Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Ensinando as crianças a pensar como arquitetos

"O design é a tomada de decisões e a resolução de problemas, e essas duas coisas são muito relevantes para a vida cotidiana".Edith Tse
Sempre defendi a ideia de que o estudo do espaço devesse fazer parte da grade básica de ensino desde a infância. Mais do que fazer as maquetes de casas e ruas, o aprender como se tomam as decisões que formarão os lugares onde vivemos. Utopia? Várias pessoas acreditam que não. E estão agindo. Veja como. 



Uma das iniciativas que achei muito interessante é da Avoid Obvious Architects. Eles mantem uma iniciativa que ensina Design e Arquitetura para crianças através do projeto "Architecture for Children".

E não são ensinos apenas teóricos. As crianças se debruçam sobre problemas reais e tentam resolve-los, aprimorando a sua capacidade de entender o espaço e como ele funciona na prática. Leia mais sobre esta iniciativa AQUI.



Outra iniciativa para ensinar a criança a entender o mundo que se descortina aos seus olhos quando abre a porta da casa é a continuação da série Casa Cadabra

Já tinha contribuído via financiamento coletivo para o primeiro livro, que falava sobre as casas. E contribuí para o segundo que trata de cidades para brincar.
Através de uma divertida viagem por dez locais espalhados pelo mundo, as autoras mostram conceitos de urbanismo de maneira lúdica e amigável.
Alguém falou em livro para criança? De todas as idades, com certeza! E uma excelente dica para brincadeiras em sala de aula e com os filhos e netos.
A minha contribuição me deu direito a ter um nome no livro, junto com várias outras pessoas que acreditaram na ideia. Como a leitura, o descobrir, o incentivar sempre foram legados de meu pai, que sempre foi um grande construtor de sonhos, nada mais justo que fosse dele o nome que consta no livro.

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