Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Planejar e aprimorar - duas sugestões de leitura


Estes dias achei um papel perdido dentro de um livro (sempre faço isso - deixo rastros do que penso espalhados de forma física pelo mundo). Era um planejamento para estratégias de consultoria para o comércio. Eram os anos 90. Para quem não viveu, uma época bastante complicada para se trabalhar. O que me chamou a atenção no que escrevi? 

Duas abordagens para a crise: uma negativa e uma positiva. A positiva era justamente tratar a crise como oportunidade de crescimento.

E é bem assim. Não existe muito choro nem vela. Ou se enfrenta ou se morre na praia.Minha geração é mais calejada porque a gente saía de uma crise para entrar em outra. Novas gerações que vem de momentos mais calmos talvez não saibam muito bem como enfrentar esses dias de vacas magras. 

E uma das maneiras de enfrentar profissionalmente é justamente se aprimorando, procurando nichos, procurando maneiras de aprender e evoluir. Se for possível faça cursos de formação, pós graduações. Leia. Leia muito e pesquise.

Estou lendo dois livros muito interessantes que recomendo para vocês. O primeiro faz parte de uma coleção e é sobre como Planejar espaços para o Design de Interiores
O que ele tem de interessante? É um guia prático de como elaborar projetos de interiores que pode ser útil para quem está estudando, para quem já é graduado e até mesmo para as pessoas que curtem a profissão.
Traz uma farta ilustração com fotos, roteiros e desenhos que nos mostra o quão elaborado é o trabalho de quem lida com espaços. E que um bom projeto é bem mais que uma ideia e alguns riscos ou mesmo um desenho digital, mesmo que lindamente renderizado.

E quando apresenta os croquis, hoje também conhecidos com "sketches", que a segunda sugestão se torna mais evidente. Sketching para Arquitetura e Design de Interiores do móvel ao edifício é um poderoso auxiliar para o desenvolvimento dessa ferramenta tão atrelada ao afazer arquitetônico. 
Vários estudantes de arquitetura perguntam: é indispensável saber desenhar? E se eu não domino a técnica, como faz?
Não, não é preciso que você seja um artista e desenhe com perfeição. Mas sim, você precisa aprimorar o desenho a mão livre. Além da expressão do que se cria, o ato de desenhar a mão leva à outras formas de olhar o que se faz.

Treinar o olhar e o traço com um roteiro bem prático e bem bacana faz com que esse aprendizado seja muito mais prazeroso. 

Assim lembre sempre que o sucesso se faz de talento sim, mas muito mais de suor. Todo grande profissional se dedicou à aprender sempre. Á aprimorar sempre e nunca ficou satisfeito com o que sabia. Sempre quis e quer saber mais. 

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