A cidade também envelhece. E a casa, às vezes, envelhece antes de nós

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Como arquiteta, tenho uma certa implicância com a ideia de que minha profissão seja apontada como algo que começa, e as vezes termina, essencialmente na estética. Talvez porque, depois de tantos anos de prática, trabalhando com espaços internos e externos, e as pessoas que ali vivem e circulam, tenha ficado cada vez mais evidente para mim que uma porta, uma escada, uma calçada ou uma janela podem interferir muito mais na vida de alguém do que aquilo que aparece nas fotografias dos projetos. Quando falamos de envelhecimento, isso fica ainda mais evidente. A realidade nos mostra que o Brasil está envelhecendo rapidamente. Aquela pirâmide etária que aprendemos a desenhar nos livros de geografia já não representa o país que temos. E ainda estamos tentando entender o que isso significa para as nossas casas, para as nossas cidades e para o sistema de saúde. Eu costumo pensar que há uma pergunta simples por trás de tudo isso: onde queremos envelhecer? A resposta da maioria das p...

Desenhar o movimento e a anatomia artística

Sempre gostei de desenhar. Quando era pequena, fazia aqueles garranchos costumeiros de casas e sóis. Depois, mais crescida, comecei a copiar (ou a tentar fazer isso) imagens de livros. Mas nunca fiz um curso de desenho ou tive à disposição nessa época livros que me ensinassem as técnicas para desenhar.

Ao receber estes dois livros, confesso que me senti desafiada. 

O primeiro sobre DESENHAR O MOVIMENTO me surpreendeu de maneira única. Um livro sobre desenho feito com uma bela expressão gráfica e explicações poéticas que mostram de forma muito direta "como fazer com que aquilo que está fixo sobre o papel tenha movimento?"   

São 12 capítulos sobre técnicas e maneiras de conferir a ilusão do movimento ao fixo. E tudo isso demonstrado com belas ilustrações e com palavras que tem ritmo.   


Um livro para se ler com prazer e para se ter por perto como um manual para os desenhos de movimento.

O outro livro que recebi é um pouco menor em tamanho. Ele ensina também de modo gráfico como desenhar o corpo humano de forma esquemática. Chama-se ANATOMIA ARTÍSTICA 2. 

Mas não se enganem com o tamanho pequeno do livro, ele é repleto de conteúdo tanto gráfico como teórico.

Os autores partem da observação do corpo humano, suas complexidades, seus músculos e proporções para começar o desenho por formas básicas e simples. Esferas, retângulos, cones, quadrados esquemáticos se transformam em figuras com rostos, membros e movimento. 

Eu que sempre tive dificuldades com a figura humana e sua representação, já estou com um caderninho de desenho, lápis e vontade de treinar.  


Treinar. Repetir. Aprender. Perseverar. Os livros apontam caminhos, o caminhante deve dar o primeiro passo, depois o segundo, o terceiro....

Se quiser saber mais sobre os livros leia nos links abaixo 

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Comentários

  1. Muito interessante!!! Gostaria de saber o método de se estudar desenho com esses livros ?

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    1. Os dois livros exemplificam como aprender os exercícios. Depois é treinar e treinar. Abraços

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