MG08 habitação flexível

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Habitar uma casa movimenta uma série de sonhos e emoções. Possuir uma casa evoca ancestrais desejos de segurança. Mas nem sempre as necessidades permanecem as mesmas. As situações de fora e de dentro se modificam e pedem espaços que sejam flexíveis. A Maria Guerrero, também conhecida como MG08 em Madri, projetada pelo Studio Burr , foi pensada para ser uma habitação que possa ser transformada de acordo com essas novas necessidades dos moradores.   María Guerrero é uma casa que nasceu dividida em duas. Para poderem arcar com os custos de aquisição e construção, os habitantes deste empreendimento iniciam a sua vida neste espaço ocupando metade da casa e alugando a outra metade como habitação independente. Apesar da narrativa interessante, me pareceu muito com essas casas geminadas onde se coloca uma parede no meio, que pode ser removível se houver interesse em unir os espaços. Algo que já vem sendo usado e que, com um nome interessante, chama mais a atenção.  Segundo o site dos arquiteto

O primeiro frio a gente não esquece

O verão vai embora deixando nossa saturação com seus suores e quenturas. E quem vive em terras mais ao sul do Equador, já vai sentindo falta da meia estação e do senhor inverno até que...chegam os primeiros frios!

Aí é um Deus nos Acuda, buscando as roupas do inverno passado, em geral embrulhadas e ensacadas. O nariz fica vermelho e a gente maldiz aquela vontade anterior que pedia o fim do verão.

Nós no Brasil, mesmo ao Sul, não temos frios tão rigorosos como em alguns outros países que tem, nos seus verões, a nossa temperatura de inverno. Mas lá eles tem uma diferença: suas casas e prédios estão preparadas para as temperaturas mais baixas.


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E aí a gente se lembra de preparar a casa para o frio. As texturas mudam, entram as mantas e cobertores. Os detalhes em madeira sempre remetem ao aconchego. 

A luz se torna importante. Os dias mais cinzentos pedem às vezes iluminação artificial até para a leitura diária. As luzes frias parecem não aquecer e sentimos falta dos tons mais amarelos que nos lembrem o sol e seu calor.

A exuberância dos dias quentes e do espaço exterior cede espaço para a introspeção e a valorização do interior, onde passamos a maior parte do tempo.   
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 Nossas casas assumem cara de inverno.

Nossas camas nos convidam para que nelas permaneçamos, seja para ler, para namorar ou apenas para adiar o momento de enfrentar o dia.  

Uma boa luz de cabeceira, um layout funcional que coloque ao nosso lado tanto os livros prediletos, a caixa de som para ouvir nossas músicas ou o descanso para os controles que dão conforto à vida, transparece em sua importância. A correta colocação de tomadas e interruptores faz toda a diferença quando se tem que sair debaixo de cobertas quentinhas para acender ou apagar algo. 

Sem esquecer de manter a poesia com enfeites bonitos e flores que nos lembrem a primavera e a vida. E nesses momentos, tal Persefones no Hades, sonhamos com a volta ao mundo lá fora, enquanto nos aconchegamos em mantas e edredons.
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Para quem pode, uma boa lareira pode fazer toda a diferença. Mas sempre há maneiras de trazer o calor para dentro de casa, seja com aquecimento artificial, seja com carinho e amor que trazemos ao mundo e às pessoas que amamos.

E assim, quando o inverno realmente der sua cara com todo seu tenebroso frio, podemos estar mais preparados para recebe-lo, sabendo que faz parte das fases da vida. E que para haver um florescimento, é preciso que algo adormeça e germine. 


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