Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

Imagem
Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

"Nenhum projeto é muito pequeno para grandes idéias."


Na hora em que eu li esse post, levei um susto! Como assim, arquitetura por 5 cents???? Mas depois, lendo com calma, até que achei sentido na proposta...

A ideia é baseada na Lucy, aquela amiga do Charlie Brown que oferece conselhos psiquiátricos por esse preço. 

Pois esse jovem arquiteto teve a ideia de repetir o feito e montou uma banquinha em um mercado de agricultores nos EUA. E parece que obteve êxito. Não, ele não vendeu projetos por 5 cents. Ele ofereceu uma conversa sobre como as pessoas vivem e como o que fazem em suas casas reflete no meio ambiente. Isso me pareceu muito bom. E quem trabalha na profissão, sabe que se fossemos cobrar 5 centavos por palpite que nos pedem, poderíamos fazer um bom pé de meia no final do mês. A maioria das vezes fazemos isso de graça. Por puro prazer.

Tá bom, eu já disse aqui que palpite não é projeto. E não é. E nem estou dizendo para começarmos a oferecer palpites ou colocar uma banquinha na praça. Mas achei bem inventiva a iniciativa do rapaz, isso eu achei. Quantas pessoas precisam exatamente de uma boa conversa para esclarecer dúvidas. E quantos profissionais ficam encastelados em seu saber sem buscar pontos de contato com o cliente? Obvio que muitas pessoas gostaram dessa abordagem e ele deve ter conseguido alguns clientes que materializaram projetos. Gol.

 

Comentários

Postar um comentário

Sua opinião é super importante para nós ! Não nos responsabilizamos pelas opiniões emitidas nos comentários. Links comerciais serão automaticamente excluídos

Postagens mais visitadas deste blog

Cortina verde na fachada

10 motivos para NÃO fazer arquitetura

Calungas, a representação da escala nos desenhos

Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia