MG08 habitação flexível

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Habitar uma casa movimenta uma série de sonhos e emoções. Possuir uma casa evoca ancestrais desejos de segurança. Mas nem sempre as necessidades permanecem as mesmas. As situações de fora e de dentro se modificam e pedem espaços que sejam flexíveis. A Maria Guerrero, também conhecida como MG08 em Madri, projetada pelo Studio Burr , foi pensada para ser uma habitação que possa ser transformada de acordo com essas novas necessidades dos moradores.   María Guerrero é uma casa que nasceu dividida em duas. Para poderem arcar com os custos de aquisição e construção, os habitantes deste empreendimento iniciam a sua vida neste espaço ocupando metade da casa e alugando a outra metade como habitação independente. Apesar da narrativa interessante, me pareceu muito com essas casas geminadas onde se coloca uma parede no meio, que pode ser removível se houver interesse em unir os espaços. Algo que já vem sendo usado e que, com um nome interessante, chama mais a atenção.  Segundo o site dos arquiteto

Brainport, uma pesquisa para criar o bairro mais inteligente do mundo

Seres gregários que somos, viver em comunidades sempre foi nosso desafio de sobrevivência. Com o crescimento populacional, agravado com hábitos de consumo excessivo, as soluções para planejar cidades para as pessoas com respeito ao meio ambiente e às condições de vida mais saudáveis e energeticamente responsáveis tem sido tema de pesquisa em várias instituições de ensino superior. O Brainport, distrito inteligente, que vem sendo criado pelo UNStudio e pela Universidade de tecnologia de Eindhoven, na Holanda, é uma tentativa de resposta para isso.   

O Brainport Smart District será uma área residencial e de trabalho inteligente, onde o ambiente de desenvolvimento urbano é projetado em conjunto com novas tecnologias para transporte, saúde, geração e armazenamento de energia e construção circular. Os moradores também desempenham um papel importante no desenvolvimento de seu próprio ambiente de vida. 


Um local de experimentação que não seja focado pontualmente, mas que agregue soluções que possam trazer mais qualidade real de vida às pessoas em meio urbano, através de ações como: 

  • Apoio ao design e ao comportamento das pessoas, sabendo que dados levantados devem embasar soluções pró ativas e que a educação e conscientização torna cidadãos mais sustentáveis em suas ações.
  • Segurança incrementada por uma iluminação inteligente de Segurança.
  • Uso do conceito de de vida VIVALIB, que ajuda os idosos a permanecer o maior tempo possível em sua casa, usando recursos tecnológicos (domótica) aliado a uma plataforma de serviços. Veja aqui as melhores cidades para idosos no Brasil.
  • Uso de um aplicativo para qualidade do ar saudável nas residências que oriente e ajude nas escolhas sobre o clima interno, aumentando a autonomia das pessoas quanto ao seu uso.
  • Criação de espaços urbanos menos poluídos acusticamente pelo uso racional de materiais adequados.  

Um ambiente urbano experimental em constante evolução, com a participação dos habitantes, onde os dados colhidos tenham garantia de privacidade é a proposta real que está sendo implementada como um grande laboratório vivo na Holanda.

Se funcionará na prática é o que se pretende com a pesquisa. Se funcionar, será aplicável em escalas maiores. Iniciativas dessa ordem já aconteceram no mundo, com sucessos e fracassos.

A questão crucial é: precisamos mudar nossos rumos de civilização e convivência urbana? Como faremos isso?

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