Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

Cidade feitas para as pessoas

Parece meio óbvio que as cidades devem ser planejadas para as pessoas. Afinal quem faz as cidades? As pessoas!

Mas o óbvio nem sempre é a resposta mais usada. Os técnicos se debruçam sobre pesquisas, teorias e referenciais de urbanismo para proporem planos diretores cada dia mais difíceis de serem compreendidos. Vide os inúmeros cursos e manuais para decifra-los. E as várias reuniões que os arquitetos fazem para entender o que podem ou não podem fazer...

Mas nem sempre as soluções para tornar as cidades mais compatíveis com uma escala urbana mais humana são mirabolantes. Na maioria das vezes podem ser soluções bastante simples e viáveis. Foi uma das coisas que mais gostei de ouvir na palestra do TEDxLaçador onde a professora Maria Nazareth Agra Hanssen nos fala de uma pesquisa que ouvia as crianças. Como as crianças planejariam uma cidade? Uma das ideias lançadas ali é semelhante ao que foi feito em São Paulo, no projeto das Zonas Verdes. A ideia central era resgatar um espaço de convívio para as pessoas, e tirando esse espaço justo do automóvel. Ou seja inverter a lógica de prioridades que tem levado os centros urbanos a priorizarem o transporte de quadro rodas por décadas. 

Afinal as cidades são feitas de quê? De e para as pessoas  

    
Zonas Verdes - São Paulo
Mais propostas podem ser encontradas no blog Cidades para Pessoas,
no site do arquiteto Jan Gehl e ainda no site da ONG Projetos para Espaços Públicos
Fonte

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