Pular para o conteúdo principal

Brainport, uma pesquisa para criar o bairro mais inteligente do mundo

Seres gregários que somos, viver em comunidades sempre foi nosso desafio de sobrevivência. Com o crescimento populacional, agravado com hábitos de consumo excessivo, as soluções para planejar cidades para as pessoas com respeito ao meio ambiente e às condições de vida mais saudáveis e energeticamente responsáveis tem sido tema de pesquisa em várias instituições de ensino superior. O Brainport, distrito inteligente, que vem sendo criado pelo UNStudio e pela Universidade de tecnologia de Eindhoven, na Holanda, é uma tentativa de resposta para isso.   

O Brainport Smart District será uma área residencial e de trabalho inteligente, onde o ambiente de desenvolvimento urbano é projetado em conjunto com novas tecnologias para transporte, saúde, geração e armazenamento de energia e construção circular. Os moradores também desempenham um papel importante no desenvolvimento de seu próprio ambiente de vida. 


Um local de experimentação que não seja focado pontualmente, mas que agregue soluções que possam trazer mais qualidade real de vida às pessoas em meio urbano, através de ações como: 

  • Apoio ao design e ao comportamento das pessoas, sabendo que dados levantados devem embasar soluções pró ativas e que a educação e conscientização torna cidadãos mais sustentáveis em suas ações.
  • Segurança incrementada por uma iluminação inteligente de Segurança.
  • Uso do conceito de de vida VIVALIB, que ajuda os idosos a permanecer o maior tempo possível em sua casa, usando recursos tecnológicos (domótica) aliado a uma plataforma de serviços. Veja aqui as melhores cidades para idosos no Brasil.
  • Uso de um aplicativo para qualidade do ar saudável nas residências que oriente e ajude nas escolhas sobre o clima interno, aumentando a autonomia das pessoas quanto ao seu uso.
  • Criação de espaços urbanos menos poluídos acusticamente pelo uso racional de materiais adequados.  

Um ambiente urbano experimental em constante evolução, com a participação dos habitantes, onde os dados colhidos tenham garantia de privacidade é a proposta real que está sendo implementada como um grande laboratório vivo na Holanda.

Se funcionará na prática é o que se pretende com a pesquisa. Se funcionar, será aplicável em escalas maiores. Iniciativas dessa ordem já aconteceram no mundo, com sucessos e fracassos.

A questão crucial é: precisamos mudar nossos rumos de civilização e convivência urbana? Como faremos isso?

Gostou? Compartilhe e nos siga também nas redes sociais

Twitter Flipboard Facebook Instagram Pinterest

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Slim Fit, uma micro casa que tem muito espaço

  Uma micro casa vertical de 50m², vencedora do Design Awards 2018 na cateHabitat, chamada de SLIM FIT House pela arquiteta portuguesa radicada na Holanda, Ana Rocha , é uma proposta de moradia permanente para pessoas que moram sós nas grandes cidades. Segundo o site da arquiteta, a micro-residência, que ocupa menos que duas vagas de estacionamento, tem como conceito ser projetada " para o grupo crescente de solteiros que preferem a localização ao invés do tamanho, e que desejam viver de forma compacta, mas confortável, durável, cheia de identidade e, acima de tudo, centralmente em contextos urbanos." A casa vertical joga bem com a equação sensação de espaço e economia de metragem. Setoriza área de alimentação, refeições e despensa no térreo. Uma escada, sutilmente mesclada a um armário estante faz a ligação aos outros andares. No segundo, um estar e dormitório e banheiro no terceiro.     Fotos: Christiane Wirth Nos siga também nas redes sociais Twitter   Flipboard   Faceboo

Redes sociais, o aprendizado e as interações perdidas e achadas

Sim que a vida digital trouxe uma série de vantagens em nossas vidas. Posso ser jurássica e em muitos casos, ainda analógica, mas amo uma interação social e profissional virtual. Um dos grandes locais onde conheci vários amigos super queridos, profissionais, que tanto me acrescentaram, foi o grupo de Arquitetura do Yahoo. Lembro até hoje quando li em uma revista de arquitetura sobre ele, me inscrevi e lá estava eu no meio de debates de todas as matizes e locais. Por isso senti profundamente quando os grupos daquela plataforma foram extintos.  Leia também  Nuvem passageira Por sorte, também sou acumuladora em redes virtuais . Meu espaço de email guarda uma série de debates desde 2005. Às vezes volto a eles e constato o quanto tem de assuntos relevantes, inclusive para os dias atuais. Fazendo uma breve reflexão tendo a pensar que, nesses 15 anos de interação virtual e convivência em redes, perdemos muito em profundidade de debates, embora tenhamos crescido em possibilidades. Lógico que f

Transformando um problema em solução - impressão 3D

Uma cabana feita com impressão 3D usando concreto e uma madeira que era imprestável, porque destruída por um inseto invasor, é o projeto realizado pelos professores de arquitetura, Leslie Lok e Sasa Zivkovic, da Cornell University. O Emerald Ash Borer é um besouro que ataca bilhões de freixos em todos os Estados Unidos e as inutiliza para o uso comercial. fazendo com que as árvores infestadas sejam queimadas ou simplesmente largadas como refugo. Foi pensando neste problema que os pesquisadores da HANNAH chegaram a essa solução de aproveitamento da madeira para construção. Para tanto construíram uma plataforma robótica para processar essa madeira que seria descartada. Como isso foi feito? Usando um braço robótico que antes construía carros e foi adaptado para dar forma à madeira, aliado a um sistema de impressão 3D que usa uma quantidade mínima necessária de concreto. O resultado? Fotos: HANNAH / Andy Chen / Reuben Chen Nos siga também nas redes sociais Twitter   Flipboard   Facebook  

Dicas para economizar na conta da luz

  Não bastasse os sustos do ano, os gastos do fim dele (ufa!) que não são apenas presentes, mas impostos, 13°, etc, etc, vamos ter também bandeira vermelha nas contas de luz. A Agência Nacional de Energia Elétrica já tomou essa decisão, que começa a vigorar no começo de dezembro.  O verão se aproxima com promessas de muito calor, estamos usando muitos aparelhos em casa para manter nossa rotina e trabalho seguindo. Então o que podemos fazer para economizar e não levar (tanto) susto na hora de pagar a conta?    Consciência Em primeiro lugar: consciência. Parece básico, mas não é. Sabe aquele ato automático de abrir a geladeira e ficar pensando no que vai comer? Ou beber? Não faça. Deixar acesas luzes em ambientes onde ninguém está. Apague. Lembro sempre do meu pai que nos incutiu essa cultura do não desperdício desde pequenos. Assimile e passe adiante. Splits e ar condicionado Este será um verão atípico porque muitas vezes teremos que abrir mão de ventilação mecânica em função da pandemi