Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

Imagem
Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Espaço de vida em projeto comunitário

A Arquitetura revela a sua importância social quando consegue intervir em espaços carentes tanto do ponto de vista econômico como social. Um bom exemplo é esse espaço de vida e paz em um bairro muito pobre e com histórico de violência em Caracas na Venezuela.


Áreas públicas em comunidades são locais de conexão e que podem fomentar um papel agregador da comunidade. Mas muitas vezes o que vemos são espaços abandonados e nesse caso, em particular, um local de tomado por vazamentos e lixo. 


O escritório de arquitetura espanhol PKMN, junto com a comunidade, projetou esse esse espaço, salientando o papel do arquiteto como agente COM JUNTO, não O CRIADOR, mas um dos criadores.

Para esse espaço público se chegou a uma modulação básica e bastante funcional: triângulos. Módulos metálicos que se unem e formam espaços abertos e cobertos. A modulação se repete tanto no piso como espacialmente formando belos espaços que unam a população local em encontros, reuniões, brincadeiras. A solução encontrada é de fácil montagem pela mão de obra local, facilitando a sua execução.



Aqui outro projeto do mesmo escritório. E aqui mais projetos comunitários e para comunidades.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cortina verde na fachada

10 motivos para NÃO fazer arquitetura

Processo da Arquitetura

DIREITO À PAISAGEM