MG08 habitação flexível

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Habitar uma casa movimenta uma série de sonhos e emoções. Possuir uma casa evoca ancestrais desejos de segurança. Mas nem sempre as necessidades permanecem as mesmas. As situações de fora e de dentro se modificam e pedem espaços que sejam flexíveis. A Maria Guerrero, também conhecida como MG08 em Madri, projetada pelo Studio Burr , foi pensada para ser uma habitação que possa ser transformada de acordo com essas novas necessidades dos moradores.   María Guerrero é uma casa que nasceu dividida em duas. Para poderem arcar com os custos de aquisição e construção, os habitantes deste empreendimento iniciam a sua vida neste espaço ocupando metade da casa e alugando a outra metade como habitação independente. Apesar da narrativa interessante, me pareceu muito com essas casas geminadas onde se coloca uma parede no meio, que pode ser removível se houver interesse em unir os espaços. Algo que já vem sendo usado e que, com um nome interessante, chama mais a atenção.  Segundo o site dos arquiteto

10 Lições que aprendi na faculdade de Arquitetura

Recebo algumas correspondências falando de como os leitores gostaram dessa ou de outra postagem aqui do blog. E sempre fico super feliz! É tão bom ter retorno, não é verdade? Em uma delas, o Jadher me pede para falar de mais histórias da vida acadêmica. E embarquei nessa pergunta como se entrasse no túnel do tempo (tinha uma série assim na TV). E reuni aqui algumas lições que aprendi na faculdade de Arquitetura. E nem todas sobre Arquitetura.


Fonte
1- Fiz vestibular com 17 anos e caí em um mundo super novo. Universidade, gente andando para lá e para cá, cheios de grau e arrotando sabedoria, com livros de filosofia e autores importantes debaixo do braço. Uma das primeiras provas foi de metodologia científica. Era com consulta. Passei os olhos pela prova e de cara me pareceu que os livros e apostilas que podíamos olhar não traziam as respostas que o professor pedia. Com o rabo dos olhos vi meus colegas, toda a sala, olhando nos livros, consultando e escrevendo. Lógico que me senti uma burra. Mas fazer o que: aquilo não fazia sentido. Resolvi seguir a minha intuição e escrevi minha opinião. Saí da prova achando que tinha tirado 0. Para minha surpresa quem se deu mal foram os colegas. Eu tirei 10. E tive minha primeira grande lição: siga sua intuição e o seu conhecimento. A universidade não é caminho de decoreba. É de posição.

2- Uma das cadeiras eletivas era sobre expressão em recursos audiovisuais. O professor era tudo de bom, com ele fizemos um dos melhores trabalhos da minha vida acadêmica. Era sobre a vida em Brasília. Qual a formação dele? Advogado. E segundo ele, muito ruim já que colou toda a sua graduação. Mas se não fosse aquele diploma, não poderia estar nos dando aulas do que realmente sabia e gostava: cinema e expressão em artes visuais. Lição 2: se aprofunde no que gosta, mas sabendo que alguns caminhos e atalhos talvez tenham que ser traçados para se alcançar o fazer o que se gosta e ser remunerado por isso. 

3- Trabalho de campo em introdução à arquitetura: estudar três tipos de habitação, uma delas uma casa antiga em uma cidade satélite perto de Brasília. O dono da casa, um senhor, começou a nos falar dos métodos construtivos em adobe. O namorado de uma das colegas, aluno também de arquitetura, mas do quinto ano, nos alertou: prestem muita atenção à essa aula, ela é preciosa e vale muito. Lição 3: preste atenção à cultura local e a quem detém o conhecimento, mesmo que não seja um profissional. Mantenha sempre a humildade de aprender da fonte.

4- Mudança de faculdade. Saí da então segunda melhor faculdade de arquitetura (UnB) para a terceira (URGS). Quantas diferenças curriculares para se formar a mesma profissão! Na UnB aprendi a projetar sempre pensando na cidade, tanto assim que os nomes das cadeiras de projeto eram PEU (projeto de edificação urbana). Na UFRGS aprendi a projetar pensando em como a obra ia parar em pé, já que era, na época, uma faculdade com orientação mais técnica. Lição 4- Essas duas concepções me acompanharam sempre na vida profissional. 

5- Metade da faculdade quando deu o estalo: já reunia o cabedal de como pesquisar, como ir buscar o conhecimento. Lição 5: Se fosse bom, se fosse completo, ia depender de mim e da minha capacidade de trabalho concretizar um projeto eficiente.

6- Dentre os vários ensinamentos que colegas me trouxeram com os seus trabalhos, um me chamou a atenção: uma guria propôs no início da faculdade unir uma estrutura de ferro com telhas de barro. Era uma ousadia na época. Todos, inclusive professores, ficaram boquiabertos e questionaram. E ela tinha boas justificativas. Lição 6: quando propor algo, faça com embasamento. E se acreditar, toque em frente.



Fonte
7- Uma frase que ouvi de uma amiga psicologa: Aproveite para testar tudo o que quiser enquanto é estudante. Nessa época você pode errar. Como profissional, não. Lição 7: use a universidade para buscar conhecimentos e ousar. E aprenda a ser profissional quando se formar.

8- Vi professores reprovando gente com muita capacidade por um trabalho aquém de suas possibilidades, embora esse trabalho fosse melhor do que aquele do aluno que foi aprovado porque deu o melhor de si. Lição 8: professores não são aqueles tiranos ou queridos que a gente julga. São profissionais dando o seu melhor e isso significa também exigir de acordo com as potencialidades, por mais injusto que nos possa parecer. E eles nos preparam para a vida profissional com as suas críticas.

9- Lição 9 e de vida: a vida nem sempre é justa. E o mundo não é a nossa família. Quanto antes você se der conta disso, mais tranquilo e menos traumático será o seu caminho já que Arquitetura pode ser uma profissão estressante. Quem está na faculdade já é adulto, fazer mimimi ou ficar frustrado, magoado ou afins, só vai atrapalhar sua vida. 

10- Lição 10. O caminho é longo mas gostoso. Se não lhe der prazer a maior parte do tempo, repense. Se der, não vai ser por algumas pedradas e/ou derrapadas, que vai lhe derrotar. No final existe a vitória de seguir em uma profissão bacana, criativa e que trabalha com algo que muda a vida das pessoas: o espaço.


Por incrível que pareça, a gente fazia o projeto final sem computador.
Tudo na prancheta. Essa guria da foto um dia fui eu, sonhando com o canudo, em 1982....

E você? Que lições a faculdade te deixou?


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Comentários

  1. Como sempre, satisfeito pelo compartilhamento da sua vida!
    São histórias muito encorajadoras para a vida acadêmica e também profissional!
    Sempre passando por aqui, pode ter certeza!
    Um grande abraço do futuro colega de profissão, Jadher!

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