3 de jul de 2018

Desenhar a luz - resenha do livro

A luz e a arquitetura estão intrinsecamente ligadas. Já disse Le Corbusier que "a arquitetura é o jogo sábio, correto e magnífico dos volumes dispostos sob a luz." E é verdade. O arquiteto Rogier van der Heide nos fala em um vídeo TED do porque a luz precisa da escuridão e de como são complexas e belas essas interações entre sombras e luminosidade.

Mas e como representar a luz em todo o seu esplendor em um desenho em duas dimensões? Muitos artistas se debruçaram sobre isso para criar magnificas obras que nos encantam e que são explanadas de forma bem simples - e até poética, nesta obra de Peter Boerboom e Tim Proetel, chamada de "Desenhar a Luz".


Para começar uma constatação: "só conseguimos enxergar a luz quando ela vai de encontro à matéria...para existir, a luz precisa da escuridão ao seu redor". 

E vemos tanto no mundo real (e principalmente arquitetônico) como no mundo da expressão gráfica essa ligação luz/escuridão se faz presente, de maneira intensa.
No livro percebemos desde como se comportam as fontes de luz e as suas características, a posição em que ela incide nas figuras e superfícies e de como utilizar os traços para marcar as transições e volumes.

A sombra e suas nuances é vista em um capítulo muito especial e compreender como ela se comporta e como podemos defini-la em um papel, nos dá o poder de perceber como representar a dimensão dos objetos. Qualquer estudante de arquitetura sabe a que me refiro. E qualquer pessoa, mesmo as que não desenham, já conseguiram ver objetos saltando para fora do papel, ressaltados por uma sombra delineada com precisão.

A forma como a luz se reflete pelas superfícies também é mostrada em suas formas de representação. O brilho, a transparência, o desenhar a luz é mostrado de forma gráfica e didática pelos vários capítulos do livro que serve como um manual para quem quer aprender a desenhar.
E termina com um capítulo sobre a simbologia da luz e com frases que nos batem como poemas:


"Tudo aquilo que incandesce de dentro para fora parece ser mais precioso e misterioso" 




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