Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

Livro de Arquitetura para crianças - de todas as idades

Casas. Passear pelo mundo fascinante da Arquitetura conhecendo casas de arquitetos. Já falei sobre isso quando descrevi um livro delicioso - Pela casa se conhece o dono. Daquela vez a motivação foi o fim de uma editora. E agora o que me levou a adquirir o Casa Cadabra foi algo que tenho feito muito esse ano: apoiar iniciativas independentes. Tenho participado de muitos financiamentos coletivos. E isso me tem dado muita satisfação. Além de belas leituras. 
O livro é uma iniciativa de três mulheres: a jornalista Bianca Antunes, a arquiteta Simone Sayegh e a designer Carolina Hernandes, responsável pelas ilustrações.
Quem vive o mundo arquitetônico é geralmente um apaixonado pelo tema. Mas para os que não são profissionais da área, mas vivem em casas e cidades, e sabem o quanto o espaço é importante em suas vidas, conhecer mais sobre o tema é sempre fascinante.

Imaginem então se a Arquitetura fosse ensinada às crianças. Se as casas de grandes arquitetos e arquitetas fossem ensinadas em salas de aula. Se os espaços urbanos fossem vistos, sentidos e percebidos desde pequenos...quem sabe o quanto isso resultaria em maiores cuidados e maiores exigências.
Aprender brincando. Crianças de todas as idades podem viajar nesse mundo com grande prazer. 
"A qualidade do espaço pode mudar comportamentos, melhorar a convivência entre as pessoas, aumentar percepções e a apropriação do próprio espaço, desde a pequena escala da casa. Alerta disso, a criança cresce e cria, também, a consciência crítica em relação à cidade." (Ed. Pistache)
 Além da leitura gostosa que vou iniciar agora, fica a alegria de ter ajudado a realizar sonhos. Esse trabalho conjunto de apoios tem feito muitas obras saírem do campo dos sonhos e ideias para a realidade. E isso é muito bom!   
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