A cidade que não te vê: quando o espaço urbano envelhece mais rápido do que aprende

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  Há uma cena que se repete em muitas de nossas cidades com uma regularidade que incomoda. Uma pessoa idosa para na esquina, olha para os dois lados, e espera. E muitas vezes o sinal já abriu. Ela espera porque sabe, por experiência acumulada no corpo, que o tempo de travessia não foi feito para o seu passo. Ela aprendeu a calcular antes de sair de casa. Calcular nas calçadas. E calcular mais uma vez, nas esquinas, enquanto os carros aguardam com uma impaciência que não se disfarça. As engrenagens e buzinas que o digam.  Essa cena dura talvez trinta segundos. Ela não costuma aparecer em nenhum relatório de mobilidade urbana. E é justamente por isso que precisamos falar.  A hostilidade que afasta Existe um tipo de arquitetura hostil que já se fala bastante: o banco com divisória no meio para impedir que alguém deite, o piso pontiagudo embaixo do viaduto, a cerca elétrica que delimita o que é de quem. São dispositivos que dizem, sem ambiguidade, você não pode ficar aqui...

Desenhar o movimento e a anatomia artística

Sempre gostei de desenhar. Quando era pequena, fazia aqueles garranchos costumeiros de casas e sóis. Depois, mais crescida, comecei a copiar (ou a tentar fazer isso) imagens de livros. Mas nunca fiz um curso de desenho ou tive à disposição nessa época livros que me ensinassem as técnicas para desenhar.

Ao receber estes dois livros, confesso que me senti desafiada. 

O primeiro sobre DESENHAR O MOVIMENTO me surpreendeu de maneira única. Um livro sobre desenho feito com uma bela expressão gráfica e explicações poéticas que mostram de forma muito direta "como fazer com que aquilo que está fixo sobre o papel tenha movimento?"   

São 12 capítulos sobre técnicas e maneiras de conferir a ilusão do movimento ao fixo. E tudo isso demonstrado com belas ilustrações e com palavras que tem ritmo.   


Um livro para se ler com prazer e para se ter por perto como um manual para os desenhos de movimento.

O outro livro que recebi é um pouco menor em tamanho. Ele ensina também de modo gráfico como desenhar o corpo humano de forma esquemática. Chama-se ANATOMIA ARTÍSTICA 2. 

Mas não se enganem com o tamanho pequeno do livro, ele é repleto de conteúdo tanto gráfico como teórico.

Os autores partem da observação do corpo humano, suas complexidades, seus músculos e proporções para começar o desenho por formas básicas e simples. Esferas, retângulos, cones, quadrados esquemáticos se transformam em figuras com rostos, membros e movimento. 

Eu que sempre tive dificuldades com a figura humana e sua representação, já estou com um caderninho de desenho, lápis e vontade de treinar.  


Treinar. Repetir. Aprender. Perseverar. Os livros apontam caminhos, o caminhante deve dar o primeiro passo, depois o segundo, o terceiro....

Se quiser saber mais sobre os livros leia nos links abaixo 

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Comentários

  1. Muito interessante!!! Gostaria de saber o método de se estudar desenho com esses livros ?

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    1. Os dois livros exemplificam como aprender os exercícios. Depois é treinar e treinar. Abraços

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