Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

Imagem
Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Quando não ganham, crianças inventam seus brinquedos


National Geographic dezembro 2001

Estava relendo umas revistas antigas no escritório e achei essa página. Confesso que me emocionei. São exemplos de brinquedos que crianças do mundo inteiro fazem dos mais diversos materiais. 

Nesta época do ano em que as lojas estão entulhadas de brinquedos eletrônicos caríssimos e/ou tecnológicos, ver a criatividade de quem, não tendo dinheiro para ter acesso à esses brinquedos, tem uma outra coisa que não tem preço: criatividade !

Esta coleção teve origem em um presente de um menino do Quênia para o presidente de uma organização de assistência à infância. 

Ao elogiar a criatividade do brinquedo feito de um chinelo, duas varas e um saco plástico, foi surpreendido pela generosidade do garoto, que o deu de presente ao homem. 

Vendo ali uma oportunidade de mostrar que por trás de números e estatísticas de crianças carentes, existiam rostos e histórias, ele reuniu cerca de 300 desses brinquedos, vindos de todos os locais do mundo e os apresentou em forma de exposição. 



Alguns vem de zonas que sofreram violências como guerras ou invasões. Outras trazem sonhos que são universais. Todas tem em comum o universo infantil e a capacidade de sonhar e criar.








E o menino do barco ? Ganhou um de verdade para sua aldeia que hoje ajuda na indústria de pesca da região e na proteção contra invasores vizinhos... 









Comentários

  1. Bacana. Na minha infância eram comuns essas atividades. Pena que são tão pouco estimuladas hoje em dia. Um abraço.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Sua opinião é super importante para nós ! Não nos responsabilizamos pelas opiniões emitidas nos comentários. Links comerciais serão automaticamente excluídos

Postagens mais visitadas deste blog

Cortina verde na fachada

10 motivos para NÃO fazer arquitetura

Processo da Arquitetura

DIREITO À PAISAGEM