Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Quando não ganham, crianças inventam seus brinquedos


National Geographic dezembro 2001

Estava relendo umas revistas antigas no escritório e achei essa página. Confesso que me emocionei. São exemplos de brinquedos que crianças do mundo inteiro fazem dos mais diversos materiais. 

Nesta época do ano em que as lojas estão entulhadas de brinquedos eletrônicos caríssimos e/ou tecnológicos, ver a criatividade de quem, não tendo dinheiro para ter acesso à esses brinquedos, tem uma outra coisa que não tem preço: criatividade !

Esta coleção teve origem em um presente de um menino do Quênia para o presidente de uma organização de assistência à infância. 

Ao elogiar a criatividade do brinquedo feito de um chinelo, duas varas e um saco plástico, foi surpreendido pela generosidade do garoto, que o deu de presente ao homem. 

Vendo ali uma oportunidade de mostrar que por trás de números e estatísticas de crianças carentes, existiam rostos e histórias, ele reuniu cerca de 300 desses brinquedos, vindos de todos os locais do mundo e os apresentou em forma de exposição. 



Alguns vem de zonas que sofreram violências como guerras ou invasões. Outras trazem sonhos que são universais. Todas tem em comum o universo infantil e a capacidade de sonhar e criar.








E o menino do barco ? Ganhou um de verdade para sua aldeia que hoje ajuda na indústria de pesca da região e na proteção contra invasores vizinhos... 









Comentários

  1. Bacana. Na minha infância eram comuns essas atividades. Pena que são tão pouco estimuladas hoje em dia. Um abraço.

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