Blog da Arquiteta Elenara Stein Leitão que, desde 2004, fala sobre arquitetura, urbanismo, interiores e design abordando assuntos ligados à sustentabilidade e uma concepção de espaços que conciliem bom gosto, funcionalidade e aconchego com um toque humano.
Uma cidade envelhece como as pessoas e deixa também cicatrizes visíveis. O viaduto que já foi resposta e agora virou problema. A estação de ônibus fechada onde o eco das despedidas ainda ressoa nas paredes vazias. O casarão que insiste em existir entre os edifícios novos. Esse envelhecimento pode ser inteligente, quando as marcas do tempo ensinam sobre escala humana, sobre materiais que resistem, sobre a sombra que o concreto não fabrica. Mas, infelizmente, pode também ser um envelhecimento de abandono: quando a memória vira pretexto para a inércia, e a tradição serve para justificar o descaso. Existe uma diferença que importa muito entre preservar e fossilizar. Preservar é manter viva a conversa entre épocas. Fossilizar é cobrir a cidade com o verniz do passado e chamar isso de respeito. Uma rua medieval que ainda pulsa, ainda abriga comércio e moradia, ainda tem gente que troca palavra na soleira, continua sendo cidade. Quando para de circular, vira cenário. A cidade que envelhece be...
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Trazendo calor para dentro de casa
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Chove lá fora e faz frio. Nessas horas é bom contar com um ambiente quentinho, quem sabe uma boa lareira ou algum outro tipo de aquecimento para casa. A Maria Alice Miller fez uma ótima postagem sobre biolareiras em seu blog e me conclamou a falar sobre pisos radiantes. Vou tentar.
Pois é, os pisos radiantes são um sistema de aquecimento onde tubos que fazem a circulação e distribuição do calor são colocados abaixo do assoalho. Não ocupam espaço, não geram fumaça, seu calor é gradual e uniforme, não precisando de muita manutenção. Mas precisam ser colocados antes do piso e são relativamente caros. Válidos para quem como eu mora em clima frio como Porto Alegre, costuma ser mais usado em pecas maiores. Mas permite o conforto de andar de pés descalços no inverno. Podem ser hidráulicos ou elétricos Saiba mais AQUI
Alguns fabricantes
Giacomet
Broilo
E foi lançado também no mercado o painel aquecedor elétrico ECONO-HEAT. Feito de fibra de cimento sem amianto e com uma resistência elétrica interna. O calor é gerado principalmente atrás do painel (90%), proporcionando economia, segurança e eficiência. É uma alternativa aos aquecedores de barra tradicionais, as chamados estufas, bastante gostosas, mas que gastam muita eletricidade. Esse painel gasta apenas o equivalente a quatro lâmpadas incandescentes, podendo ser pintados com tinta PVA ou pintura do tipo emulsão (não a base de óleo).
E achei na internet uma placa radiante para ser colocada na parede de gesso que achei muito bacana. Estou procurando para ver se encontro no Brasil. Quem quiser saber mais veja AQUI mais informações sobre a Gyptec .
Nossas casas deveriam ser mais preparadas para o frio, especialmente quando se mora em estados sulinos, onde as temperaturas podem despencar 10 graus em um único dia. E mais que graus centigrados a menos, sofremos com a umidade que faz verter água das paredes. Mas o que contamos na prática é com ar condicionado e splits que aqui servem para inverno e verão. Paredes duplas, pisos aconchegantes, banheiros aquecidos e ambientes secos ainda são luxo quando deveriam ser prioridades nos projetos e construções.
Oi Elenara, ficou ótimo. Eu que sou friorenta pacas, ia adorar ter um piso desses mesmo aqui no Rio. Mas nos estados do sul, são uma bênção... Muito interessante também o Econo-heat, não? Gasta pouco e deve produzir um quentinho gostoso. Bjs!
Pois é Maria Alice, esses pisos radiantes são bons, mas não são tão comuns aqui como deveriam. Talvez por termos um clima muito instável, onde a temperatura oscila em 10 graus em um único dia, e eles necessitarem de um tempo para resfriar. Também acho a Econo-heat bem charmosa e interessante, mas acho que poderia ser um pouco mais barata para realmente se tornar um utensilio mais usado. Ela custa em torno de R$ 400,00. E com bem pouco mais você consegue comprar um ar condicionado para frio e calor, algo por aqui muito útil... Beijos
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Essa casa super simpática me lembrou de imediato duas referências: Uma, os edificios em Atenas que ficavam perto do meu hotel. Todos tinham imensas floreiras que fazia com que ficassem tão simpáticos! Mas olhando com mais foco, me veio a segunda referência. Na verdade as fachadas da frente e fundos são como segundas peles, floreiras que criam um micro clima super agradável no interior do prédio. Justo como a casa do colega Oscar Muller. Eu juro que tenho fotos no computador, mas não consegui acha-las para colocar aqui. A dele é uma casa de vila e, na parte dos fundos, tem uma cortina de metal onde as plantas, em geral trepadeiras, se mesclam e criam um efeito super interessante. Não achei mais referências sobre esse projeto no site e não sei o autor do projeto e nem como é feita a manutenção das floreiras. Em algumas se tem alcance por dentro da casa, em outras me pareceu um pouco complicado, mas o conceito é super bom. PS: O Elcio no comentário abaixo deixou o link com ...
Arquitetura....sonho dourado de muitos jovens que sonham com um futuro glamouroso e cheio de notas na conta bancária. Mas será realmente assim? Veja algumas razões de porque NÃO fazer arquitetura. 1- Principal motivo: DINHEIRO. Para os que visam a recompensa financeira em primeiro lugar: Arquitetura não é uma mina de ouro. Esqueça os figurões que vê na mídia com escritórios em Miami e Paris. Eles são a minoria da minoria. A grande maioria dos colegas arquitetos está ralando em seus escritórios ou em escritórios alheios. E ainda faz bico no fim de semana. 2- Recompensa intelectual : Tudo bem, não vou ganhar rios de dinheiro, mas vou ser reconhecido como uma pessoa criativa e maravilhosa que vive para ajudar os outros. Sim! Ajudar os amigos, parentes e conhecidos dando palpites de como eles podem arrumar suas casas e espaços. Palpite não é projeto , lembre. Sem contar que fica horas pesquisando para achar soluções interessantes e vem alguém e copia. E leva as glórias. 3- Saúde ...
Fonte Embora as fotografias de Arquitetura raramente tenham seres humanos, as representações gráficas dos projetos as tem. As calungas. Este nome esquisito foi o que aprendi a nominar a representação humana nos desenhos, a tal da escala humana, que mostra de maneira mais clara como os espaços se conformam em proporção aos nossos corpos. Fonte Hoje é muito comum que tenhamos blocos de seres humanos, animais e plantas em todos os programas gráficos. E há sites onde podemos buscar figuras das mais diversas etnias e movimentos para humanizar nossas plantas e perspectivas. Me lembrei das calungas ao falar com um colega arquiteto, bem mais jovem que eu, que me mostrou fotos de projetos da década de 80, com simpáticas figuras, simulando movimentos. E, para minha surpresa, ele nunca tinha ouvido falar do termo calunga. Como eu nunca tinha parado para pensar sobre isso, fui dar uma rápida pesquisada e achei que o termo tem origem africana e talvez tenha vindo e...
Li uma reportagem sobre as disparidades entre os modelos de desenvolvimento urbano da China e dos Estados Unidos , utilizando o contraste entre Xangai e Nova York . Enquanto a cidade americana enfrenta altos custos e obras que levam décadas devido à burocracia e processos democráticos, a metrópole chinesa executa projetos com extrema rapidez e economia . Fazendo um breve resumo sobre os dois modelos e seus resultados, cheguei a uma dúvida incomoda. 1. Introdução: O Abismo entre o Conceito e a Realidade Para qualquer habitante de uma metrópole ocidental, os tapumes de obras públicas parecem ter se tornado parte permanente do mobiliário urbano. A frustração com cronogramas que se arrastam por gerações e orçamentos que estouram antes mesmo do primeiro pilar ser erguido é um sintoma da obsolescência infraestrutural. No entanto, a série do programa Fantástico da rede Globo chamada " Entre Dois Mundos " revela que esse marasmo não é uma regra global....
Oi Elenara, ficou ótimo. Eu que sou friorenta pacas, ia adorar ter um piso desses mesmo aqui no Rio. Mas nos estados do sul, são uma bênção...
ResponderExcluirMuito interessante também o Econo-heat, não? Gasta pouco e deve produzir um quentinho gostoso.
Bjs!
Pois é Maria Alice, esses pisos radiantes são bons, mas não são tão comuns aqui como deveriam. Talvez por termos um clima muito instável, onde a temperatura oscila em 10 graus em um único dia, e eles necessitarem de um tempo para resfriar. Também acho a Econo-heat bem charmosa e interessante, mas acho que poderia ser um pouco mais barata para realmente se tornar um utensilio mais usado. Ela custa em torno de R$ 400,00. E com bem pouco mais você consegue comprar um ar condicionado para frio e calor, algo por aqui muito útil...
ResponderExcluirBeijos
Elenara
to adorando as dicas do blog!
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