Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Planejar e aprimorar - duas sugestões de leitura


Estes dias achei um papel perdido dentro de um livro (sempre faço isso - deixo rastros do que penso espalhados de forma física pelo mundo). Era um planejamento para estratégias de consultoria para o comércio. Eram os anos 90. Para quem não viveu, uma época bastante complicada para se trabalhar. O que me chamou a atenção no que escrevi? 

Duas abordagens para a crise: uma negativa e uma positiva. A positiva era justamente tratar a crise como oportunidade de crescimento.

E é bem assim. Não existe muito choro nem vela. Ou se enfrenta ou se morre na praia.Minha geração é mais calejada porque a gente saía de uma crise para entrar em outra. Novas gerações que vem de momentos mais calmos talvez não saibam muito bem como enfrentar esses dias de vacas magras. 

E uma das maneiras de enfrentar profissionalmente é justamente se aprimorando, procurando nichos, procurando maneiras de aprender e evoluir. Se for possível faça cursos de formação, pós graduações. Leia. Leia muito e pesquise.

Estou lendo dois livros muito interessantes que recomendo para vocês. O primeiro faz parte de uma coleção e é sobre como Planejar espaços para o Design de Interiores
O que ele tem de interessante? É um guia prático de como elaborar projetos de interiores que pode ser útil para quem está estudando, para quem já é graduado e até mesmo para as pessoas que curtem a profissão.
Traz uma farta ilustração com fotos, roteiros e desenhos que nos mostra o quão elaborado é o trabalho de quem lida com espaços. E que um bom projeto é bem mais que uma ideia e alguns riscos ou mesmo um desenho digital, mesmo que lindamente renderizado.

E quando apresenta os croquis, hoje também conhecidos com "sketches", que a segunda sugestão se torna mais evidente. Sketching para Arquitetura e Design de Interiores do móvel ao edifício é um poderoso auxiliar para o desenvolvimento dessa ferramenta tão atrelada ao afazer arquitetônico. 
Vários estudantes de arquitetura perguntam: é indispensável saber desenhar? E se eu não domino a técnica, como faz?
Não, não é preciso que você seja um artista e desenhe com perfeição. Mas sim, você precisa aprimorar o desenho a mão livre. Além da expressão do que se cria, o ato de desenhar a mão leva à outras formas de olhar o que se faz.

Treinar o olhar e o traço com um roteiro bem prático e bem bacana faz com que esse aprendizado seja muito mais prazeroso. 

Assim lembre sempre que o sucesso se faz de talento sim, mas muito mais de suor. Todo grande profissional se dedicou à aprender sempre. Á aprimorar sempre e nunca ficou satisfeito com o que sabia. Sempre quis e quer saber mais. 

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