O espaço que envelhece com você: o que a arquitetura tem a ver com os seus próximos 30 anos

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Imaginemos uma manhã comum em qualquer cidade por aí: alguém acorda, vai ao banheiro no escuro, tropeça no batente que nunca incomodou tanto antes, segura a parede porque não há barra de apoio, e pensa que está ficando velho. Não está. Está vivendo num espaço que nunca foi pensado para o corpo que ele tem hoje. Esse é o ponto que me interessa. Envelhecer todos (os que tiverem sorte) vão. Mas até que ponto a arquitetura ignora estes processos? As projeções nos dizem que o Brasil vai ter 58 milhões de pessoas com mais de 60 anos em 2060. E o que estamos construindo para receber esse contingente? Apartamentos com corredores de 80 centímetros. Banheiros onde dois adultos mal conseguem se virar. Entradas sem rampas. Calçadas que parecem ter sido projetadas para testar equilíbrio. A cidade, como eu costumo repetir por aqui, nunca te viu. E a maioria dos lares também não. "Aging in place" não é um conceito de design escandinavo importado para Instagram. É o direito de permanecer no ...

Construindo cidades mais seguras

Um dos maiores temores das nossas cidades tem sido o temor urbano. Medo da violência. Insegurança de sair às ruas que impede que cidadãos tenham uma vida mais prazerosa e usufruam de múltiplas atividades urbanas. Mas como construir cidades mais seguras? Quais as respostas que a arquitetura tem para isso?
É o que vemos nessa palestra TEDx onde a arquiteta Macarena Rau Vargas nos fala de forma resumida como o temor gera mais temor e como o resgate da confiança comunitária e o contato humano são fundamentais para tornar mais seguras nossas cidades. Mais gente nas ruas.
"Un modelo sostenible de seguridad ambiental a largo plazo requiere que se construya la confianza ciudadana en los barrios para lograr el encuentro y el contacto humano por sobre el encierro"(Fonte)

Ela cita cinco pontos que seriam:

  1. Vigilância natural - e mais que cercas, são as pessoas vendo as pessoas que cria essa forma de vigilância.
  2. Reforço territorial
  3. Criar marcas positivas nos espaços
  4. Manutenção
  5. Participação comunitária  

E é na participação do usuário que ela faz o chamamento para que os sonhos das pessoas ajudem a criar as suas cidades. 
“Es necesario construir una red social donde el ciudadano sea protagonista y no sea visto como objeto por las autoridades; se requiere una sociedad civil muy fuerte que exija y vigile, que las personas se reencuentren entre sí, que vuelvan a tomar la ciudad y saquen a la delincuencia de los espacios públicos”Macarena Rau Vargas
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