Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Estruturas de metal que não afundam



Já imaginaram navios que seriam realmente "inafundáveis"? Uma das histórias de amor mais icônicas do cinema poderia nunca ter sido filmada porque, se os estudos de Zhibing Zhan e seus colegas da Universidade Rochester, nos EUA, existissem e tivessem sido avançados naquela época, o Titanic poderia nunca ter naufragado.

Fantasias à parte, este material super repelente é baseado no estudo da natureza. Já falamos aqui sobre a biomimética e como os cientistas tem procurado aprender com a natureza. Principio, aliás, muito usado por Leonardo da Vinci em sua incansável busca de aprendizado. 


A equipe de cientistas se inspirou em dois animais, a aranha d'água e as estruturas que as formigas de fogo fazem na superfície da água e que lhes garante sobreviver em inundações ou meios que não os terrestres. Elas formam bolsões com ar ao redor de seu corpo e conseguem com isso flutuar. Baseado nisso a equipe de Zhan "usou rajadas de laser de femtossegundos para esculpir a superfície do metal com intrincados padrões de micro e nano-escala que capturam o ar e tornam as superfícies super-hidrofóbicas, ou seja, altamente repelentes à água."


No filme acima podemos ver como como funciona o teste com duas placas de metal paralelas. A técnica consiste em tratar com laser as superfícies internas de modos que, colocadas em uma distância correta possam criar um compartimento à prova de água e assim permanecer na superfície. 

Saiba mais onde li sobre esta pesquisa no site Inovação Tecnológica.

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