Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

Imagem
Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Projetos para 2014 - desapego

Não, esta não é uma postagem sobre resoluções para o novo ano e nem sobre meus planos profissionais para 2014. Na verdade não fiz nem um nem outro.

A única coisa que me parece clara é a minha palavra de 2014: Desapego. E não pensem que seja uma coisa fácil. Sou uma acumuladora em potencial, então o desafio que me proponho não é pequeno. Espero estar à altura dele.

Não, isso não significa que vou virar uma minimalista. Isso seria um exagero semântico e não sou definitivamente uma pessoa extremada. Espero apenas focar cada dia mais no essencial, no que importa e deixar as firulas de lado. Mas especialmente espero aprender a abrir mão. Deixar que as coisas e pessoas sigam seus rumos. Aprender quando, como e por que também é uma sabedoria da vida.

Dos espaços que a mim couber trabalhar, espero traçar vida e função, fazer desabrochar harmonia e personalidade. Descobrir novos materiais, novos usos, reciclar intenções e metas. Reusar. Doar. E recusar o que não seja para mim e possa servir a mais alguém.
Espero resgatar um lado poético que em mim vive e anda adormecido. Espero redescobrir prazeres que estão hibernando. Espero recuperar forças e energias que navegam no meu mar de ideias e atos.
Para 2014 espero um ano par. Par de trocas, par de amores, par de realizações. Par de busca. Um ano em que a vida se faça de forma simples, sem grandes fogos que já disse que não sou espetaculosa, mas com muita luz.

Para realizar esses projetos e fazer de um novo ano um novo começo, espero estar comigo. Cada dia mais. Me abastecer de leituras boas, de bons amigos, de boas práticas de vida. Espero desapegar de velhas ideias, desapegar de medos que me tolhem, desapegar de energia estrangulada de objetos que devem seguir seu rumo. Espero chegar ao final do ano com um sorriso maroto nos lábios e uma sensação de vida correndo nas veias. 
Fotos: Pinterest

Comentários

  1. Belíssimo post Elenara. Se é, pelo menos, uma "carta de intenções", está pra lá de boa! Boa sorte, que tudo se realize! ;-)

    ResponderExcluir
  2. Obrigada! Não vai ser fácil, mas já está na hora! Beijos Maria Alice!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Sua opinião é super importante para nós ! Não nos responsabilizamos pelas opiniões emitidas nos comentários. Links comerciais serão automaticamente excluídos

Postagens mais visitadas deste blog

Cortina verde na fachada

10 motivos para NÃO fazer arquitetura

Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

Calungas, a representação da escala nos desenhos