Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Cidade feitas para as pessoas

Parece meio óbvio que as cidades devem ser planejadas para as pessoas. Afinal quem faz as cidades? As pessoas!

Mas o óbvio nem sempre é a resposta mais usada. Os técnicos se debruçam sobre pesquisas, teorias e referenciais de urbanismo para proporem planos diretores cada dia mais difíceis de serem compreendidos. Vide os inúmeros cursos e manuais para decifra-los. E as várias reuniões que os arquitetos fazem para entender o que podem ou não podem fazer...

Mas nem sempre as soluções para tornar as cidades mais compatíveis com uma escala urbana mais humana são mirabolantes. Na maioria das vezes podem ser soluções bastante simples e viáveis. Foi uma das coisas que mais gostei de ouvir na palestra do TEDxLaçador onde a professora Maria Nazareth Agra Hanssen nos fala de uma pesquisa que ouvia as crianças. Como as crianças planejariam uma cidade? Uma das ideias lançadas ali é semelhante ao que foi feito em São Paulo, no projeto das Zonas Verdes. A ideia central era resgatar um espaço de convívio para as pessoas, e tirando esse espaço justo do automóvel. Ou seja inverter a lógica de prioridades que tem levado os centros urbanos a priorizarem o transporte de quadro rodas por décadas. 

Afinal as cidades são feitas de quê? De e para as pessoas  

    
Zonas Verdes - São Paulo
Mais propostas podem ser encontradas no blog Cidades para Pessoas,
no site do arquiteto Jan Gehl e ainda no site da ONG Projetos para Espaços Públicos
Fonte

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