10 de nov de 2018

Quais as melhores cidades brasileiras para idosos e idosas?

Envelhecer não é um processo dos mais fáceis em uma sociedade que glorifica a juventude. Tudo bem que hoje, nós os idosos ou adultos que já passaram das seis décadas de vida, não somos mais como os vovózinhos de antigamente. Não precisamos deixar de fazer coisas que gostamos, muitos de nós somos autônomos, saudáveis e mesmo nossos corpos são cuidados com maior afinco que anos atrás. Mas mesmo com todos estes avanços, não somos mais jovens. Por mais que nosso olhar brilhe como se ainda fossemos crianças descobrindo a vida! E somos cada vez mais numerosos...

O envelhecimento sistemático de quase todas as sociedades urbanas indica a possibilidade de a geriatria crescer mais do que a pediatria em futuro próximo. Leandro Karnal  
Como estamos preparando nossas cidades para estas gerações mais longevas?
 Pixabay
Não seria interessante se os gestores de nossos municípios contassem com indicadores para mostrar como estão as cidades grandes e pequenas em vários quesitos como educação, bem estar, cuidados com a saúde, com gráficos que mostrem onde a cidade está bem e onde precisa melhorar? 

Pois fiquei sabendo de um índice que pesquisou as condições de quase 500 cidades brasileiras, grandes e pequenas, para mostrar como atendem às necessidades da população mais idosa. É o IDL

O Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade – Instituto de Longevidade Mongeral Aegon/FGV (IDL) é um instrumento de medida do grau de preparação dos municípios brasileiros para o envelhecimento de suas comunidades. Fruto da parceria entre o Instituto de Longevidade Mongeral Aegon e a Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV/EAESP), por meio do IDL são reveladas as atuais condições de 498 cidades brasileiras, tendo em vista sua capacidade de atender às necessidades básicas de vida, destacadamente dos adultos mais idosos.
 Como exemplo vou mostrar o caso de Porto Alegre, a cidade onde moro, e que está muito bem no ranking (3ª) para pessoas dos 60 aos 75 anos. E 7ª para acima dos 75 anos. Vejam AQUI os resultados. 


  • IDL
  • Cidade Mediana
  • Cidade Vencedora

Pela imagem acima podem ver que a capital dos gaúchos é relativamente bem equilibrada. Seu ponto alto é no quesito habitação para idosos e o seu ponto mais falho é em educação e trabalho.

Os pontos positivos de Porto Alegre, segundo o estudo são:
A cidade possui liderança nas questões relativas a Habitação consideradas no Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade – Instituto de Longevidade Mongeral Aegon/FGV, especialmente por possuir a maior quantidade de condomínios residenciais dedicados a idosos. Na temática de saúde, Porto Alegre apresenta-se em destaque, ocupando a sexta posição, essencialmente por possuir o maior número de enfermeiras por habitante, entre as 150 maiores cidades do país. Porto Alegre também se destaca positivamente pelo desempenho em questões relativas à cultura e ao engajamento das pessoas, fazendo a cidade ser um lugar vibrante e ativo. A cidade exibe um dos menores índices de idosos que dependem de seus parentes, e é uma das cidades com maior número de cinemas.
E os pontos que devem ser melhorados são:
A concentração de renda apresenta-se um aspecto crítico para a cidade de Porto Alegre, que se encontra entre as 20 cidades de pior distribuição de renda, entre as 150 maiores cidades do país. No campo da educação a cidade tem espaço para avançar, especialmente em dois eixos: aumentar o número de pessoas matriculadas no ensino superior e reduzir a taxa de distorção entre idade e série. Em que pese ser a terceira cidade de melhor desempenho em Cultura e engajamento, possui baixa taxa de casamentos envolvendo idosos.
A metodologia usada pode ser encontrada AQUI. E entre as cidades grandes a melhor avaliada em termos gerais é Santos (SP) e entre as pequenas é São João da Boa Vista (SP).

Dica do professor arquiteto Jorge Costa

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