Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Que venha 2016 - vou deixar a vida me levar

Quando um ano vai acabando, geralmente vou escolhendo uma palavra para o próximo. Fiz isso nos anos anteriores e foi bem bacana. Desvirtualizar foi a palavra de 2013 e desapego a de 2014.

Mas 2015 me pegou de roldão no finalzinho. Mãe no hospital, pouco tempo e cabeça me restam para pensar em palavras. Assim vou deixar a vida me levar em 2016.

Meu 2015 foi de desafios. Qual ano não o é? Cada um deles encerra lições. Umas mais cabeludas, outras mais prazerosas. 

Tenho todavia muito a agradecer.  

Tive excelentes clientes que me proporcionaram o privilégio de poder planejar seus espaços, o que me trouxe ótimos momentos de criação e execução.

Boas parcerias de mão de obra e fornecedores também ajudaram muito na concretização de minhas ideias. Sem eles, nada poderia fazer.

Foi um ano relativamente calmo em termos de saúde (a não ser pelo final), mas mesmo assim, ao olhar para o lado, vejo que meus problemas (se os tive) foram infinitamente pequenos, perto de tantos que perderam muito.

Conheci amigos de longa convivência virtual. Resgatei outros na convivência das redes. Tive momentos gloriosos de conhecer novos amigos na vida real. Foi muito bom.

Aprendi. Me propus novos desafios em áreas que não a arquitetura. Ampliar horizontes é uma das mais gratificantes maneiras de crescimento pessoal que conheço.

Se não viajei ao vivo, o fiz com relatos de amigas e amigos. E vibrei com cada momento como se fora eu que os vivesse.

Consegui pesquisar e ler mais que os outros anos. Ainda não retomei meus velhos bons hábitos de MUITA leitura, mas estou no caminho.

Me proporcionei encontros culturais, gastronômicos e sociais que me deram muita energia boa.

Formei e reforcei parcerias profissionais para o blog que me dão muito prazer e reforçam minha gana de continuar mais e mais.      

Em 2016 espero...

Continuar mais e mais.

Ter prazer no que faço. Fundamental para a minha boa saúde.

Caminhar mais. Ler mais. Gatear mais. Namorar mais. Rir mais. Conviver mais. E se possível até dançar, coisa que não faço há muito tempo.

Acho que uma das coisas que a vida pode me levar é resgatar velhos e simples prazeres. 

Compartilhar com vocês novas descobertas, reflexões e rumos que a Arquitetura possa nos brindar.

Um bom 2016 para vocês.  Façamos dele um ano maravilhoso. Cada um fazendo um pouquinho, vai juntar um montão.

Volto no ano que vem. Agora é descansar e sair do virtual e viver a vida real com mais intensidade.  

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