Muller  com oito (bons) exemplos de construções e usos que o container pode ter na arquitetura. Um contentor ou contêiner é um recipiente de metal ou madeira, geralmente de grandes dimensões, destinado ao acondicionamento e transporte de carga em navios, trens etc. É também conhecido como cofre de carga, pois é dotado de dispositivos de segurança previstos por legislações nacionais e por convenções internacionais. Tem como característica principal constituir hoje em dia uma unidade de carga independente, com dimensões padrão em medidas inglesas (pés).(wikipédia) Mas e por que essas caixas de metal se tornaram tão procuradas e utilizadas hoje em dia? Porque são fortes, resistem à grandes cargas, tem um vida útil de quase cem anos, mas como sua utilização permitida no mar é curta (8 anos) acabam sendo descartados muito cedo. Foi pensando em reaproveitar o que antes era descartado...

Casas usando princípios de Permacultura

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Através de uma reportagem em jornal impresso (sim, ainda leio em papel) tomei conhecimento do IPEP - Instituto de Permacultura da Pampa . E entre vários projetos interessantes fiquei curiosa por uma casa popular em adobe , com 80m² e com um custo bem baixo (teria usado apenas 32 sacos de cimento). Além de um sistema de captação de águas da chuva, usa um banheiro seco que economiza água.  Na imagem acima vemos a Casa Mãe (ver vídeo abaixo), um prédio construído seguindo princípios de permacultura, usando fardo de palha e telhado de Santa Fé que também é bastante comum no Uruguai e sul do Brasil. E abaixo um esquema de vaso sanitário seco que pode ser melhor compreendido AQUI .

A arquitetura deve ser um ato de generosidade.

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Como não parar e ler essa entrevista dos arquitetos  Anne Lacaton e Jean Philippe Vassal para o Expresso?  Nesses dias de muita animosidade e opiniões extremadamente apaixonadas sobre tudo, é um alento ver profissionais que pensam - e agem em suas práticas - com uma visão mais humana e menos tecnológica. Os arquitetos ganharam o Prêmio Carreira da Trienal de Lisboa. Com patrocínio da Fundação Millennium BCP, esta premiação distingue arquitetos "cujo trabalho e ideias tenham influenciado e continuem a ter um profundo efeito na prática e no pensamento da Arquitetura atual." ( Fonte ) Maison Latapie   Fala-se muito de sustentabilidade, mas depois constroem-se projetos muito ecológicos e demasiados dispendiosos em terrenos vazios.  Ecologia são as pessoas . Às vezes as coisas estão escondidas, parecem ser quase interditas, mas são possíveis de realizar.  Nas nossas estruturas não há matéria inútil . Utilizamos o que é justo e necessário, aproveita...

Urbanização - 6000 anos em 3 minutos

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Uma rápida "viagem" de três minutos pelo processo de urbanização mundial representados em 6000 anos de nossa história conhecida. Fonte Embora estudemos como surgiram as primeiras cidades ao longo desse tempo ver esse vídeo com uma compilação de uma pesquisa de Yale nos faz ter uma visão de como isso ocorreu.    As cidades aparecem de acordo com o tempo em que foram encontrados documentos e registros sobre elas. Muitas podem ter origem mais remota. Nota-se um registro mais preciso no Oriente Médio e Europa do que na América, por exemplo. Mas mesmo assim é um vídeo impactante, principalmente se analisarmos que a urbanização vai se acelerando nos segundos finais. Vejam a imagem abaixo que mostra as projeções de megacidades para 2030.   Fonte ( Via ) Nos siga também nas redes sociais Twitter Flipboard Facebook Instagram Pinterest snapchat: arqsteinleitao

Usando tecidos na decoração

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Tecidos. Tem cada um mais lindo que o outro e não, não precisamos usá-los apenas para estofados. Aliás, podemos também reaproveitar retalhos de tecidos que sobraram da última reforma. Ou quem sabe, as velhas roupas que de alguma forma nos lembram belos momentos.  Patchwork - tecendo retalhos Separei algumas maneiras de como podemos reaproveitar e/ou usar tecidos em nossas casas.  1) Quadros. Uma linda composição com tecidos de mesmo tom formam belos quadros e embelezam a entrada. Super elegante!   2- Móbile. Peças que se movem também podem ser feitas com tecidos e ficam lindas! 3- Mobiliário. Recuperar móveis usando vários tipos de tecidos podem fazer com que uma velha cômoda pareça novinha em folha! 4- Pôster. Variação mais usual da primeira ideia. Usar tecidos mais coloridos ou modernos ficam muito bacanas em forma de pôsteres. 5- Alguém falou em nichos ou em reaproveitar gavetas ? Eles ficam lindos forrados com tecidos colo...

Criação e liberdade - arquitetura e música da URSS

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Centro Druzhba de Recreação e Recuperação - Yalta, Ucrânia Sempre que penso na Arquitetura da União Soviética imagino construções pesadas e formalmente direcionadas aos ideias revolucionários. Embora os russos e outros povos da antiga URSS tenham trabalhos admiráveis em criatividade, como os mostrados nas igrejas russas de madeira , as obras pós revolução comunista nunca me chamaram a atenção.  Sim, confesso aqui que não tenho uma visão crítica estruturada e embasada em um estudo mais profundo. Não gosto do caráter monumental da produção arquitetônica da época e sempre questionei o engessamento da criação.  Embaixada da URSS em Cuba. Imagem © Flickr CC User Manuel Castro Fui fazer uma rápida pesquisa e achei alguns artigos, um dos quais, faz um resumo sobre a cultura russa que reproduzo abaixo: No livro de Vladímir Papérni “Cultura dois” (Architecture in the Age of Stálin: Culture Two Cambridge University Press, 2002) é narrada uma concepção atraente do d...