Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Caminhar e Parar


Caminhar. Não apenas apressadamente para chegar a algum lugar. Nem como forma de exercício. Mas caminhar e olhar. Caminhar e parar. Caminhar como forma de aprendizado de um realidade que desconhecemos por falta de prática. Por medo da insegurança. Pelos limites impostos na sociedade. Caminhar como uma forma também de transgressão. Aquela que conforma a curiosidade de saber o que existe além dos limites. Um livro que fala de práticas de ensino e que mesmo para o leitor que está longe dos exercícios das aulas, abre questões. Faz buscar mais dados. Faz querer ver, ouvir, cheirar e ler mais sobre.        


Uma leitura em tudo interessante. Um livro que parece pequeno, mas é denso. A gente lê e para. Lê mais um pouco e para de novo. Respira. Pensa. Vai para a web, pesquisa. E volta a ler.

Já aviso que não é um livro que vai te deixar impune. O leigo vai gostar. O profissional de arquitetura e urbanismo vai refletir. Os dois vão se conscientizar dos espaços que não percebemos de imediato.

"Apenas perdendo tempo pode-se ter um encontro com o Outro e com Alhures" 
Um livro que abre questões. E por isso mesmo, indispensável para quem pensa a cidade.

Recomendo também a leitura do Walkscapes. O caminhar como prática estética (que ainda não tive a oportunidade ler) que abre caminho para esta maneira de re-conhecer o meio urbano - caminhando. 

O Outro e o Alhures escondem-se, muitas vezes, sob uma camada de banalização. A arte está em saber ir embaixo dela." 
O livro reúne diferentes artigos que nos conduzem a Stalker, à morte de Constant, às cidades dos ciganos rom, a diversas deambulações por cidades latino-americanas e a outros episódios que nos levam a olhares diversos sobre o passear e o deter-se. O corpus teórico e experimental de Careri mostra-se, nestas páginas, com todo vigor e, como já fi zera anteriormente com Walkscapes, nos introduz num universo novo e surpreendente: o universo da ética e da estética do caminhar, e agora, também do deter-se.

Caminhar e Parar 

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