Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Uma escola alegre e sem grades. Será possível?

Essa semana fiquei muito impactada pelas imagens da destruição do templo de Palmira. É uma parte da História e da Arte que se perde. Não é fato novo na história da humanidade. Já destruímos talvez mais do que conseguimos guardar em nossas bibliotecas e museus. E o que isso tem a ver com uma escola alegre e sem grades? Tudo. Como vamos ver a seguir. 
Destruição do Templo de Palmira 2015
Destruição do templo de Palmira
Grandes pensadores e professores, mestres do despertar a curiosidade foram perseguidos em muitas épocas da nossa história.  Hipátia de Alexandria, tristemente famosa pela destruição de suas bibliotecas por vários fanatismos religiosos e ideológicos, era um exemplo de mestra que pagou com a vida o ousar saber e ensinar.
Hipátia de Alexandria
Hipátia de Alexandria
Galileu Galilei foi obrigado a abjurar o que acreditava para sobreviver e só foi reconhecido muitos séculos após a sua morte.
Galileu Galilei
Galileu Galilei
E o que fazemos nós com as nossas crianças? Ensinamos a pensar? Plantamos sementes de novas vontades de aprender? Ou as colocamos em locais trancados, cheios de rígida disciplina onde aprendem a seguir ordens, rotinas e a pintar flores vermelhas com caules verdes.
Sala de aula tradicional
Sala de aula tradicional
Como boa pesquisadora e amante de novas propostas (vejam aqui uma proposta que tive a oportunidade participar via Synarqs, a Escola Parque), estava pesquisando sobre a área escolar e achei esse documentário chamado "quando sinto que já sei" que foi realizado com contribuições via crowndfunding. 
Educação criativa
Como brincar sem brinquedos?
Os autores pesquisaram vários exemplos de escolas com propostas de ensino mais abertas, mais livres, menos programáticas.
Para Raul Perez, um dos diretores de Quando sinto que já sei , autonomia e afetividade são as principais semelhanças entre as escolas visitadas, e isso significa entender o aluno como indivíduo e não “como um produto na linha de produção em série, como ocorre nas instituições convencionais”.(Fonte)

A educação livre tem como base palavras como CONFIANÇA, COLABORAÇÃO, DESAPEGO, LIBERDADE, HUMILDADE, CURIOSIDADE, ERRO, FAZER… e diversas outras palavras que não são comuns nos ambientes tradicionais.(fonte)


Veja o filme completo AQUI

O documentário traz uma receita de bolo de como deve ser uma escola que desenvolva o pensar? Não. Traz propostas de espaços inovadores para que as crianças e alunos se inspirem? Também não. Então o que faz esse documentário em um blog de Arquitetura? Faz pensar. 

Pensar no que os espaços tradicionais podem não favorecer propostas mais livres. Faz pensar que talvez não precisemos de carteiras e salas enfileiradas e muitas grades para manter alunos protegidos de um mundo que deveria ser seu campo de vivência e aprendizado. Pensar, aprender a pensar por si, é o que realmente qualquer escola deveria fazer. 

Separei também algumas postagens onde falo de escolas que propõem espaços e práticas diferenciadas. Além de uma experiência de criatividade que lembrei com uma frase do documentário: Como brincar sem brinquedos?

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