Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Uma escola alegre e sem grades. Será possível?

Essa semana fiquei muito impactada pelas imagens da destruição do templo de Palmira. É uma parte da História e da Arte que se perde. Não é fato novo na história da humanidade. Já destruímos talvez mais do que conseguimos guardar em nossas bibliotecas e museus. E o que isso tem a ver com uma escola alegre e sem grades? Tudo. Como vamos ver a seguir. 
Destruição do Templo de Palmira 2015
Destruição do templo de Palmira
Grandes pensadores e professores, mestres do despertar a curiosidade foram perseguidos em muitas épocas da nossa história.  Hipátia de Alexandria, tristemente famosa pela destruição de suas bibliotecas por vários fanatismos religiosos e ideológicos, era um exemplo de mestra que pagou com a vida o ousar saber e ensinar.
Hipátia de Alexandria
Hipátia de Alexandria
Galileu Galilei foi obrigado a abjurar o que acreditava para sobreviver e só foi reconhecido muitos séculos após a sua morte.
Galileu Galilei
Galileu Galilei
E o que fazemos nós com as nossas crianças? Ensinamos a pensar? Plantamos sementes de novas vontades de aprender? Ou as colocamos em locais trancados, cheios de rígida disciplina onde aprendem a seguir ordens, rotinas e a pintar flores vermelhas com caules verdes.
Sala de aula tradicional
Sala de aula tradicional
Como boa pesquisadora e amante de novas propostas (vejam aqui uma proposta que tive a oportunidade participar via Synarqs, a Escola Parque), estava pesquisando sobre a área escolar e achei esse documentário chamado "quando sinto que já sei" que foi realizado com contribuições via crowndfunding. 
Educação criativa
Como brincar sem brinquedos?
Os autores pesquisaram vários exemplos de escolas com propostas de ensino mais abertas, mais livres, menos programáticas.
Para Raul Perez, um dos diretores de Quando sinto que já sei , autonomia e afetividade são as principais semelhanças entre as escolas visitadas, e isso significa entender o aluno como indivíduo e não “como um produto na linha de produção em série, como ocorre nas instituições convencionais”.(Fonte)

A educação livre tem como base palavras como CONFIANÇA, COLABORAÇÃO, DESAPEGO, LIBERDADE, HUMILDADE, CURIOSIDADE, ERRO, FAZER… e diversas outras palavras que não são comuns nos ambientes tradicionais.(fonte)


Veja o filme completo AQUI

O documentário traz uma receita de bolo de como deve ser uma escola que desenvolva o pensar? Não. Traz propostas de espaços inovadores para que as crianças e alunos se inspirem? Também não. Então o que faz esse documentário em um blog de Arquitetura? Faz pensar. 

Pensar no que os espaços tradicionais podem não favorecer propostas mais livres. Faz pensar que talvez não precisemos de carteiras e salas enfileiradas e muitas grades para manter alunos protegidos de um mundo que deveria ser seu campo de vivência e aprendizado. Pensar, aprender a pensar por si, é o que realmente qualquer escola deveria fazer. 

Separei também algumas postagens onde falo de escolas que propõem espaços e práticas diferenciadas. Além de uma experiência de criatividade que lembrei com uma frase do documentário: Como brincar sem brinquedos?

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