Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Uma escola para estimular a criatividade



Que tal um espaço todo rico e uma proposta de interação e estímulo à criatividade em uma escola. Pois essa é a tônica nessa escola na Suécia. 


Ela em nada lembra as rígidas salas com hierarquias e parecem mais com modernos ambientes do vale do silício, de onde saem os programas e ideias que vem mudando nosso modo de viver.

Os espaços propiciam o encontro, as chamadas "zonas de colaboração, casas-dentro-casas, e uma série de outros recursos que são destinados a promover "a curiosidade e a criatividade." O projeto do arquiteto Rosan Bosch incentiva tanto o estudo solitário como o em grupo e cada peça é pensada para ajudar os estudantes a aprenderem. Além da concepção do espaço, a escola não separa os alunos por idade, mas por nível de aprendizado.

Quem me deu a dica sobre elas foi o colega Wagner Gonzales. 

Tudo bem, vão dizer: ah! Mas é na Suécia e lá é primeiro mundo, eles são lindos, diferentes, tem outra cultura. Mas juro que ele não tem a mesma criatividade que nós temos como cultura. E porque então não apostar em projetos locais que estimulem nossas crianças a exercer o que temos de tão bom que é a nossa capacidade de criar ? Espaços ricos não precisam ser caros. Mobílias podem ser recicladas, veja um belo exemplo AQUI. Ao invés de ficarmos só suspirando pelo mundo de acolá, vamos criar o nosso aqui e dar para as nossas crianças um belo presente: locais para estimular sua imensa vontade de aprender. 

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