Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

A gente quer comida e cultura - Descobrindo Riga

Esses dias estava lendo uma postagem do Alexandre Inagaki sobre os nomes de muitos blogs, um deles o da querida Sam Shiraishi, que se inspiraram em músicas. Hoje, no almoço cultural do Studio Clio, sobre Riga, a Capital Europeia da Cultura de 2012, me lembrei muito dessa música dos Titãs: 
A gente não quer só comida
A gente quer bebida, diversão, balé
A gente não quer só comida
A gente quer a vida como a vida quer

A gente quer muito mais da vida. A gente (muito eu isso) quer saber. Quer saber gostoso. Quer ligar a arquitetura com a vida que nela se encerra. Quer admirar um prédio, um estilo, uma cidade, mas sempre inserida no seu contexto mais amplo. Por mais bela que seja uma edificação, ela não existe por si só. Ela é resultado de uma história. E conhecer essa trajetória, por mais breve que seja esse tomar contato, sempre abre portas para a busca. E no final das contas, o que realmente importa é a BUSCA.

Por isso meu fascínio por aprender. E mais, meu fascínio por aprender com prazer. Tudo o que entra para nós estimulando os sentidos, permanece em nossas memória por mais tempo. Me lembro que aprendi a ler com histórias de teatro, com bonequinhos em um palco em sala de aula. Essa imagem me acompanha até hoje e ir ao colégio sempre foi associado a coisa boa. Aprender olhando, ouvindo, degustando, cheirando e tocando nos faz guardar muito mais as informações.

Talvez por isso o meu encantamento pelos almoços culturais. Me fascina viajar na viagem de outro. Lógico que me encanta mais viajar na minha, mas nem sempre isso é possível. Então esses momentos em que me deixo levar pelo encantamento de aprender e ao mesmo tempo degustar uma comida maravilhosa, acompanhada de um vinho incrível e em excelente companhia, são para mim portas de entrada de um mundo de descobertas.

Eu não sabia nada de Riga. Talvez quando muito tivesse ouvido falar no seu nome. Mas não sabia que era uma cidade cosmopolita, embora pequena (cerca de 800.000 habitantes), cheia de cultura, com uma economia pujante e com uma história que remonta à idade média (1200 DC).

Não sabia, por exemplo, que ela reúne um dos maiores acervos em Art Noveau do mundo, com uma profusão de prédios muito bonitos. Passear pela sua história, pelo seu povo, pelas suas canções e ruas me fez sentir mais plena daquilo que torna a gente mais inteiro: conhecimento.

Abaixo um pouco de sua arquitetura. Sugiro uma pesquisa nos links que coloquei abaixo e depois um aprofundamento de onde foram tirados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fotos -  Rigar - Latvia e Riga Architecture

O almoço sobre Riga teve palestra de Tiago Halewicz e gastronomia da chef Carine Tigre.

Cardápio 


Entrada

Pão de centeio com creme de queijo e sardinha condimentada


Prato principal
Ragu de carne com ervilhas, bacon e batatas


Sobremesa
Alexander Tarte (massa folhada com chantilly e frutas vermelhas)



Outros eventos com gastronomia cultural AQUI

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