Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Mães que descobrem e ajudam a vocação dos filhos arquitetos

Sou arquiteta também graças à minha mãe. Foi ela quem, me vendo desenhar, sugeriu que Arquitetura era mais profissão de mulher que Engenharia Civil. Olhando hoje parece uma opinião machista. E é. Mas entendo o mundo onde vivíamos e conhecendo o potencial criativo de sua filha, creio que ela acertou em cheio!

Como aliás o fazem todas as mães. Em geral. Podem ser possessivas, super protetoras, se meterem em nossas vidas, mas tem um conhecimento inato de quem somos e de nosso potencial. Muitas vezes bem mais que nós mesmos. 


A imagem acima vem de um texto bem interessante sobre como as mamães podem desenvolver talento para arquitetura que vislumbram em seus filhos. Desde usar blocos de construção como brinquedos (lembrei dos brinquedos de infância - o pequeno engenheiro - ops talvez aí a engenharia civil tenha me namorado como ideia) até muni-los com papéis e lápis de cor. Leia também 8 brinquedos para despertar mentes criativas e Arckit - brinquedo para montar casas.

Mais velhos, podem ter acesso à noção de escalas e à leituras que estimulem o conhecimento de estilos, casas e espaços. Sugestões: Pela Casa se conhece o dono e Casa Cadabra.



As mães não apenas torcem, elas participam. Olham seus rabiscos iniciais e acham maravilhoso. Também olham com um desdem amistoso para suas criações mirabolantes com aquele sorriso que antevê um futuro gênio. Algum dia.

Ligam para os escritórios perguntando por vagas para seus filhos e filhas (recebi vários telefonemas, emails e pedidos de estágios de mamães e avós). Acho até que seriam capazes de xingar um professor mais rigoroso.

Também são críticas. Muito. Mas sempre parceiras. E quase sempre são nossas primeiras clientes, aceitando ser cobaias dos inexperientes projetistas.

E ainda exibem com orgulho a obra dos rebentos!

Mais tarde eu cheguei à conclusão, que se você quer saber se uma casa é realmente boa, você a mostra para sua mãe. Porque ela vai ver além de seus conceitos fartsy(1), além dos modelos manchados de sangue que você labutou por noites em fim, além do papel cheio de lágrimas.... Ela vai ver como o mundo vê. Ela provavelmente vai se envolver, enquanto você já se mudou para o próximo projeto..... (Ouça sua mãe na hora de projetar )


Assim, todo nosso aplauso para nossas grandes incentivadoras: nossas mães!  

Leia também: 

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