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Capela da Floresta para encerrar (e encarar) a dor da perda

A morte e toda tristeza que ela encerra. As cerimônias de despedida e o sentir dos que ficam. Como lidar com esses momentos e esses sentimentos na hora de projetar espaços para a Arquitetura da Morte? Ou que lidem com esse momento? 

Antes de ser abrigo, a Arquitetura se caracterizou como um "símbolo de crenças comunitárias" (1), mormente o respeito aos mortos. Uma das características que nos diferem dos animais. Pranteamos quem parte antes de nós. E mesmo os que não creem em forças superiores, deuses ou explicações mais etéreas, também se quedam perplexos ante a finitude.
Como tratar então esses espaços onde se possa estar com a dor, a tristeza, o recolhimento consigo que a perda traça em cada um de nós? No cemitério Sayama Lakeside, encontra-se a Capela da Floresta, projeto do estúdio NAP Architects de Hiroshi Nakamura. A imagem que me chamou mais a atenção mostra suas entranhas, a estrutura em madeira laminada que, segundo os projetistas, lembra o gesto da oração, das mãos que se unem como que fechando um centro de energia para embalar nossa dor interna.
Segundo o arquiteto, a natureza em redor norteou seu projeto, fazendo com que as árvores da floresta abraçassem a Capela, como que num acolhimento do que vem a mundo e a ele retorna, fechado o ciclo de vida humana.  

Sua arquitetura procurou causar a "menor perturbação possível" na natureza. e se inspirou no estilo Gassho:

Gassho é um tradicional estilo arquitetônico japonês. Por um lado significa o encontro de duas vigas umas contra as outras. Mas também significa a forma das mãos em oração.  

A estrutura de madeira foi coberta com azulejos de alumínio com seis tamanhos diferentes artesanalmente colocados.  

(1) Entender a Arquitetura - Roth, Leland - Cap. 09

Fonte
Fotos: © Hiroshi Nakamura & NAP.

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