Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Leia isto se quer fazer desenhos incríveis

Como resistir a um título desses???? Se eu, que sempre gostei de desenhar desde pequena, passei por algumas dificuldades para aprender desenhos mais técnicos, imagine quem não se imagina com um lápis na mão, se expressando em forma gráfica? Quem não gostaria de aprender a desenhar, nem que seja para simples exercício de desopilar as ideias? Se colorir imagens prontas já é uma baita terapia que mobilizou tantos, imagina poder rabiscar sem medo? E com prazer? Pois é isto que este livro se propõe a mobilizar na gente.

Confesso a vocês que tenho saudades de um tempo sem muita conexão, onde deixava a mente correr solta e brincava com lápis e papel, sem nenhuma pretensão que não fosse a alegria de rabiscar.

Das brincadeiras infantis passei a exercitar o desenho como forma de expressão das ideias que me brotavam à mente. Aprendi a fazer perspectivas, fui em busca do que fazia o desenho transcender as duas dimensões. Aprendi que existiam pontos de fuga e que o simples rabisco podia ser o início de um belo projeto. Bons tempos.
Desenhos que fazia no tempo da graduação como mero exercício pessoal
Depois do advento da era CAD e com o exercício para dominar a técnica do desenho via computador, acabei por deixar meus devaneios gráficos um pouco de lado. 

Mas senti falta.

E quando me deparo com chamamentos para a arte de representar meus olhares e pensamentos via mão livre e sentimento, me agrada muito. Foi o caso deste livro.

Lições simples e diretas que não apenas nos fazem ter vontade de pegar um lápis, mas que atuam para desinibir nossos receios de não saber fazer.


Me peguei lendo algumas de suas palavras além do exercício do desenho. 


E quando vamos às técnicas vemos que elas são expostas de maneira direta e muito didática. Uma leitura agradável que mobiliza nossa vontade de rabiscar. E rabiscar. E rabiscar de novo.


Minha expressa sugestão: leia munida de alguns lápis, borracha e caderno de desenho. E solte-se! E lembre:
Se você empacar, apenas siga em frente
Leia isto se quer fazer desenhos incríveis - Selwyn Leamy

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