Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Desenhe primeiro, pense depois

Desenhar. Um hábito que toda criança em geral exercita e que muitos adultos morrem de medo de tentar. Parece mentira, mas é verdade. Não sei em que ponto da vida perdemos a espontaneidade de expressar graficamente o que vemos e sentimos. Mesmo os estudantes de arquitetura passam por este receio. Já recebi vários emails perguntando se é realmente preciso saber desenhar para exercer a Arquitetura. E costumo responder que sim, o desenho é ferramenta essencial do arquiteto.

E se eu falasse para vocês que desenho sim se aprende. E com prática? E se falasse de um livro com dicas para que se comece a desenhar já, independente de ter tempo, habilidade ou as ferramentas que se julga necessárias? É o caso desse livro que estou lendo, o Desenho primeiro e pense depois.


Começa que ele é lindo e o prazer de ter um livro impresso bem diagramado e bem feito já enche os olhos e nos dá vontade de ler. 
E continua que ele tem uma linguagem coloquial e de fácil compreensão. E umas dicas super legais, algumas inusitadas para mim. Uma delas é começar a desenhar usando caneta. Sim! Caneta ao invés de lápis e borracha! E justamente para exercitar a espontaneidade, energia e dinâmica.

Faz todo o sentido! Me lembro de um conselho que recebi de um professor na graduação para perder o medo de riscar. Sabe aqueles traços que a gente faz, timidamente, riscando pedacinho por pedacinho. Esqueça isso, ele me disse. Risque com decisão. O desenhar com caneta exercita justamente esse foco, essa percepção que nasce em nós e que é realmente o que o nosso desenho deve exprimir.   

O livro passa por vários capítulos, mostrando desde o material, com dicas ótimas, até as técnicas de traçados e cores, sempre ressaltando o desenho aqui e agora, aproveitando justamente os períodos de pouco tempo. A mensagem clara é: não espere para depois. Comece agora. Vá exercitando, aproveite seus minutos de olhar perceptivo. Onde estiver. Se prepare, levando seu material de forma organizada. E desenhe. 


O autor mostra vários exemplos que podem ser aproveitados na vida real. Seja nos momentos do dia a dia, seja em viagens, mesmo as mais curtas. Sempre visando que se crie o hábito de desenhar lembrando que é "melhor desenhar 5 minutos todo dia que uma hora uma vez por semana. "

Então, vamos começar?

Quer saber mais sobre o livro? Veja no link abaixo

Desenhe primeiro, pense depois - Comece a desenhar mesmo que você não tenha tempo, habilidade nem ferramentas

Mike Yoshiaki Daikubara


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