O espaço que envelhece com você: o que a arquitetura tem a ver com os seus próximos 30 anos

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Imaginemos uma manhã comum em qualquer cidade por aí: alguém acorda, vai ao banheiro no escuro, tropeça no batente que nunca incomodou tanto antes, segura a parede porque não há barra de apoio, e pensa que está ficando velho. Não está. Está vivendo num espaço que nunca foi pensado para o corpo que ele tem hoje. Esse é o ponto que me interessa. Envelhecer todos (os que tiverem sorte) vão. Mas até que ponto a arquitetura ignora estes processos? As projeções nos dizem que o Brasil vai ter 58 milhões de pessoas com mais de 60 anos em 2060. E o que estamos construindo para receber esse contingente? Apartamentos com corredores de 80 centímetros. Banheiros onde dois adultos mal conseguem se virar. Entradas sem rampas. Calçadas que parecem ter sido projetadas para testar equilíbrio. A cidade, como eu costumo repetir por aqui, nunca te viu. E a maioria dos lares também não. "Aging in place" não é um conceito de design escandinavo importado para Instagram. É o direito de permanecer no ...

Tornando nossas cidades mais verdes e sustentáveis

Há várias propostas de projetar e executar comunidades ditas sustentáveis como resposta às vidas cada dia mais caóticas de nossas cidades. Já mostrei aqui alguns exemplos delas. ( Veja AQUI um exemplo na Alemanha ). Mas se formos analisar o crescente processo de urbanização da humanidade me parece que urge encontrar soluções, mesmo que pontuais, para as nossas cidades existentes. Afinal, cidade boa queremos agora. E como como fazer das nossas, cidades saudáveis?
Nem sempre são precisas soluções grandiosas. Para retomar as cidades podemos  fomentar a participação popular em ações solidárias e projetadas por equipes multidisciplinares que gerem soluções baratas e que tenham o potencial de mudar as cidades. 

Alguns exemplos de mudanças em cidades existentes, alguns mais simples, outros mais ousados, podem ser vistos aqui: 

A vida não é estática, novos problemas exigem novas soluções, mas também podemos contar com novos conhecimentos. O urbanista de hoje tem que lidar com o inédito, e não existem soluções prontas. É preciso estar livre de preconceitos, considerar tudo com holisticidade, e manter uma postura de vanguarda, que é imprescindível para o urbanista. Temos que lidar com uma realidade inédita, cheia de problemas também inéditos. O que nunca foi feito não pode ter histórico de sucesso, portanto, antes de mais nada, é preciso crer no homem e na cidade, posto que a parte e o todo são indissociáveis.(Premissas do Urbanismo)
E abaixo um vídeo (que achei AQUI), que motivou essa postagem, com algumas pinceladas rápidas de como podemos intervir em nossas cidades para torna-las mais adequadas ao nosso bem estar, lembrando sempre que cidades sustentáveis precisam de cidadãos sustentáveis.


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