Blog da Arquiteta Elenara Stein Leitão que, desde 2004, fala sobre arquitetura, urbanismo, interiores e design abordando assuntos ligados à sustentabilidade e uma concepção de espaços que conciliem bom gosto, funcionalidade e aconchego com um toque humano.
Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura. Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...
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Trazendo calor para dentro de casa
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Chove lá fora e faz frio. Nessas horas é bom contar com um ambiente quentinho, quem sabe uma boa lareira ou algum outro tipo de aquecimento para casa. A Maria Alice Miller fez uma ótima postagem sobre biolareiras em seu blog e me conclamou a falar sobre pisos radiantes. Vou tentar.
Pois é, os pisos radiantes são um sistema de aquecimento onde tubos que fazem a circulação e distribuição do calor são colocados abaixo do assoalho. Não ocupam espaço, não geram fumaça, seu calor é gradual e uniforme, não precisando de muita manutenção. Mas precisam ser colocados antes do piso e são relativamente caros. Válidos para quem como eu mora em clima frio como Porto Alegre, costuma ser mais usado em pecas maiores. Mas permite o conforto de andar de pés descalços no inverno. Podem ser hidráulicos ou elétricos Saiba mais AQUI
Alguns fabricantes
Giacomet
Broilo
E foi lançado também no mercado o painel aquecedor elétrico ECONO-HEAT. Feito de fibra de cimento sem amianto e com uma resistência elétrica interna. O calor é gerado principalmente atrás do painel (90%), proporcionando economia, segurança e eficiência. É uma alternativa aos aquecedores de barra tradicionais, as chamados estufas, bastante gostosas, mas que gastam muita eletricidade. Esse painel gasta apenas o equivalente a quatro lâmpadas incandescentes, podendo ser pintados com tinta PVA ou pintura do tipo emulsão (não a base de óleo).
E achei na internet uma placa radiante para ser colocada na parede de gesso que achei muito bacana. Estou procurando para ver se encontro no Brasil. Quem quiser saber mais veja AQUI mais informações sobre a Gyptec .
Nossas casas deveriam ser mais preparadas para o frio, especialmente quando se mora em estados sulinos, onde as temperaturas podem despencar 10 graus em um único dia. E mais que graus centigrados a menos, sofremos com a umidade que faz verter água das paredes. Mas o que contamos na prática é com ar condicionado e splits que aqui servem para inverno e verão. Paredes duplas, pisos aconchegantes, banheiros aquecidos e ambientes secos ainda são luxo quando deveriam ser prioridades nos projetos e construções.
Oi Elenara, ficou ótimo. Eu que sou friorenta pacas, ia adorar ter um piso desses mesmo aqui no Rio. Mas nos estados do sul, são uma bênção... Muito interessante também o Econo-heat, não? Gasta pouco e deve produzir um quentinho gostoso. Bjs!
Pois é Maria Alice, esses pisos radiantes são bons, mas não são tão comuns aqui como deveriam. Talvez por termos um clima muito instável, onde a temperatura oscila em 10 graus em um único dia, e eles necessitarem de um tempo para resfriar. Também acho a Econo-heat bem charmosa e interessante, mas acho que poderia ser um pouco mais barata para realmente se tornar um utensilio mais usado. Ela custa em torno de R$ 400,00. E com bem pouco mais você consegue comprar um ar condicionado para frio e calor, algo por aqui muito útil... Beijos
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Essa casa super simpática me lembrou de imediato duas referências: Uma, os edificios em Atenas que ficavam perto do meu hotel. Todos tinham imensas floreiras que fazia com que ficassem tão simpáticos! Mas olhando com mais foco, me veio a segunda referência. Na verdade as fachadas da frente e fundos são como segundas peles, floreiras que criam um micro clima super agradável no interior do prédio. Justo como a casa do colega Oscar Muller. Eu juro que tenho fotos no computador, mas não consegui acha-las para colocar aqui. A dele é uma casa de vila e, na parte dos fundos, tem uma cortina de metal onde as plantas, em geral trepadeiras, se mesclam e criam um efeito super interessante. Não achei mais referências sobre esse projeto no site e não sei o autor do projeto e nem como é feita a manutenção das floreiras. Em algumas se tem alcance por dentro da casa, em outras me pareceu um pouco complicado, mas o conceito é super bom. PS: O Elcio no comentário abaixo deixou o link com ...
Arquitetura....sonho dourado de muitos jovens que sonham com um futuro glamouroso e cheio de notas na conta bancária. Mas será realmente assim? Veja algumas razões de porque NÃO fazer arquitetura. 1- Principal motivo: DINHEIRO. Para os que visam a recompensa financeira em primeiro lugar: Arquitetura não é uma mina de ouro. Esqueça os figurões que vê na mídia com escritórios em Miami e Paris. Eles são a minoria da minoria. A grande maioria dos colegas arquitetos está ralando em seus escritórios ou em escritórios alheios. E ainda faz bico no fim de semana. 2- Recompensa intelectual : Tudo bem, não vou ganhar rios de dinheiro, mas vou ser reconhecido como uma pessoa criativa e maravilhosa que vive para ajudar os outros. Sim! Ajudar os amigos, parentes e conhecidos dando palpites de como eles podem arrumar suas casas e espaços. Palpite não é projeto , lembre. Sem contar que fica horas pesquisando para achar soluções interessantes e vem alguém e copia. E leva as glórias. 3- Saúde ...
DIREITO À PAISAGEM Adeli Sell “O belo é o esplendor da ordem” - Aristóteles Os campos, as montanhas, as colônias são lugares abertos, há poucos obstáculos feitos pela mão humana; logo, quando falamos de DIREITO À PAISAGEM, estamos falando de cidades, de espaços construídos, obstruídos, que mudaram a paisagem original. Por isso temos que falar do DIREITO À CIDADE. É uma relação sujeito-objeto. O mundo e os seres humanos se afetam mutuamente. DIREITO Á CIDADE O Direito à Cidade é um direito difuso e coletivo, de natureza indivisível, de que são titulares os habitantes da cidade, as gerações presentes e futuras. É o direito de habitar, de usar, de participar da produção de cidades justas, inclusivas, democráticas e sustentáveis. Alguns falam de cidades inteligentes, pois estas teriam o condão de serem efetivamente mais justas. É na Lei n° 10.257, de 10 de julho de 2001 que temos a Regulamentação dos artigos 182 e 183 da Constituição Federal, estabelecendo diretrizes gerais da po...
Como é o processo projetual de um/a Arquiteto/a? Difícil de mensurar. Me lembro quando estava no mestrado, tinha gente pesquisando os tais processos de qualidade. Para mim, mensurar quantitativamente o processo de projetar, na época, me parecia surreal. Já escrevi aqui um chamado sobre "Como você projeta? " onde expliquei mais ou menos como funciona o meu processo. E agora achei um guia rápido falando sobre isso nesse site , descrevendo exatamente o Processo de Projetar. Vale a visita para visualizar a quantidade de material gerado por um projeto. Vamos passear por ele? Passo 1: Entrevista e discussões iniciais Esse passo é fundamental. Na minha experiência profissional já posso até dizer quando um projeto vai dar certo ou não. É preciso empatia com o proprietário. Não, não se precisa pensar igual, nem quer dizer que vamos ficar amigões, mas é preciso uma cumplicidade e empatia para atingir um objetivo comum. E, fundamental, é a eta...
Oi Elenara, ficou ótimo. Eu que sou friorenta pacas, ia adorar ter um piso desses mesmo aqui no Rio. Mas nos estados do sul, são uma bênção...
ResponderExcluirMuito interessante também o Econo-heat, não? Gasta pouco e deve produzir um quentinho gostoso.
Bjs!
Pois é Maria Alice, esses pisos radiantes são bons, mas não são tão comuns aqui como deveriam. Talvez por termos um clima muito instável, onde a temperatura oscila em 10 graus em um único dia, e eles necessitarem de um tempo para resfriar. Também acho a Econo-heat bem charmosa e interessante, mas acho que poderia ser um pouco mais barata para realmente se tornar um utensilio mais usado. Ela custa em torno de R$ 400,00. E com bem pouco mais você consegue comprar um ar condicionado para frio e calor, algo por aqui muito útil...
ResponderExcluirBeijos
Elenara
to adorando as dicas do blog!
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