A cidade que envelhece com dignidade

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Uma cidade envelhece como as pessoas e deixa também cicatrizes visíveis. O viaduto que já foi resposta e agora virou problema. A estação de ônibus fechada onde o eco das despedidas ainda ressoa nas paredes vazias. O casarão que insiste em existir entre os edifícios novos. Esse envelhecimento pode ser inteligente, quando as marcas do tempo ensinam sobre escala humana, sobre materiais que resistem, sobre a sombra que o concreto não fabrica. Mas, infelizmente, pode também ser um envelhecimento de abandono: quando a memória vira pretexto para a inércia, e a tradição serve para justificar o descaso. Existe uma diferença que importa muito entre preservar e fossilizar. Preservar é manter viva a conversa entre épocas. Fossilizar é cobrir a cidade com o verniz do passado e chamar isso de respeito. Uma rua medieval que ainda pulsa, ainda abriga comércio e moradia, ainda tem gente que troca palavra na soleira, continua sendo cidade. Quando para de circular, vira cenário. A cidade que envelhece be...

"Nenhum projeto é muito pequeno para grandes idéias."


Na hora em que eu li esse post, levei um susto! Como assim, arquitetura por 5 cents???? Mas depois, lendo com calma, até que achei sentido na proposta...

A ideia é baseada na Lucy, aquela amiga do Charlie Brown que oferece conselhos psiquiátricos por esse preço. 

Pois esse jovem arquiteto teve a ideia de repetir o feito e montou uma banquinha em um mercado de agricultores nos EUA. E parece que obteve êxito. Não, ele não vendeu projetos por 5 cents. Ele ofereceu uma conversa sobre como as pessoas vivem e como o que fazem em suas casas reflete no meio ambiente. Isso me pareceu muito bom. E quem trabalha na profissão, sabe que se fossemos cobrar 5 centavos por palpite que nos pedem, poderíamos fazer um bom pé de meia no final do mês. A maioria das vezes fazemos isso de graça. Por puro prazer.

Tá bom, eu já disse aqui que palpite não é projeto. E não é. E nem estou dizendo para começarmos a oferecer palpites ou colocar uma banquinha na praça. Mas achei bem inventiva a iniciativa do rapaz, isso eu achei. Quantas pessoas precisam exatamente de uma boa conversa para esclarecer dúvidas. E quantos profissionais ficam encastelados em seu saber sem buscar pontos de contato com o cliente? Obvio que muitas pessoas gostaram dessa abordagem e ele deve ter conseguido alguns clientes que materializaram projetos. Gol.

 

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