Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

Desenhar a luz - resenha do livro

A luz e a arquitetura estão intrinsecamente ligadas. Já disse Le Corbusier que "a arquitetura é o jogo sábio, correto e magnífico dos volumes dispostos sob a luz." E é verdade. O arquiteto Rogier van der Heide nos fala em um vídeo TED do porque a luz precisa da escuridão e de como são complexas e belas essas interações entre sombras e luminosidade.

Mas e como representar a luz em todo o seu esplendor em um desenho em duas dimensões? Muitos artistas se debruçaram sobre isso para criar magnificas obras que nos encantam e que são explanadas de forma bem simples - e até poética, nesta obra de Peter Boerboom e Tim Proetel, chamada de "Desenhar a Luz".


Para começar uma constatação: "só conseguimos enxergar a luz quando ela vai de encontro à matéria...para existir, a luz precisa da escuridão ao seu redor". 

E vemos tanto no mundo real (e principalmente arquitetônico) como no mundo da expressão gráfica essa ligação luz/escuridão se faz presente, de maneira intensa.
No livro percebemos desde como se comportam as fontes de luz e as suas características, a posição em que ela incide nas figuras e superfícies e de como utilizar os traços para marcar as transições e volumes.

A sombra e suas nuances é vista em um capítulo muito especial e compreender como ela se comporta e como podemos defini-la em um papel, nos dá o poder de perceber como representar a dimensão dos objetos. Qualquer estudante de arquitetura sabe a que me refiro. E qualquer pessoa, mesmo as que não desenham, já conseguiram ver objetos saltando para fora do papel, ressaltados por uma sombra delineada com precisão.

A forma como a luz se reflete pelas superfícies também é mostrada em suas formas de representação. O brilho, a transparência, o desenhar a luz é mostrado de forma gráfica e didática pelos vários capítulos do livro que serve como um manual para quem quer aprender a desenhar.
E termina com um capítulo sobre a simbologia da luz e com frases que nos batem como poemas:


"Tudo aquilo que incandesce de dentro para fora parece ser mais precioso e misterioso" 




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