O quanto as cidades são seguras para mulheres?

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Estava em uma conversa em um aplicativo de mensagens (aquele mesmo que quase todos usam) quando surgiu o assunto sobre uma rua bem famosa daqui. E eu disse que não me sentia segura ao andar por ela. Que tinha uma percepção de insegurança. E a resposta foi que seria talvez uma visão pessoal. Como sei que a visão (e experiência) das mulheres sobre o que é uma cidade segura pode ser diferente das visões masculinas, fui pesquisar a respeito em artigos acadêmicos e governamentais recentes para entender mais sobre a realidade. É mesmo percepção pessoal. Ou.... Pesquisa do Instituto Patrícia Galvão em parceria com o Instituto Locomotiva, divulgada em setembro de 2024, mostrou um dado alarmante: que 97% das brasileiras sentem medo de sofrer violência quando se deslocam pela cidade. A mesma pesquisa aponta que 71% das mulheres já sofreram algum tipo de violência durante seus deslocamentos urbanos. Entre mulheres negras e LBT, os índices sobem ainda mais.  Isso não é sensação isolada. Se per...

Desenhar a luz - resenha do livro

A luz e a arquitetura estão intrinsecamente ligadas. Já disse Le Corbusier que "a arquitetura é o jogo sábio, correto e magnífico dos volumes dispostos sob a luz." E é verdade. O arquiteto Rogier van der Heide nos fala em um vídeo TED do porque a luz precisa da escuridão e de como são complexas e belas essas interações entre sombras e luminosidade.

Mas e como representar a luz em todo o seu esplendor em um desenho em duas dimensões? Muitos artistas se debruçaram sobre isso para criar magnificas obras que nos encantam e que são explanadas de forma bem simples - e até poética, nesta obra de Peter Boerboom e Tim Proetel, chamada de "Desenhar a Luz".


Para começar uma constatação: "só conseguimos enxergar a luz quando ela vai de encontro à matéria...para existir, a luz precisa da escuridão ao seu redor". 

E vemos tanto no mundo real (e principalmente arquitetônico) como no mundo da expressão gráfica essa ligação luz/escuridão se faz presente, de maneira intensa.
No livro percebemos desde como se comportam as fontes de luz e as suas características, a posição em que ela incide nas figuras e superfícies e de como utilizar os traços para marcar as transições e volumes.

A sombra e suas nuances é vista em um capítulo muito especial e compreender como ela se comporta e como podemos defini-la em um papel, nos dá o poder de perceber como representar a dimensão dos objetos. Qualquer estudante de arquitetura sabe a que me refiro. E qualquer pessoa, mesmo as que não desenham, já conseguiram ver objetos saltando para fora do papel, ressaltados por uma sombra delineada com precisão.

A forma como a luz se reflete pelas superfícies também é mostrada em suas formas de representação. O brilho, a transparência, o desenhar a luz é mostrado de forma gráfica e didática pelos vários capítulos do livro que serve como um manual para quem quer aprender a desenhar.
E termina com um capítulo sobre a simbologia da luz e com frases que nos batem como poemas:


"Tudo aquilo que incandesce de dentro para fora parece ser mais precioso e misterioso" 




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