Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Casas usando princípios de Permacultura

Através de uma reportagem em jornal impresso (sim, ainda leio em papel) tomei conhecimento do IPEP - Instituto de Permacultura da Pampa. E entre vários projetos interessantes fiquei curiosa por uma casa popular em adobe, com 80m² e com um custo bem baixo (teria usado apenas 32 sacos de cimento). Além de um sistema de captação de águas da chuva, usa um banheiro seco que economiza água. 



Na imagem acima vemos a Casa Mãe (ver vídeo abaixo), um prédio construído seguindo princípios de permacultura, usando fardo de palha e telhado de Santa Fé que também é bastante comum no Uruguai e sul do Brasil.

E abaixo um esquema de vaso sanitário seco que pode ser melhor compreendido AQUI.


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