Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

"Nenhum projeto é muito pequeno para grandes idéias."


Na hora em que eu li esse post, levei um susto! Como assim, arquitetura por 5 cents???? Mas depois, lendo com calma, até que achei sentido na proposta...

A ideia é baseada na Lucy, aquela amiga do Charlie Brown que oferece conselhos psiquiátricos por esse preço. 

Pois esse jovem arquiteto teve a ideia de repetir o feito e montou uma banquinha em um mercado de agricultores nos EUA. E parece que obteve êxito. Não, ele não vendeu projetos por 5 cents. Ele ofereceu uma conversa sobre como as pessoas vivem e como o que fazem em suas casas reflete no meio ambiente. Isso me pareceu muito bom. E quem trabalha na profissão, sabe que se fossemos cobrar 5 centavos por palpite que nos pedem, poderíamos fazer um bom pé de meia no final do mês. A maioria das vezes fazemos isso de graça. Por puro prazer.

Tá bom, eu já disse aqui que palpite não é projeto. E não é. E nem estou dizendo para começarmos a oferecer palpites ou colocar uma banquinha na praça. Mas achei bem inventiva a iniciativa do rapaz, isso eu achei. Quantas pessoas precisam exatamente de uma boa conversa para esclarecer dúvidas. E quantos profissionais ficam encastelados em seu saber sem buscar pontos de contato com o cliente? Obvio que muitas pessoas gostaram dessa abordagem e ele deve ter conseguido alguns clientes que materializaram projetos. Gol.

 

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